<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889</id><updated>2012-01-29T12:24:24.498-02:00</updated><category term='amazônia'/><category term='massacre na Dinamarca'/><category term='natureza'/><category term='hipocrisia política'/><category term='Brasil 2020'/><category term='Rio Xingu'/><category term='fórum ecológico'/><category term='Ecologia'/><category term='Belo Monte'/><category term='destruição da fauna marinha'/><category term='ciberativismo'/><category term='segurança nacional'/><category term='meio ambiente'/><category term='ONGs'/><category term='matança de golfinhos'/><category term='matança de baleias'/><category term='Aécio Neves'/><category term='hidrlétricas'/><category term='STF'/><category term='Política'/><category term='golfinhos no Japão'/><category term='Economia'/><category term='planeta Terra'/><title type='text'>MEIO AMBIENTE</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>243</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-7816846955840220733</id><published>2012-01-25T21:01:00.000-02:00</published><updated>2012-01-25T21:01:59.625-02:00</updated><title type='text'>POPULAÇÃO HUMANA E SEUS ANIMAIS DOMESTICADOS</title><content type='html'>Autor: José Eustáquio Diniz Alves&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[EcoDebate] O ser humano começou a dominar a agricultura e a domesticar os animais durante a chamada “revolução neolítica”, há cerca de 10 mil anos. Com o acesso regular aos grãos e às carnes, houve uma melhora na alimentação, o que possibilitou que o aumento demográfico se mantivesse lento, mas crescente ao longo dos séculos. Calcula-se que no ano 1 da Era Cristã a população mundial estivesse em 250 milhões de habitantes, passando para 500 milhões por volta do ano 1500, um bilhão por volta do ano 1800 e sete bilhões de habitantes em 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De revolução em revolução, o homo sapiens se espalhou por todos os cantos do Planeta e se tornou uma espécie onipresente e quase onipotente. Mas existem pessoas que consideram que o ser humano é muito “espaçoso” e não se importa com a biodiversidade e a sobrevivência de outras espécies. Inúmeras pesquisadores consideram grave o fato de o ser humano já ter uma pegada ecológica maior do que a Terra pode sustentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros, como a revista National Geographic, acham que, colocados lado a lado, os sete bilhões de habitantes do mundo cabem dentro dos limites de uma cidade grande, como a região metropolitana de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, as pessoas não vivem em pé, lado a lado, e precisam de casas para morar, escolas para estudar, hospitais para se tratar, áreas de lazer, etc. Principalmente, precisam de terras para cultivar grãos, legumes, hortaliças e espalhar os rebanhos que são fontes ricas e fartas de proteína. Desta forma, a ação humana vai muito além dos seus limites físicos. Para medir o impacto ecológico da humanidade é preciso levar em consideração o conjunto das atividades antrópicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos apenas o número dos principais rebanhos terrestres a serviço dos interesses dos sete bilhões de humanos. Segundo dados de 2009 da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) existiam no mundo 19 bilhões de galinhas, 1,4 bilhão de bovinos, 1 bilhão de porcos, 1 bilhão de ovelhas e um número considerável de cabritos, búfalos, coelhos, capivaras, javalis, avestruzes, gansos, perus, patos, etc. Sem contar outros animais domesticados (humanificados) como cavalos, camelos, gatos, cachorros, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A China tinha 4,7 bilhões de galinhas (3,6 por habitante), 451 milhões de porcos, 128 milhões de ovelhas e 80 milhões de vacas e bois. Assim, em 2009, a China era proprietária dos maiores rebanhos suíno, ovino e avícolo. O Brasil, com o maior rebanho bovino do mundo, tinha 210 milhões de vacas e bois (o Brasil tem mais gado do que gente). Tinha também 1,2 bilhão de galinhas (6,5 por habitante), 40 milhões de porcos e 16 milhões de ovelhas. Os Estados Unidos tinham 2 bilhões de galinhas (6,8 por habitante), 100 milhões de vacas e bois, 65 milhões de porcos e 6 milhões de ovelhas. A Índia também possui consideráveis rebanhos bovino, suíno, ovino e forte avicultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é preciso muito esforço para imaginar o quanto de terra, água e ar é preciso para alimentar todo estes rebanhos que servem para saciar a fome e até a gula dos seres humanos. O gado bovino, por exemplo, tem um impacto ecológico enorme. Além da grande quantidade de terras necessárias para as pastagens (muitas delas obtidas por meio de desmatamento de florestas, cerrados e savanas), calcula-se que na produção de um quilo de carne bovina são gastos 15 mil litros de água, conforme estimativa do pesquisador John Anthony Allan, que usa a metodologia da chamada “água virtual”, considerando todas as etapas da cadeia produtiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disto, o boi e a vaca são animais ruminantes, cujo processo digestivo provoca uma fermentação que faz o animal liberar muito gás metano. O metano é o segundo gás que mais contribui para o efeito estufa, sendo 21 vezes mais poluente do que o gás carbônico (CO2). Cada animal bovino adulto libera cerca de 56 quilos de metano por ano. Portanto, os 1,4 bilhão de bois e vacas do mundo liberam algo em torno de 78 milhões de toneladas de metano por ano, o que é uma contribuição significativa para o aquecimento global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O impacto ecológico de todos os animais domesticados para uso alimentar (galinhas, vacas e bois, ovelhas, porcos, búfalos, patos, etc) ou para lazer e outros desfrutes (cavalos, cachorros, gatos, etc.) é enorme. Por exemplo, o desmate das franjas da floresta amazônica não está sendo feito tanto pela ocupação propriamente humana, mas sim para a venda de madeiras, a propriedade do solo e a criação de áreas de pastagens para o gado. A densidade demográfica da Amazônia legal é baixa, mas as áreas devastadas, a ferro e fogo, são enormes. Segundo o jornalista Leão Serva (FSP, 20/12/2011), 35% da floresta amazônica foi desmatada ou degradada nos últimos 23 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada dia fica mais claro que a continuidade do crescimento da população e de seus rebanhos é uma séria ameaça ao meio ambiente e à biodiversidade. Além disto, o consumo excessivo de carnes provoca a obesidade e diversos problemas de saúde. Atualmente, em várias regiões do mundo, a obesidade mata mais do que a fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, para minorar o impacto ambiental e melhorar a saúde individual existem campanhas para a diminuição do consumo de carne, tais como: “Um dia sem carne: o planeta agradece!” (Meatless Day). Nestas campanhas se considera que a alimentação sem produtos de origem animal aumenta a disposição e diminui os estragos no planeta, pois ajuda a) evitar câncer; b) perder peso; c) baixar o colesterol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das campanhas de um dia sem carne existe a dieta vegetariana que propõe diminuir ao máximo o uso de carnes e até mesmo evitar qualquer alimento de origem animal. As dietas vegetarianas buscam substituir as proteínas animais por alimentos ricos em carboidratos, fibras dietéticas, magnésio, potássio, etc. Uma alimentação vegetariana adequada pode ser capaz de atender às necessidades nutricionais do organismo, na medida em que se garanta a adequada combinação dos alimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o vegetarianismo é muito mais do que uma preocupação com o aquecimento global. Antes de tudo é uma filosofia que remonta à antiguidade e se baseia na concepção de respeito aos animais e na negação da suposta superioridade humana. O vegetarianismo filosófico defende a vida animal e condena o consumo de carne por motivos morais e por solidariedade entre as espécies. Entre grandes personalidades vegetarianas da história se destacam Buda, Plutarco, Ovídio, Leonardo da Vinci, Tolstoi, Mahatma Gandhi, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta mesma linha, o Veganismo é uma filosofia de vida motivada por princípios filosóficos e éticos, tendo como base os direitos inalienáveis de todos os animais. Os veganos defendem o boicote a qualquer produto de origem animal ou de produtos que tenham sido testados em animais, incluindo o não uso de vestuário proveniente de animais (como couro e peles); cosméticos, produtos de limpeza, alimentos, os esportes como corridas de cachorros, touradas e até os animais usados em circos. O vegano é contra o antropocentrismo e considera que os animais possuem existência própria e não foram feitos para a alimentação ou o desfrute humano. Os animais devem ser sujeitos de direitos, assim com existem os direitos humanos. Os veganos consideram o especismo uma forma de discriminação e também combatem o uso de animais em experiências de laboratórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isto, pode-se até concordar que ao longo da história a domesticação dos animais tenha provocado uma revolução na economia e na alimentação humana. Porém, se a humanidade, no passado, soube tirar proveito da natureza e dos animais, ganhando densidade, volume e espaços em todos os cantos do mundo, isto se deveu muito mais ao egoísmo e ao desfrute da biodiversidade para interesse próprio, do que do uso da sabedoria, da inteligência e dos princípios ambientais éticos e morais. O ser humano se domesticou domesticando animais. A radicalização desta trajetória leva à substituição de uma possível sinergia pela entropia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É cada vez maior a percepção de que o domínio humano sobre a natureza e sobre as outras espécies está seguindo uma rota rumo ao precipício. A visão utilitarista do uso indiscriminado do meio ambiente e dos demais seres vivos para satisfazer o apetite e consumo próprio pode levar a espécie humana ao suicídio e, pior ainda, ao biocídio, pois o ser humano esta se tornando o “predador de outras espécies”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia de que o ser humano é a espécie mais avançada do mundo, e até mesmo do universo, se desnuda, a cada dia, parecendo mais uma simples manifestação de arrogância. Isto é o que se chama de especismo, que é a discriminação de uma espécie sobre outras, ocorrendo, em geral, quando os seres racionais se consideram superiores aos seres sencientes não racionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para estar no ápice da evolução, uma espécie precisa, antes de tudo, saber respeitar a sua casa (Gaia, Pachamama, etc.) e seus vizinhos (biodiversidade). Por meio da dominação e da exploração e sem uma convivência respeitosa entre todos os seres vivos, o que cresce são os riscos de que a diversidade da vida sucumba em um futuro cada vez menos distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Eustáquio Diniz Alves, colunista do EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail: jed_alves@yahoo.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: EcoDebate, 04/01/2012&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-7816846955840220733?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/7816846955840220733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=7816846955840220733' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/7816846955840220733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/7816846955840220733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2012/01/populacao-humana-e-seus-animais.html' title='POPULAÇÃO HUMANA E SEUS ANIMAIS DOMESTICADOS'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-5392124471362269408</id><published>2012-01-22T06:29:00.000-02:00</published><updated>2012-01-22T06:29:53.363-02:00</updated><title type='text'>A GRANDE PERVERSÃO</title><content type='html'>Autor: Leonardo Boff, Teólogo e Filósofo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para resolver a crise econômico-financeira da Grécia e da Itália foi constituído, por exigência do Banco Central Europeu, um governo só de técnicos sem a presença de qualquer político. Partiu-se da ilusão de que se trata de um problema econômico que deve ser resolvido economicamente. Quem só entende de economia acaba não entendendo sequer a economia. A crise não é de economia mal gerida, mas de ética e de humanidade. Estas têm a ver com a política. Por isso a primeira lição de um marxismo raso é entender que a economia não é parte da matemática e da estatística, mas um capítulo da política. Grande parte da obra de Marx é dedicada à desmontagem da economia política do capital. Quando na Inglaterra ocorreu uma crise semelhante à atual e se criou um governo de técnicos Marx fez com ironia e deboche duras criticas pois previa um total fracasso como efetivamente ocorreu. Não se pode usar o veneno que criou a crise como remédio para curar a crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamaram para chefiar os respectivos governos da Grécia e da Itália gente que pertencia aos altos escalões dos bancos. Foram os bancos e as bolsas que provocaram a presente crise que quase afundou todo o sistema econômico. Esses senhores são como talibãs fundamentalistas: acreditam de boa fé nos dogmas do mercado livre e no jogo das bolsas. Em que lugar do universo se proclama o ideal do greed is good, em português, a cobiça é coisa boa? Como fazer de um vício (e digamos logo, de um pecado) uma virtude? Estes estão sentados em Wall Street de Nova York e na City de Londres. Não são raposas que guardam as galinhas, mas as devoram. Com suas manipulações transferiram grande fortunas para poucas mãos. E quando estourou a crise foram socorridos com bilhões de dólares tirados dos trabalhadores e dos pensionistas. Barack Obama se mostrou fraco, inclinando-se mais a eles que à sociedade civil. Com os dinheiros recebidos continuaram a farra já que a prometida regulação dos mercados ficou letra morta. Milhões de pessoas vivem no desemprego e na precarização, especialmente jovens que estão enchendo as praças, indignados, contra a cobiça, a desigualdade social e a crueldade do capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente que tem a cabeça formada pelo catecismo do pensamento único neoliberal vai tirar a Grécia e a Itália do atoleiro? O que está ocorrendo é a sacrificação de toda uma sociedade no altar dos bancos e do sistema financeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que a maioria dos economistas dos stablisment não pensam (nem precisam) vamos tentar entender a crise à luz de dois pensadores que no mesmo ano, 1944, nos EUA nos deram uma chave esclarecedora. O primeiro foi um filósofo e economista húngaro-canadense Karl Polanyi com sua clássica obra A Grande Transformação. Em que consiste? Consiste na ditadura da economia. Após a Segunda Guerra Mundial que ajudou a superar a grande Depressão de 1929, o capitalismo deu um golpe de mestre: anulou a política, mandou ao exílio a ética e impôs a ditadura da economia. A partir de agora não teremos como sempre houve uma sociedade com mercado mas uma sociedade somente de mercado. O econômico estrutura tudo e faz de tudo mercadoria sob a regência de uma cruel concorrência e de uma deslavada ganância. Esta transformação dilacerou os laços sociais e aprofundou o fosso entre ricos e pobres dentro de cada país e no nível internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro nome é de um filósofo da escola de Frankfurt, exilado nos EUA, Max Horkheimer que escreveu a Eclipse da razão (por português de 1976). Aí se dão as razões para a Grande Transformação de Polanyi que consistem fundamentalmente nisso: a razão já não se orienta mais pela busca da verdade e pelo sentido das coisas, mas foi seqüestrada pelo processo produtivo e rebaixada a uma função instrumental “transformada num simples mecanismo enfadonho de registrar fatos” Lamenta que “justiça, igualdade, felicidade, tolerância, por séculos julgadas inerentes à razão, perderam as suas raízes intelectuais”. Quando a sociedade eclipsa a razão, fica cega, perde o sentido de estar juntos e se vê atolada no pântano dos interesses individuais ou corporativos. É o que temos visto na atual crise. Os prêmios Nobel de economia, mas humanistas, Paul Krugman e Joseph Stiglitz repetidamente escreveram que os players de Wall Street deveriam estar da cadeia como ladrões e bandidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora na Grécia e na Itália a Grande Transformação ganhou outro nome: se chama a Grande Perversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Fábio Oliveira – fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-5392124471362269408?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/5392124471362269408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=5392124471362269408' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/5392124471362269408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/5392124471362269408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2012/01/grande-perversao.html' title='A GRANDE PERVERSÃO'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-7428179804753584642</id><published>2012-01-18T09:07:00.000-02:00</published><updated>2012-01-18T09:07:31.150-02:00</updated><title type='text'>É PRECISO CONSTRUIR E UTILIZAR OUTROS TIPOS DE MÍDIA</title><content type='html'>Autor: Dihelson Mendonça, músico e produtor musical&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Mídia não está interessada em Ética, Arte ou Cultura - Apenas Dinheiro! Por isso é preciso construir e utilizar outros tipos de mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi-se o tempo em que o rádio e a televisão eram considerados guardiães da moralidade, em programas informativos que serviam como veículos para a propagação dos grandes valores que moldaram a nossa civilização. Mesmo fora do quadro televisivo, ainda existia postura no meio jornalístico em tentar preservar a honra, a educação, os costumes, a tradição, as artes e a cultura do povo Brasileiro. Isso funcionou até meados da década de setenta, talvez por ainda naquela época, vivermos num período de regulação dos meios de comunicação pela chamada "ditadura militar", que de qualquer forma, ainda tinha certo apreço ao velho lema da Tradição, Família e Propriedade. Isso foi algo bom, porque o público podia desfrutar de um padrão de qualidade e uma postura educativa da mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade hoje é algo bastante diferente. Embora não se restrinja apenas à mídia brasileira, o que tem acontecido nos últimos anos no Brasil em termos de massificação, causa espanto aos maiores observadores e críticos da sociedade de consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao abrir o facebook nesta manhã, deparei-me com uma mensagem de um grande músico, instrumentista, da cidade de Fortaleza-CE, a reclamar que no seu programa de Ano Novo, a Rede Globo de Televisão, iria trazer como representante máximo da música produzida no Ceará, a banda "Aviões do Forró". Reclamava da grande discriminação que a mídia tem feito aos artistas de qualidade e da boa música como um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora este instrumentista esteja coberto de razão, esquece-se que hoje em dia a grande mídia não está interessada em promover Arte e Cultura. Muito menos Ética, valores morais, etc. ... A mídia está interessada simplesmente em ganhar dinheiro, faturar alto, nem que para isso, os diretores de TV e proprietários de emissoras de rádio precisem enforcar a própria mãe. A mídia se comporta como uma espécie de prostituta, onde quem paga mais, tem vez. Isso vale também para as posturas políticas, para a Música e para todas as outras atividades humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que não se pode mais usar qualquer informação divulgada pela imprensa como princípio de verdade. Tudo virou publicidade. Tudo pode ser vendido e é vendido. Nada aparece na TV por acaso. A mídia que aí está pertence aos grandes cartéis, aos magnatas das cercanias do poder. Quase todos os canais de TV e rádio do Brasil pertencem a alguma agremiação política, distribuídos cautelosamente pelos congressistas para os seus padrinhos, que lhes dão todo o suporte necessário a fim de que possam se perpetuar no poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No lado artístico, não se pode obter também, qualquer juízo de valor pelo que aparece na televisão brasileira e no rádio. Tudo virou um imenso mercado, onde inescrupulosos e ávidos proprietários de bandas de forró eletrônico, Funkeiros de rua, Axé Music e todo tipo de lixo cultural de fácil assimilação, empurrem goela abaixo de um povo massificado e moldado desde a infância em valores falsos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se pode esperar de uma sociedade onde milhões zumbis seguem fielmente a cartilha dos cartolas da TV brasileira, a última dança de rua da Bahia, ou a última fofoca acontecida nos bastidores do BBB (Big Brother Brasil)? O que se pode esperar de um povo que permitiu que seus governantes relegassem a educação geral do indivíduo ao último plano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu na imprensa (E isso também é de se duvidar), que o Brasil teria ultrapassado o Reino Unido, tornando-se a sexta economia do planeta. Seria mais proveitoso se não ocupássemos a 73ª posição no IDH ( Índice de desenvolvimento humano ), atrás do Gabão (com IDHAD de 0,543), Sri Lanka (0,691) e Uzbequistão (0,549) e superássemos o Reino Unido em Educação, Saúde, Segurança e Incentivo às Artes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos num país onde a verdadeira arte e cultura tem pouquíssimos espaços na mídia, por isso mesmo é necessário que aqueles que as produzem, comecem a repensar a estratégia, construindo e utilizando cada vez mais as mídias alternativas como a própria internet, como uma forma de interagir e de formar platéia, já que é impossível a democratização dos meios de comunicação no país, pois como se sabe, que quem tem o poder, não irá abrir mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Artistas e as pessoas que ainda possuem algum entendimento acima dessa balbúrdia desordenada que chamamos de Brasil de hoje, precisam compreender que cada um é a sua própria mídia. A tecnologia veio nesse auxílio. Podemos juntos construir um futuro melhor, se todas as cabeças pensantes se unirem no sentido de preservar e renovar os grandes valores, as artes e a cultura brasileira, e se isso não for feito com extrema rapidez e de forma ordenada, acabaremos por sucumbir num mar de besteirol, na cultura da vulgaridade que a mídia perversa impõe de forma contínua, idiotizando a massa, quando então será tarde demais, pois existirá apenas a cabeça e a cultura dos Macacos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Fábio Oliveira – fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; fabioxoliveira.blog.uol.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-7428179804753584642?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/7428179804753584642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=7428179804753584642' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/7428179804753584642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/7428179804753584642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2012/01/e-preciso-construir-e-utilizar-outros.html' title='É PRECISO CONSTRUIR E UTILIZAR OUTROS TIPOS DE MÍDIA'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-3930637964417833796</id><published>2012-01-15T10:28:00.000-02:00</published><updated>2012-01-15T10:28:46.946-02:00</updated><title type='text'>CRÍTICAS AO PIB</title><content type='html'>Referência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informações levantadas na obra de Viveret, Jean Gadrey, Ladislau Dowbor, Jose Eli da Veiga e Hazel Henderson. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Produto Interno Bruto (PIB) está no primeiro plano da mídia e, hoje, serve de referência quase universal para a maioria das análises. Milhares de líderes de opinião e pessoas que ocupam a função de tomar decisões, no campo econômico, político ou científico, são, permanentemente, guiadas em suas decisões pelo PIB, que serve de bússola para seus atos. Consequentemente, continuamos tendo um interesse excessivo pelo crescimento do PIB – ainda popular entre alguns economistas e políticos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PIB representa a soma de todas as riquezas finais produzidas em determinada região ou parcela da sociedade (qual seja, países, estados, cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano etc.). Ele avalia a contribuição produtiva das atividades econômicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fórmula clássica para expressar o PIB de uma região é a seguinte: &lt;br /&gt;Y = C + I + G + X - M &lt;br /&gt;Onde &lt;br /&gt;• Y é o PIB &lt;br /&gt;• C é o consumo &lt;br /&gt;• I é o total de investimentos realizados &lt;br /&gt;• G representa gastos governamentais &lt;br /&gt;• X é o volume de exportações &lt;br /&gt;• M é o volume de importações &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal de contas, quanto mais cresce o PIB, maior a riqueza gerada pelo país em questão? Não é bem assim. O PIB é uma adição de bens e serviços vendidos e comprados, sem nenhuma distinção entre os que são ou não benéficos para a sociedade. Despesas com acidentes, poluição, contaminações tóxicas, criminalidade ou guerras são consideradas tão relevantes quanto investimentos em habitação, educação, saúde ou transporte público. Exemplos disso são economias oriundas da destruição, das guerras e acidentes ambientais, que movimentam bilhões de dólares e euros em custos diretos e indiretos e são contabilizadas erroneamente no verde, e não no vermelho, tais como o furação Katrina e a Guerra do Iraque, para citar exemplos mais recentes que serviram para girar a fortuna do PIB americano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o cálculo do PIB, apesar de ser um “indicador de progresso”, não faz distinções entre o que é produtivo ou destrutivo, ou entre despesas que elevem ou rebaixem a condição humana. Nem sequer são computados o trabalho doméstico e voluntariado, que não são remunerados, por não envolverem transações monetárias. Muito menos inclui depreciações de recursos naturais. As estatísticas mostram, também, que o PIB não é significativamente correlacionado com vários dados, como o desemprego e as desigualdades econômicas, variáveis que são, no entanto, freqüentemente citadas como importantes para a sociedade “que vai bem”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, as críticas ao PIB, como padrão aceito internacionalmente, derivam do fato de ser uma medição bruta de qualquer atividade econômica, independentemente de sua natureza, desde que gere fluxos monetários e desconsidere a depreciação do “capital natural” necessário para mantê-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, podemos concluir que o crescimento do PIB não é necessariamente um dado positivo e que o importante é levar em conta a forma pela qual ele é obtido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PIB tem recebido muitas críticas, que já vêm de alguns dos mais conhecidos economistas, incluindo os laureados com Nobel de Economia (por exemplo, Simon Smith Kuznets, Daniel Kahneman, Robert Solow, Joseph Stiglitz, Amartya Sen e Muhammad Yunus), mas é “claro, em sua defesa sempre poderá ser dito que não foi inventado para medir o progresso, o bem-estar ou a qualidade de vida, mas tão somente para medir o crescimento econômico, que é meio sem o qual não se atingem tais fins. Mas a armadilha não é desfeita, pois a ideia de riqueza que deu origem ao PIB foi excessivamente influenciada pela atmosfera da Segunda Guerra Mundial. Concepção que logo ficou anacrônica, por só dar importância à produção de mercadorias e ao capital físico. Daí que a única utilidade que talvez ainda lhe reste seja a de permitir comparação entre as produtividades nacionais do trabalho, desde que bem contadas as horas trabalhadas.” (Zeeli). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economista Hazel Henderson entende, por exemplo, que o padrão de riqueza das nações deve incluir, além de recursos financeiros, ativos da Natureza e os capitais social e intelectual dos povos. Sob esse aspecto, falha o PIB, porque não monitora a dilapidação do planeta, tampouco as condições de vida de sua população. Seria importante desenvolver, nessa perspectiva, indicadores que considerem o bem-estar dos povos. Só assim poderemos ter a verdadeira dimensão do progresso e introduzir novos critérios de decisão para a sociedade sustentável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, definir em que consiste a riqueza de um país se tornou uma tarefa que exige o exame de vários aspectos econômicos, sociais e ambientais. Sob essa perspectiva, índices elevados de PIB não são mais garantia de desenvolvimento sustentável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos algumas das principais críticas atribuídas ao PIB. (Fonte: Jean Gadrey. Os Novos Indicadores de Riqueza). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Tudo o que se pode vender e que tem um valor monetário agregado aumentará o PIB e o crescimento, o que não significa necessariamente desenvolvimento sustentável e aumento do bem-estar individual e coletivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PIB contabiliza de maneira positiva todas as formas de males e destruição (que, para ser compensadas, requerem a produção de bens e serviços reparadores ou defensivos: aumento de número de acidentes, progressão de doenças nascidas da insegurança alimentar, poluição...) da mesma maneira que computa os recursos em bem-estar comum (educação e participação em atividades culturais e de lazer de uma sociedade em que as pessoas são sadias, por exemplo). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, essas duas sociedades teriam o mesmo aumento no PIB, uma vez que o PIB computa todos os recursos em aumento do PIB, independentemente de sua finalidade. Seria preciso suprimir o aumento do PIB da primeira sociedade para melhor apreender a real criação de riqueza (aquela que contribui para o bem-estar). Pode-se aplicar a mesma ideia às despesas com a reparação dos danos ambientais ligados à atividade humana: poluição, esgotamento dos recursos naturais, que conduzam a uma diminuição do bem-estar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Em parte alguma se contabilizam as perdas de bem-estar provocadas pelo crescimento econômico, o que, embora não tenha valor comercial, pode ter um valor enorme para o nosso bem-estar e o das futuras gerações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A destruição, por exemplo, da Floresta Amazônica é uma atividade que faz avançar o PIB mundial (valor da madeira e do trator para derrubá-la etc.). Em parte alguma se contabilizam a perda do patrimônio natural que resulta disso, nem suas diversas consequências sobre o clima, a biodiversidade, o longo prazo e as necessidades das gerações futuras. Ou seja, o PIB não contabiliza as perdas do patrimônio natural, mas contabiliza positivamente sua destruição organizada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além desses exemplos, nos quais não se contabilizam perdas de bem-estar, há outros em que não se contabilizam ganhos, isto é, contribuições essenciais ao bem-estar, dentre os quais destacamos alguns exemplos a seguir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Numerosas atividades e recursos que contribuem para o bem-estar não são contabilizados simplesmente porque não são comerciais ou porque não têm custo monetário direto de produção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho voluntário e o trabalho doméstico (aquele executado na esfera privada, majoritariamente por mulheres) são exemplos de contribuições esquecidas, que, por serem gratuitas e não remuneradas, não fazem parte das atividades que contribuem para a riqueza nacional no âmbito do PIB. Mas será que esses trabalhos não produzem riqueza e bem-estar do mesmo modo que o trabalho assalariado? São trabalhos invisíveis por excelência. Todavia, representam volumes enormes e contribuem para o bem-estar do mesmo modo que o trabalho assalariado. Estima-se que o tempo gasto para trabalho doméstico é da mesma grandeza, nos países desenvolvidos, que o tempo total do trabalho remunerado. Se decidíssemos, por exemplo, atribuir-lhe o mesmo valor monetário por hora de trabalho, isso poderia duplicar o PIB, representando montantes consideráveis de riquezas ignoradas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. O PIB mede apenas as quantidades produzidas (outputs) e é indiferente aos resultados em termos de satisfação e de bem-estar pelo consumo desses bens (outcomes), que são mais importantes para avaliar o progresso. Essa medida não reflete o bem-estar de uma sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, para obter taxas de crescimento elevadas, coagimos ou estimulamos as pessoas a trabalhar sempre mais e a ter menos lazer e tempo livre, esse fenômeno não será visto senão pelo ângulo do progresso do PIB, pois o PIB não leva em conta que o aumento do tempo livre é uma riqueza digna de ser contabilizada. Esse exemplo não foi tomado por acaso: nos Estados Unidos, a partir de 1980, o tempo de trabalho anual médio por habitante aumentou o equivalente a cinco horas por ano (240 horas), ao contrário do que aconteceu em quase todos os países europeus. Temos aí um bom exemplo de uma contribuição essencial ao bem-estar, o tempo livre, a qual não aparece nas contas da riqueza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. A mensuração do PIB é também indiferente à partilha das riquezas contabilizadas, às desigualdades, à pobreza, à segurança econômica etc., que são, todavia, quase unicamente consideradas dimensões do bem-estar de uma sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabemos, simplesmente olhando a média do PIB, como essa renda é repartida entre as pessoas do lugar. O desenvolvimento econômico de um país é condição necessária, mas não é suficiente para que ocorra o desenvolvimento social e a melhoria nas condições de vida de sua população. Um mesmo crescimento de 2% a 3%, durante alguns anos, pode, conforme o caso, vir acompanhado de um aumento ou de uma redução das desigualdades sociais. É indiferente vivermos numa sociedade em que coexistem uma multidão de pobres e um punhado de gente rica? Será que um euro ou um dólar de crescimento a mais no bolso de um pobre não gera mais bem-estar que a mesma soma na carteira de um rico? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, o crescimento do PIB do Japão foi cerca de 2,1%, durante os últimos cinco anos, enquanto o PIB dos Estados Unidos aumentou 2,9%. Entretanto, comparando o crescimento médio per capita entre os dois países, surge uma história diferente: os Estados Unidos mostram apenas 1,9% de crescimento, contra 2,1% dos cidadãos japoneses. A renda média per capita do Japão também é maior porque a população japonesa está diminuindo, enquanto a dos Estados Unidos está aumentando. Por sua vez, a Índia desfruta de um rápido crescimento de seu PIB, mas sua população também aumentou rapidamente, o que faz com que mais pessoas devam compartilhar essa renda. Mas também se deve assinalar que o uso da média per capita da renda mascara o modo de distribuição da renda. A média de renda de toda a população pode ocultar, por exemplo, que um país poderia ter uns poucos multimilionários com a maioria de seus cidadãos vivendo na pobreza. Definitivamente não basta produzir mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, num mundo marcado pelo esgotamento dos recursos naturais e as desigualdades sociais, o trabalho essencial consiste em valorizar e preservar os valores humanos e ecológicos. Para tanto, é imperativo desenvolver e implementar novos indicadores de riqueza, que levem em conta não somente todos os bens e os produtos de uma nação, mas também todas as riquezas naturais e humanas de cada país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso olhar o que (crítica 1), para quem (crítica 5), como estamos produzindo (críticas 2, 3 e 4) e qual seu saldo. É preciso rever como estamos computando essa riqueza. Uma riqueza que nos leve ao desenvolvimento sustentável. Um desenvolvimento para o bem-estar comum, como meio, e não como fim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos a obrigação de redefinir os próprios termos da riqueza. Só há possibilidade de desenvolvimento sustentável se uma profunda reinterrogação do pilar econômico vier a transformar a visão e a própria prática da economia. Não basta acrescentar a um pilar econômico, que permaneceria inalterado, um pilar ambiental e, para concluir, um pilar social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Fábio Oliveira – fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; fabioxoliveira.blog.uol.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-3930637964417833796?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/3930637964417833796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=3930637964417833796' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/3930637964417833796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/3930637964417833796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2012/01/criticas-ao-pib.html' title='CRÍTICAS AO PIB'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-148351224931567584</id><published>2012-01-12T09:45:00.000-02:00</published><updated>2012-01-12T09:45:07.042-02:00</updated><title type='text'>MUDANÇAS CLIMÁTICAS E CONFLITOS SOCIAIS</title><content type='html'>Autor: J. B. Libanio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mudanças climáticas ameaçam, a prazo não tão longo, a vida da humanidade e da Terra. Esta, mesmo que tarde milhões de anos, se refará e ressurgirá com nova cara e quem sabe ainda mais bela e carregada de vida. Nós, porém, humanos teremos desaparecido qual poeira perdida que sobrevoou a Terra pelo curto lapso de alguns milhões de anos para a escala astronômica dos bilhões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto do problema nos afetará no tempo intermédio entre hoje e a catástrofe final. O avanço da crise ecológica provocará conflitos sociais cada vez mais graves. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com mínimo de inteligência e imaginação, prevêem-se secas prolongadas, enchentes destruidoras. Os jornais já anunciaram para o próximo ano o aumento de catástrofes climáticas. As cidades serranas do Estado do Rio ainda não se refizeram das enchentes de 2011. Há pessoas a morarem em abrigos improvisados. Depois da comoção geral, provocada pela imprensa, persiste a rotina dolorosa de carências. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mares subirão com o derretimento das calotas polares. Ilhas habitadas desaparecerão. Cidades litorâneas se inundarão. E que acontecerá com os milhões de pessoas afetadas? Antes do extremo do desaparecimento, se multiplicarão saques, invasões, migrações gigantescas desordenadas, repressão policial, naufrágios. Haja fantasia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outros lugares, o deserto amplia os braços. As florestas incendeiam. As caatingas e cerrados secam definitivamente. Os terrenos gastos e envenenados por tanto agrotóxico geram fome com mais hordas de expatriados a invadirem o que podem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J. Saramago, de modo genial, desenhou-nos em “Ensaio sobre a Cegueira” terrível cenário em que a cegueira desperta os instintos violentos do ser humano. Ora, a miséria e a destruição das catástrofes naturais cegam as pessoas e as entregam ao primitivo instinto de sobrevivência com terríveis gestos de violência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginemos ainda mais: o mundo com colheitas fracassadas, com a fome dominando milhões e até bilhões de pessoas, já não mais acomodadas na alienação, mas com nível maior de consciência e recursos de destruição. As nações ricas estão a temer a mobilização dessas massas pobres. Assistimos também à crise do sistema de organização mundial nos países ricos e centrais. Aí, a repressão não conseguirá os mesmos efeitos que nas massas pobres. Além disso, classes afetadas dispõem de recursos de comunicação com poderosa eficácia de mobilização. Haja vista as revoluções no Médio Oriente. E se a Europa incendeia, onde encontrar água para apagar o fogo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Economistas sérios temem que as soluções arranjadas e confabuladas pelos chefes das nações européias não resolveram o problema. Adiaram a catástrofe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo parece escuro. Discursos meramente apocalípticos não resolvem o problema. O ser humano guarda em si o que Ernst Bloch chamou de “principio esperança”. Ele, ateu, apostava nele. Com muito mais razão, os cristãos têm por onde esperar. Para além da ganância criminosa de empresas transnacionais, de jogadas financeiras madoffmente irresponsáveis, os humanos têm inteligência, capacidade de amar e de pensar futuro melhor. Mobilizemos o melhor do ser humano em vez de apostar no espírito egoísta do “salve-se quem puder”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Jornal “O TEMPO’ de 18.12.11.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-148351224931567584?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/148351224931567584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=148351224931567584' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/148351224931567584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/148351224931567584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2012/01/mudancas-climaticas-e-conflitos-sociais.html' title='MUDANÇAS CLIMÁTICAS E CONFLITOS SOCIAIS'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-4737929702689126697</id><published>2012-01-05T12:09:00.000-02:00</published><updated>2012-01-05T12:09:10.528-02:00</updated><title type='text'>COMO GOVERNAR SETE BILHÕES DE PESSOAS?</title><content type='html'>Autor: Leonardo Boff, Filósofo e Teólogo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratamos já do desafio de como alimentar sete bilhões de pessoas. A escalada da população humana é crescente: em 1802 éramos um bilhão; em 1927, 2 bilhões, em 1961, 3 bilhões, em 1974, 4 bilhões, em 1987, 5 bilhões, em 1999, 6 bilhões e, por fim, em 2011, 7 bilhões. Em 2025, se o aquecimento abrupto não ocorrer, seremos 8 bilhões, em 2050, 9 bilhões e em 2070, 10 bilhões. Há biólogos como Lynn Margulis e Enzo Tiezzi que vêem nesta aceleração um sinal do fim da espécie à semelhança das bactérias, quando colocadas num recipiente fechado. (capsula Petri). Pressentindo o fim dos nutrientes, as bactérias se multiplicam exponencialmente e então subitamente todas morrem. Seria a última florada do pessegueiro antes de morrer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente desta ameaçadora questão temos o instigante desafio: como governar 7 bilhões de pessoas? É o tema da governança global, quer dizer, um centro multipolar com a função de coordenar democraticamente a coexistência dos seres humanos na mesma pátria e Casa Comum. Esta configuração é uma exigência da globalização, pois esta implica o entrelaçamento de todos com todos dentro de um mesmo e único espaço vital. Mais dia menos dia, uma governança global vai surgir pois é uma urgência impostergável para enfrentar os problemas globais e garantir a sustentabilidade da Terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia em si não é nova. Como pensamento, estava presente em Erasmo e em Kant mas ganhou seus primeiros contornos reais com a Liga das Nações, após a Primeira Guerra mundial e definitivamente depois da Segunda Guerra Mundial com a ONU. Esta não funciona por causa do veto antidemocrático de alguns países que inviabilizam qualquer encaminhamento global contrário aos seus interesses. Organismos como o FMI, o Banco Mundial, a Organização Mundial do Comércio, da Saúde, do Trabalho, das Tarifas, do Comércio (GATT) e a UNESCO expressam a presença de certa governança global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, o agravamento de problemas sistêmicos como o aquecimento global, a escassez de água potável, a má distribuição dos alimentos, a crise econômico-financeira e as guerras estão demandando uma governança global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Comissão sobre Governança Global da ONU a define como “a soma das várias maneiras de indivíduos e instituições, públicas e privadas, administrarem seus assuntos comuns e acomodarem conflitos e interesses diversos de forma cooperativa. Envolve não só relações intergovernamentais, mas também organizações não-governamentais, movimentos de cidadãos, corporações multinacionais e o mercado de capitais global” (veja o respectivo site da ONU na internet).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta globalização se dá também em nível cibernético, feita por redes globais, uma espécie de governança sem Governo. O terrorismo provocou a governança securitária nos países ameaçados. Há uma governança global perversa que podemos chamar de governança do poder corporativo mundial feita pelos grandes conglomerados econômico-financeiros que se articulam de forma concêntrica até chegar a um pequeno grupo que controla cerca de 80% do processo econômico. Isso foi demonstrado pelo Instituto Federal Suíço de Pesquisa Tecnológica (ETH) que rivaliza em qualidade com o MIT e entre nós divulgada pelo economista da PUC-SP Ladislau Dowbor. Esta governança não se dá muito a conhecer e a partir da economia influencia fortemente a política mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes são os conteúdos básicos de uma governança global sadia: a paz e a segurança, evitando o uso da violência resolutiva; o combate à fome e à pobreza de milhões; a educação acessível a todos para serem atores da história; a saúde como direito humano fundamental; moradia minimamente decente; direitos humanos pessoais, sociais, culturais e de gênero; direitos da Mãe Terra e da natureza, preservada para nós e para as futuras gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para garantir estes mínimos, comuns a todos os humanos e também à comunidade de vida, precisamos relativizar a figura dos Estados nacionais que tendencialmente irão desaparecer em nome da unificação da espécie humana sobre o planeta Terra. Como há uma só Terra, uma só Humanidade, um só destino comum, deve surgir também uma só governança, una e complexa, que dê conta desta nova realidade planetizada e permita a continuidade da civilização humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Fábio Oliveira – fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; fabioxoliveira.blog.uol.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-4737929702689126697?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/4737929702689126697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=4737929702689126697' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/4737929702689126697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/4737929702689126697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2012/01/como-governar-sete-bilhoes-de-pessoas.html' title='COMO GOVERNAR SETE BILHÕES DE PESSOAS?'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-6104914736290107404</id><published>2012-01-03T10:46:00.000-02:00</published><updated>2012-01-03T10:46:53.200-02:00</updated><title type='text'>O ESTADO ESTACIONÁRIO E AMBIENTALMENTE SUSTENTÁVEL</title><content type='html'>Autor: José Eustáquio Diniz Alves&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[EcoDebate] Num Planeta finito, é impossível que a economia e a população cresçam de maneira infinita. Esta verdade evidente já foi repetida inúmeras vezes. Mas ninguém sabe dizer quais são os limites exatos do crescimento e qual será o futuro da humanidade e do meio ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1800 a 2011 a população cresceu cerca de 7 vezes (de um bilhão para 7 bilhões de habitantes) e a economia cresceu cerca de 60 vezes. Na soma dos primeiros 14 anos do século XXI, a economia mundial deve crescer mais do que o PIB global acumulado do ano 1 a 1800 (de acordo com dados de Angus Maddison) e a população mundial aumentou em mais 1 bilhão de habitantes somente entre 1999 e 2011. Na velocidade do mundo atual, cada 14 anos valem o equivalente ao que se fazia nos primeiros 1800 anos da era cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isto, o impacto das atividades humanas sobre o meio ambiente tem sido devastador. Segundo dados da pegada ecológica, as atividades antrópicas já ultrapassaram em 50% a capacidade de regeneração do Planeta. A economia atual tem crescido utilizando riquezas naturais produzidas no passado, como as energias fósseis e os aquíferos fósseis, que não são renováveis e vão se esgotar em um futuro relativamente próximo. A maior parte da produção econômica libera gazes de efeito estufa (CO2, metano, etc.) que estão se acumulando na atmosfera e provocando o aquecimento global. Temperaturas mais elevadas significam a elevação do nível do mar, maior acidificação das águas e mudanças climáticas extremas, como secas e enchentes. Das quase 9 milhões de espécies vivas da Terra, cerca de 30 mil desaparecem todos os anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem sido dificil mudar esta rota equivocada, pois o crescimento econômico é impulsionado pelas aspirações ilimitadas dos seres humanos e por três conjuntos de forças: a pressão dos trabalhadores por emprego e renda, a pressão das empresas capitalistas pelo crescimento das vendas e dos lucros e a pressão dos Estados Nacionais em busca do poderio nacional. Para atender estas três demandas, os políticos (em democracias ou em regimes autoritários) prometem manter elevadas taxas de crescimento econômico e de geração de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o crescimento econômico e do consumo, a qualquer custo, está colocando a humanidade e a biodiversidade na beira de um precipício. Falta pouco para o modelo rolar pela ladeira abaixo. Cresce a convicção de que o caminho contemporâneo é insustentável. Portanto, não dá para continuar crescendo no ritmo e no modelo atual. Qual a alternativa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os autores clássicos da economia, como Adam Smith e David Ricardo, consideravam que, no processo de desenvolvimento econômico, o avanço das forças produtivas levaria a um “excesso de capital” que provocaria uma queda da taxa de lucros até um ponto que não haveria estímulo ao investimento e, consequentemente, haveria uma situação caracterizada como “Estado Estacionário”. Para Smith e Ricardo o Estado Estacionário, poderia ser adiado, mas seria atingido após o país esgotar a sua fase “progressista” de acumulação e atingir os limites naturais (“solo e clima” nas palavras de Adam Smith).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Karl Marx, a tendência à redução da taxa de lucro levaria não só ao Estado Estacionário, mas ao fim do capitalismo e, por meio da união dos trabalhadores, surgiria uma sociedade sem classes, onde prevaleceria o princípio: “De cada um segundo suas capacidades a cada um segundo as suas necessidades”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, por perspectivas teóricas diferentes, a economia clássica, considerava que existia um limite à continuidade do desenvolvimento econômico. Haveria um ponto de saturação. O Estado estacionário seria o destino final da tendência da redução das taxas de lucro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O economista Jonh Stuart Mill, no livro “Princípios de economia política”, escrito em 1848, seguindo as premissas da economia clássica, também considerava que a economia iria, mais cedo ou mais tarde, parar de crescer. Mas ao contrário dos autores citados, Stuart Mill via de maneira positiva o fim do processo de crescimento econômico e populacional, que levaria ao Estado Estacionário. Na sua visão, o Estado Estacionário corresponderia a um Estado de bem-estar, onde as necessidades materiais da sociedade seriam atendidas sem desrespeitar o meio ambiente e a biodiversidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem diversos autores que consideram que as idéias de Stuart Mill poderiam servir de base para um modelo de desenvolvimento que deixe de lado a obsessão pelo crescimento material da economia. Como a população mundial ainda está crescendo e necessita de comida, edução, saúde, moradia e outros tipos de consumo, o sistema econômico ainda precisa atender a estas necessidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as idéias de Stuart Mill podem servir de base para uma situação em que a população e a economia global se estabilizem até, por exemplo, o ano de 2050. A idéia de um Estado Estacionário, não significa parar a história no tempo. Antes mesmo de se atingir o Estado Estacionário, é preciso fazer a transição da economia de alto carbono para a economia de baixo carbono. É preciso aumentar a eficiência energética e produtiva, reduzir os desperdícios e aumentar a reciclagem do material utilizado nos bens de consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, podemos imaginar que para se chegar ao Estado Estacionário é preciso fazer a transição da economia do consumo para a economia criativa e do conhecimento. No Estado Estacionário, o crescimento quantitativo seria substituido pelo crescimento qualitativo. A produção com base no consumo intensivo de matérias-primas seria substituida pela produção de bens imateriais e intangíveis. A autodeterminação da população e o controle do crescimento econômico material daria lugar ao florescimento de outras espécies vivas do Planeta. O antropocentrismo daria lugar ao ecocentrismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Eustáquio Diniz Alves, colunista do EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail: jed_alves@yahoo.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: EcoDebate, 21/12/2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-6104914736290107404?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/6104914736290107404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=6104914736290107404' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/6104914736290107404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/6104914736290107404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2012/01/o-estado-estacionario-e-ambientalmente.html' title='O ESTADO ESTACIONÁRIO E AMBIENTALMENTE SUSTENTÁVEL'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-4930354229574955888</id><published>2012-01-02T06:19:00.000-02:00</published><updated>2012-01-02T06:19:17.677-02:00</updated><title type='text'>DIMENSÃO HOLÍSTICA DA ÉTICA</title><content type='html'>Autor: Frei Betto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sócrates foi condenado à morte por heresia, como Jesus. Acusaram-no de pregar novos deuses aos jovens. Tal iluminação não lhe abriu os olhos diante do céu, e sim da Terra. Percebeu não poder deduzir do Olimpo uma ética para os humanos. Os deuses do Olimpo podiam explicar a origem das coisas, mas não ditar normas de conduta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mitologia, repleta de exemplos nada edificantes, obrigou os gregos a buscar na razão os princípios normativos de nossa boa convivência social. A promiscuidade reinante no Olimpo, objeto de crença, não convinha traduzir-se em atitudes; assim, a razão conquistou autonomia frente à religião. Em busca de valores capazes de normatizar a convivência humana, Sócrates apontou a nossa caixa de Pandora: a razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a moral não decorre dos deuses, então somos nós, seres racionais, que devemos erigi-la. Em Antígona, peça de Sófocles, em nome de razões de Estado, Creonte proibiu Antígona de sepultar seu irmão Polinice. Ela se recusou a obedecer "leis não escritas imutáveis, que não datam de hoje nem de ontem, que ninguém sabe quando apareceram”. Foi a afirmação da consciência sobre a lei, da cidadania sobre o Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Sócrates, a ética exige normas constantes e imutáveis. Não pode ficar na dependência da diversidade de opiniões. Platão trouxe luzes ensinando-nos a discernir realidade e ilusão. Em República, lembrou que para Trasímaco a ética de uma sociedade reflete os interesses de quem ali detém o poder. Conceito retomado por Marx e aplicado à ideologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é o poder? É o direito concedido a um indivíduo ou conquistado por um partido ou classe social de impor a sua vontade aos demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aristóteles nos arrancou do solipsismo ao associar felicidade e política. Mais tarde, Santo Tomás de Aquino, inspirado em Aristóteles, nos deu as primícias de uma ética política, priorizando o bem comum e valorizando a soberania popular e a consciência individual como reduto indevassável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maquiavel, na contramão, destituiu a política de toda ética, reduzindo-a ao mero jogo de poder, onde os fins justificam os meios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Kant, a grandeza do ser humano não reside na técnica, em subjugar a natureza, e sim na ética, na capacidade de se autodeterminar a partir da própria liberdade. Há em nós um senso inato do dever e não deixamos de fazer algo por ser pecado, e sim por ser injusto. E nossa ética individual deve se complementar pela ética social, já que não somos um rebanho de indivíduos, mas uma sociedade que exige, à boa convivência, normas e leis e, sobretudo, cooperação de uns com os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hegel e Marx acentuaram que a nossa liberdade é sempre condicionada, relacional, pois consiste numa construção de comunhões, com a natureza e os nossos semelhantes. Porém, a injustiça torna alguns dessemelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas águas da ética judaico-cristã, Marx ressaltou a irredutível dignidade de cada ser humano e, portanto, o direito à igualdade de oportunidades. Em outras palavras, somos tanto mais livres quanto mais construímos instituições que promovam a felicidade de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filosofia moderna fez uma distinção aparentemente avançada e que, de fato, abriu novo campo de tensão ao frisar que, respeitada a lei, cada um é dono de seu nariz. A privacidade como reino da liberdade total. O problema desse enunciado é que desloca a ética da responsabilidade social (cada um deve preocupar-se com todos) para os direitos individuais (cada um que cuide de si).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa distinção ameaça a ética de ceder ao subjetivismo egocêntrico. Tenho direitos, prescritos numa Declaração Universal, mas e os deveres? Que obrigações tenho para com a sociedade em que vivo? O que tenho a ver com o faminto, o excluído e o meio ambiente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí a importância do conceito de cidadania. Os indivíduos são diferentes e numa sociedade desigual são tratados segundo sua importância na escala social. Já o cidadão, pobre ou rico, é um ser dotado de direitos invioláveis, e está sujeito à lei como todos os demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capitalismo associa liberdade ao dinheiro, ou seja, ao consumo. A pessoa se sente livre enquanto satisfaz seus desejos de consumo e, através da técnica e da ciência, domina a natureza. A visão analítica não se pergunta pelo significado desse consumismo e pelo sentido desse domínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, a humanidade desperta para os efeitos nefastos de seu modo de subjugar a natureza: o aquecimento global faz soar o alarme de um novo dilúvio que, desta vez, não virá pelas águas, e sim pelo fogo, sem chances de uma nova Arca de Noé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A recente consciência ecológica nos amplia a noção de ethos. A casa é todo o Universo. Lembrem-se: não falamos de Pluriverso, mas de Universo. Há uma íntima relação entre todos os seres visíveis e invisíveis, do macro ao micro, das partículas elementares aos vulcões. Tudo nos diz respeito e toda a natureza possui a sua racionalidade imanente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Teilhard de Chardin, o princípio da ética é o respeito a todo o criado para que desperte suas potencialidades. Assim, faz sentido falar agora da dimensão holística da ética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto de partida da ética foi assinalado por Sócrates: a polis, a cidade. A vida é sempre processo pessoal e social. Porém, a ótica neoliberal diz que cada um deve se contentar com o seu mundinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas fica a pergunta de Walter Benjamin: o que dizer a milhões de vítimas de nosso egoísmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Fábio Oliveira – fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;fabioxoliveira.blog.uol.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-4930354229574955888?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/4930354229574955888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=4930354229574955888' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/4930354229574955888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/4930354229574955888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2012/01/dimensao-holistica-da-etica.html' title='DIMENSÃO HOLÍSTICA DA ÉTICA'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-5586754905849502277</id><published>2012-01-01T08:42:00.000-02:00</published><updated>2012-01-01T08:42:41.764-02:00</updated><title type='text'>A SOCIEDADE DOS MORTOS VIVOS</title><content type='html'>Cesar Boschetti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos em uma sociedade estranha. O individualismo patrocinado pela sobre valoração do material e do consumo como fim em si próprio reduziu o homem à condição de simples macaco. Já não há mais vontade própria, mas apenas a imitação barata de modelos forjados e tacanhos. O bizarro e a vulgaridade tomaram conta do cenário social. Os conceitos de ética são cada vez mais desprezados em todos os setores da vida. O certo e o errado tornaram-se subjetivos. O Estado ausente perdeu sua função reguladora e edificadora da sociedade. Transformou-se em um amontoado disforme de estatísticas econômicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano virou simples mercadoria, é apenas um número positivo ou negativo. O desencanto com esse mundo, economicamente globalizado, mas filosoficamente miserável e sem ideais sufoca o Ser. Hoje, a tarefa de educar um filho não é apenas um desafio, transformou-se em uma verdadeira loteria. O zelo familiar, por maior que seja, é insuficiente diante dessa roleta da vida, viciada e impregnada por egoísmo, sentimentos contraditórios e maus exemplos que florescem como mato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O natural conflito de gerações é apenas um pequeno apêndice de uma problemática bem maior. Os valores humanos foram reduzidos ao salve-se quem puder e que se dane o próximo. Uma estratégia maquiavélica para desclassificar competidores na olimpíada dos mortos vivos. Com raras exceções, ninguém mais dá a mão a ninguém. Ninguém mais tem coragem de apontar o erro do seu semelhante, não para humilhá-lo, mas para reerguê-lo, numa verdadeira expressão de amor ao próximo. Este ato, moralmente correto, choca-se com o paradigma covarde e irracional do "dedo duro". Uma atitude justificada, mas própria de uma sociedade estupidificada de espectros humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;César Boschetti é formado em Física pela USP &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Fábio Oliveira – fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; fabioxoliveira.blog.uol.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-5586754905849502277?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/5586754905849502277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=5586754905849502277' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/5586754905849502277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/5586754905849502277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2012/01/sociedade-dos-mortos-vivos.html' title='A SOCIEDADE DOS MORTOS VIVOS'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-8199195359260941496</id><published>2011-12-31T10:28:00.000-02:00</published><updated>2011-12-31T10:28:38.980-02:00</updated><title type='text'>O VELHO AGONIZA E O NOVO CUSTA A NASCER</title><content type='html'>Autor: Leonardo Boff&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os muitos problemas atuais, três comparecem como os mais desafiadores: a grave crise social mundial, as mudanças climáticas e a insustentabilidade do sistema-Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise social mundial deriva diretamente do modo de produção que ainda impera em todo o mundo, o capitalista. Sua dinâmica leva a uma exacerbada acumulação de riqueza em poucas mãos à custa de uma espantosa pilhagem da natureza e do empobrecimento das grandes maiorias dos povos. Ela é crescente e os gritos caninos dos famélicos e considerados “óleo queimado” não podem mais ser silenciados. Este sistema deve ser denunciado como inumano, cruel, sem piedade e hostil à vida. Ele tem uma tendência suicida e se não for superado historicamente, poderá levar o sistema-vida a um grande impasse e até ao extermínio da espécie humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo grave problema é constituído pelas mudanças climáticas que se revelam por eventos extremos: grandes frios de um lado e prolongadas estiagens de outro. Estas mudanças sinalizam um dado irreversível: a Terra perdeu seu equilíbrio e está buscando um ponto de estabilidade que se alcançará subindo sua temperatura. Até dois graus Celsius de aumento, o sistema-Terra é ainda administrável. Se não fizermos o suficiente e o clima atingir até 4 graus Celsius (conforme advertem sérios centros de pesquisa), então a vida assim como a conhecemos não será mais possível. Haverá uma paisagem sinistra: uma Terra devastada e coberta de cadáveres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca a humanidade, como um todo, se confrontou com semelhante alternativa: ou mudar radicalmente ou aceitar a nossa destruição e a devastação da diversidade da vida. A Terra continuará, entregue às bactéria, mas sem nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importa entender que o problema não é a Terra. É nossa relação agressiva e não cooperativa para com seus ritmos e dinâmicas. Talvez ao buscar um novo ponto de equilíbrio, ela se verá forçada a reduzir a biosfera, implicando na eliminação de muitos seres vivos, não excluindo seres humanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro problema é a insustentabilidade do sistema-Terra. Hoje sabemos empiricamente que a Terra é um superorganismo vivo que harmoniza com sutileza e inteligência todos os elementos necessários para a vida a fim de continuamente produzir ou reproduzir vidas e garantir tudo o que elas precisam para subsistir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre que a excessiva exploração de seus recursos naturais, muitos renováveis e outros não, fez com que ela não conseguisse, com seus próprios mecanismos internos, se autoreproduzir e autoregular. A humanidade consome atualmente 30% mais do que aquilo que a Terra pode repor. Desta forma ela não se torna mais sustentável. Há crescentes perdas de solos, de ar, de águas, de florestas, de espécies vivas e da própria fertilidade humana. Quando estas perdas vão parar? E se não pararem qual será o nosso futuro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso nos obriga a uma mudança de paradigma civilizacional. Mudança de civilização implica fundamentalmente um novo começo, uma nova relação de sinergia e de mútua pertença entre a Terra e a humanidade, a vivência de valores ligados ao capital espiritual como o cuidado, o respeito, a colaboração, a solidariedade, a compaixão, a convivência pacífica e uma abertura às dimensões transcendentes que dizem respeito ao sentido terminal nosso e do universo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem uma espiritualidade, vale dizer, sem uma nova experiência radical do Ser e sem um mergulho na Fonte originária de todos os seres de onde nasce um novo horizonte de esperança, certamente não conseguiremos fazer uma travessia feliz. Enfrentamos um problema: o velho ainda persiste e o novo custa a nascer, para usar uma expressão de Antonio Gramsci. Vivemos tempos urgentes. São as urgências que nos fazem pensar e são os perigos que nos obrigam a criar arcas de Noé salvadoras. Estamos inconformados com a atual situação da Terra. Mesmo assim cremos que está ao nosso alcance construir um mundo do "bem viver" em harmonia com todos os seres e com as energias da natureza e principalmente em cooperação com todos os seres humanos e numa profunda reverência para com a Mãe Terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Fábio Oliveira – fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; fabioxoliveira.blog.uol.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-8199195359260941496?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/8199195359260941496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=8199195359260941496' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/8199195359260941496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/8199195359260941496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/12/o-velho-agoniza-e-o-novo-custa-nascer.html' title='O VELHO AGONIZA E O NOVO CUSTA A NASCER'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-8476845654312572223</id><published>2011-12-30T10:56:00.001-02:00</published><updated>2011-12-30T10:57:10.547-02:00</updated><title type='text'>HERÓIS CONDENADOS</title><content type='html'>Autor: Frei Betto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os últimos soldados da guerra fria”, livro de Fernando Morais editado pela Companhia das Letras (2011), teria suscitado inveja em Ian Fleming, autor de 007, se este não tivesse morrido em 1964, sobretudo por comprovar que, mais uma vez, a realidade supera a ficção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suponhamos que na esquina de sua rua haja um bar que abriga suspeitos de assaltarem casas do bairro. Como medida preventiva, você trata de infiltrar um detetive entre eles, de modo a proteger sua família. A polícia, de olho nos meliantes, identifica o detetive. E ao invés de prender os bandidos, encarcera o infiltrado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o que ocorreu com os cinco cubanos que, monitorados pelos serviços de inteligência de Cuba, se infiltraram nos grupos anticastristas da Flórida, responsáveis por 681 atentados terroristas contra Cuba, que resultaram no assassinato de 3.478 pessoas e causaram danos irreparáveis a outras 2.099.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde setembro de 1998, encontram-se presos nos EUA os cubanos Antonio Guerrero, Fernando González, Gerardo Hernández e Ramón Labañino. O quinto, René González, condenado a 15 anos, obteve liberdade condicional no último dia 7 de outubro, mas por ter dupla nacionalidade (americana e cubana) está proibido de deixar o país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os demais cumprem pesadas penas: Hernández recebeu condenação de dupla prisão perpétua e mais 15 anos de reclusão... Precisaria de três vidas para cumprir tão absurda sentença. Labañino está condenado à prisão perpétua, mais 18 anos; Guerrero, à prisão perpétua, mais 10 anos; e Fernando a 19 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cinco constituíam a Rede Vespa, que municiava Havana de informações a respeito de terroristas que, por avião ou disfarçados de turistas, praticaram atentados contra Cuba, contrabandearam armas e detonaram explosivos em hotéis de Havana, causando ferimentos e mortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bush e Obama deveriam agradecer ao governo cubano por identificar os terroristas que, impunes, usam o território americano para atacar a ilha socialista do Caribe. Acontece, no entanto, exatamente o contrário, revela o livro bem documentado de Fernando Morais. O FBI prendeu os agentes cubanos, e continua a fazer vista grossa aos terroristas que promovem incursões aéreas clandestinas sobre Cuba e treinamentos armados nos arredores de Miami.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 15 capítulos, o livro de Morais relata como a segurança cubana prepara seus agentes; a saga do mercenário salvadorenho que, a soldo de Miami, colocou cinco bombas em hotéis e restaurantes de Havana; o papel de Gabriel García Márquez, como pombo-correio, na troca de correspondência entre Fidel e Bill Clinton; a visita sigilosa de agentes do FBI a Havana, e o volume de provas contra a Miami cubana que lhe foram oferecidas por ordem de Fidel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os últimos soldados da guerra fria” é fruto de exaustivas pesquisas e entrevistas realizadas pelo autor em Cuba, EUA e Brasil. Redigido em estilo ágil, desprovido de adjetivações e considerações ideológicas, o livro comprova por que Cuba resiste há mais de 50 anos como único país socialista do Ocidente: a Revolução e suas conquistas sociais incutem na população um senso de soberania que a induz a preservá-las como gesto de amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em país capitalista, para quem, graças à loteria biológica, nasceu em família e classe social imunes à miséria e à pobreza, é difícil entender por que os cubanos não se rebelam contra as autoridades que os governam. Ora, quando se vive num país bloqueado há meio século pela maior potência militar, econômica e ideológica da história, da qual dista apenas 140 km, é motivo de orgulho resistir por tanto tempo e ainda merecer elogios do papa João Paulo II ao visitá-lo em 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em mais de 100 países – inclusive no Brasil – há médicos e professores cubanos em serviços solidários em áreas carentes. O número de desertores é ínfimo, considerada a quantidade de profissionais que, findo o prazo de trabalho, retornam a Cuba. E a Revolução, como ocorre agora sob o governo de Raúl Castro, tem procurado se atualizar para não perecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez este outdoor encontrado nas proximidades do aeroporto de Havana, e citado com frequência por Fernando Morais, ajude a entender a consciência cívica de um povo que lutou para deixar de ser colônia, primeiro, da Espanha e, em seguida, dos EUA: “Esta noite 200 milhões de crianças dormirão nas ruas do mundo. Nenhuma delas é cubana.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Fábio Oliveira – fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; fabioxoliveira.blog.uol.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-8476845654312572223?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/8476845654312572223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=8476845654312572223' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/8476845654312572223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/8476845654312572223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/12/herois-condenados.html' title='HERÓIS CONDENADOS'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-165114942118084446</id><published>2011-12-29T10:52:00.000-02:00</published><updated>2011-12-29T10:52:20.120-02:00</updated><title type='text'>2012 - RADIOGRAFIA DE UMA SOCIEDADE</title><content type='html'>Autor: Dib Curi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante séculos a humanidade tem contado histórias sobre o fim das civilizações e sobre as mudanças nos padrões da vida social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das histórias mais antigas que conhecemos, ainda sem comprovação científica, é a história de uma grande ilha chamada Atlântida. Este nome se deu porque estaria situada além dos Montes Atlas, no noroeste da África. O filósofo Platão confirmou esta história nos seus livros “Timeu” e “Crítias”. O filósofo Tales de Mileto foi amigo do Faraó Amásis que lhe contou também esta história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São igualmente conhecidas as histórias que nos falam de um novo fim dos tempos que há de vir. Elas estão em livros e fatos como o “Apocalipse”, de João; as “Centúrias”, de Nostradamus; os “Segredos de Fátima” e os “Calendários Maias”, que o apontam à partir do ano de 2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os livros religiosos o fim das civilizações se dá pelo esquecimento do sentido mais profundo da existência. É sabido que cada ser humano tem um grande potencial existencial e espiritual e que a vida é uma oportunidade única de autoconhecimento e realização. Quando as civilizações se esquecem destes valores, sua razão de ser também desaparece. Em verdade, o fim das civilizações se dá pelo afastamento da humanidade da sua espiritualidade harmonizadora ancestral. Não estamos isolados; somos ligados à Terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O mundo contemporâneo &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo atual tem nos dado muitos sinais deste afastamento. As dificuldades e as rotinas se tornaram exclusivamente materialistas. Estamos ocupados demais com nossos afazeres e parece não haver tempo para uma rotina amorosa, pacífica e criativa. Todas as coisas se transformaram em mercadorias e está acontecendo uma carestia geral, aumentando a insegurança, a competição e o estresse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A causa econômica &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os aspectos negativos do atual sistema econômico superam os aspectos positivos. Muitos dizem que este sistema é o único capaz de gerar tantas riquezas e de defender a liberdade. Por outro lado, nunca houve, na história, um sistema econômico que estimulasse tanto o individualismo e a superficialidade das pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece um estímulo exagerado aos desejos para aumentar o consumo e os empregos. Mas o mercado não possui uma regulação ética e, por isto, acontece uma grande degradação ambiental, além de uma falta de realização da maioria das pessoas que alugam o seu tempo de vida com poucos momentos dedicados a melhoria pessoal. Acontece também uma febril especulação financeira em nome do lucro fácil. Vivemos o clímax de problemas sociais muito graves em função de uma desigual distribuição de oportunidades, gerando alienação, violência e corrupção de caráter. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom frisar que a mentalidade comercial ou mercantil é algo positivo e sempre existiu gerando riquezas e movimentando a sociedade. Mas ela tem que estar na base da sociedade e não no comando, simplesmente, porque se baseia no interesse individual e coorporativo. Ela estimula demais a competição e não a solidariedade. Os interesses coletivos não podem se restringir aos interesses econômicos. A política não pode servir a economia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O problema político &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thomas Hobbes, (1588-1679), dizia que precisamos de um governo muito forte porque senão viveríamos numa guerra constante de todos contra todos, pois “o homem é o lobo do homem”. Por outro lado, Jean J. Rousseau, (1712-1778), disse que o homem era naturalmente bom e era a civilização que nos corrompia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem entrar no debate se o homem é bom ou ruim, o fato é que os governos foram criados para defenderem o interesse coletivo diante da força do interesse individual e do egoísmo humano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, os políticos, “escolhedores do caminho social”, parecem resignados aos caminhos econômicos e ocupados demais em defender seus privilégios. Contudo, as principais funções políticas são: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a - dar oportunidades aos menos favorecidos e excluídos; &lt;br /&gt;b - criar um ambiente social de desenvolvimento dos talentos e vocações, através da&amp;nbsp;educação e da cultura. &lt;br /&gt;c - garantir o desenvolvimento social, o respeito às Leis, aos direitos humanos e aos ecossistemas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A corrupção do caráter &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A sociedade de consumo quebrou tradições importantes ligadas a valorização da Terra, da comunidade e da espiritualidade. Em lugar da lealdade e da solidariedade temos a competição e o individualismo. Ao invés do autoconhecimento e da integração com a natureza temos o desejo insaciável de coisas externas e a insana exploração ambiental. O individualismo nos isola numa grande solidão e faz imperar o vale tudo para sobreviver e prosperar. Vivenciamos um processo de auto corrupção e esvaziamento de valores pelo medo e pela busca ansiosa de segurança, prazer ou uma vida de aparências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralelamente, acontece um processo de idiotização do povo, onde tudo se faz para torná-lo “abestado” e consumista. Segundo o filósofo Max Sheller; “A relatividade dos valores vitais causa a corrosão do caráter que se manifesta em doença, mal crônico e contagioso”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco antes do fim da civilização grega, o filósofo Sócrates, antes de morrer, se despediu da vida, dizendo as seguintes palavras no tribunal: “Tu, um ateniense, da cidade mais importante, cuidas de adquirir riquezas, fama e honrarias, e não te importas da razão, da verdade e de melhorar quanto mais a tua alma?" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Fábio Oliveira – fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; fabioxoliveira.blog.uol.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-165114942118084446?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/165114942118084446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=165114942118084446' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/165114942118084446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/165114942118084446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/12/2012-radiografia-de-uma-sociedade.html' title='2012 - RADIOGRAFIA DE UMA SOCIEDADE'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-462840758446635871</id><published>2011-12-28T10:08:00.000-02:00</published><updated>2011-12-28T10:08:09.106-02:00</updated><title type='text'>DEUS SEGUNDO SPINOZA</title><content type='html'>por Baruch Spinoza,&amp;nbsp;filósofo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro! Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam. Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações? Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que estou, batendo em ti”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As sábias palavras são de Baruch Espinoza - nascido em 1632 em Amsterdã, falecido em Haia em 21 de fevereiro de 1677, foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Era de família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno. Acredite, essas palavras foram ditas em pleno Século XVII. Continuam verdadeiras e atuais até a data de hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Fábio Oliveira – fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabioxoliveira.blog.uol.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-462840758446635871?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/462840758446635871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=462840758446635871' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/462840758446635871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/462840758446635871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/12/deus-segundo-spinoza.html' title='DEUS SEGUNDO SPINOZA'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-6400958491841431476</id><published>2011-12-27T11:29:00.000-02:00</published><updated>2011-12-27T11:29:17.832-02:00</updated><title type='text'>PAÍS EM RISCO - CORRUPÇAO NO BRASIL TEM TUDO A VER COM A IGNORÂNCIA</title><content type='html'>Autora: Luiza Nagib (procuradora de Justiça do Ministério Público de São Paulo, autora de vários livros, dentre os quais “A paixão no banco dos réus” e “Matar ou morrer - o caso Euclides da Cunha”, ambos da editora Saraiva).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subdesenvolvimento é sinônimo de ignorância. O abandono intelectual e a fragilidade moral em que se encontra o povo brasileiro são as principais causas dos seus infortúnios. A mera observação daquilo que se passa ao nosso redor já seria suficiente para concluirmos que sem educação não há saída, mas, agora, o fato encontra-se confirmado pela última pesquisa do Ibope sobre o analfabetismo funcional, publicada no jornal O Estado de São Paulo do dia 8 de setembro deste ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dados da pesquisa mostram que 75% da nossa população não conseguem ler nem escrever satisfatoriamente, pois muitos daqueles que eram considerados alfabetizados por outros métodos de avaliação, embora conseguissem ler palavras, não tinham noção do que elas realmente significavam e não compreendiam corretamente o sentido de um texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, não basta saber rabiscar o nome ou meia dúzia de palavras para ser considerado alfabetizado, ou seja, apto a adquirir conhecimentos por meio da leitura ou de se fazer entender por meio da escrita. Assim, dos 190 milhões de habitantes brasileiros, cerca de150 milhões vivem na ignorância. O conceito de analfabetismo funcional foi desenvolvido pela Unesco no fim da década de 70 e engloba aqueles que não conseguem utilizar a leitura e a escrita para se inserir plenamente na sociedade e compreender a realidade. Essa, portanto, é a verdadeira exclusão social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O índice encontrado explica muita coisa. A corrupção deslavada, por exemplo, tem tudo a ver com a ignorância. Primeiro, porque os governantes não se sentem na obrigação de dar satisfações a ninguém, já que o povo, mergulhado nas trevas, não entende e não cobra nada. Segundo, porque os próprios governantes, em parte, provêm dessa camada iletrada da população e são completamente despreparados para assumir funções administrativas de relevância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ilusão achar que o povo brasileiro é cordial, trabalhador, honesto. Existe uma parcela de pessoas nessas condições, claro, mas a grande maioria da população se debate na incompetência, na desorientação, na falta de perspectivas e de valores morais. Em posição de poder, um sujeito assim despreparado tende a optar pela corrupção, como acontece freqüentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais ignorante o político, menos se importará com as conseqüências sociais de atos de ganância e irresponsabilidade política que possa praticar. Desta forma, a falta de ética no trato da coisa pública alastrou-se por todas as camadas da população, enredando-se profundamente nas práticas eleitorais e administrativas. Mesmo os mais intelectualizados e, possivelmente, mais conscientes dos deveres de um governante, foram, em certos casos, tragados pela cultura da prevaricação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O triste espetáculo da administração federal petista e da banalização da propina no Congresso Nacional são puro reflexo desse obscurantismo cultural. “Faturar por fora”, exigir “agrados”, cobrar “mesadas”, vender favores são comportamentos tão baixos, tão irresponsáveis que só podem partir de pessoas sem escrúpulos e sem nenhum compromisso com o interesse público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A continuar nesse diapasão, em futuro próximo, haverá representantes do povo se vendendo por uma penca de bananas. Tudo em nome da esperteza chinfrim e da necessidade de levar vantagem a qualquer custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua vez, parcela da elite econômica acaba agindo da mesma forma que os políticos irresponsáveis, seguindo as mesmas regras, perpetuando as bandalheiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado é perceptível a olho nu. Além da miséria generalizada e da transformação do país em um favelão, é importante observar que não existem mais lugares aprazíveis no Brasil. As regiões montanhosas, anteriormente exuberantes e cobertas de vegetação, atualmente estão em processo acelerado de desmatamento, castigadas pelas queimadas ou ocupadas por barracos precários pendurados em suas encostas. As praias, verdadeiros símbolos de nossa natureza tropical, sucumbem aos coliformes fecais e à ocupação irregular. As cidades, totalmente desorganizadas, vicejam em meio ao lixo, ao esgoto, à degradação ambiental e à violência. As periferias dos grandes centros urbanos são um espetáculo de horror, tomadas de casas precariamente construídas, apinhadas, todas de tijolo aparente ou barro, desprovidas das mais elementares condições de higiene e segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para piorar o quadro, dos 40 milhões que, supomos, são alfabetizados de verdade, poucos gostam de ler. É enorme a quantidade de cidades brasileiras que sequer possuem livrarias, e muitas delas abrigam universidades. Difícil saber como conseguem ensinar sem livros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento é de tomada de consciência e de adoção de medidas imediatas. Se não afastarmos e punirmos com rigor os corruptos, se não recuperarmos o dinheiro que nos foi subtraído, senão investirmos em educação continuaremos sendo vítimas de aventureiros e aproveitadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Fábio Oliveira – fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Fabioxoliveira.blog.uol.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-6400958491841431476?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/6400958491841431476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=6400958491841431476' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/6400958491841431476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/6400958491841431476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/12/pais-em-risco-corrupcao-no-brasil-tem.html' title='PAÍS EM RISCO - CORRUPÇAO NO BRASIL TEM TUDO A VER COM A IGNORÂNCIA'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-1310460628656421175</id><published>2011-12-25T15:20:00.002-02:00</published><updated>2011-12-25T15:20:54.803-02:00</updated><title type='text'>ALUNOS ANALFABETOS</title><content type='html'>Autor: Frei Betto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro semestre deste ano, aplicou-se a Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização) em turmas de alunos que concluíram o 3º ano do ensino fundamental, em todas as capitais do país. Uma iniciativa do movimento Todos pela Educação com o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado é alarmante. Constatou-seque 43,9% dos alunos são deficientes em leitura e 46,6% em escrita. Ou seja, são semi-alfabetizados. Não captam o significado do que leem e redigem uma simples carta com graves erros de sintaxe e concordância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à leitura, quase metade(48,6%) dos alunos da rede pública correspondeu ao resultado esperado. Na rede de escolas particulares, o desempenho foi bem melhor: 79%. No item escrita tiveram bom resultado apenas 43,9% dos alunos da rede pública. Na rede particular, 86,2% dos alunos se saíram bem em redação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os índices demonstram que, no Brasil, a desigualdade social se alia à desigualdade educacional. Alunos da rede pública, oriundos, na maioria, de famílias de baixa renda, não trazem de berço o hábito de leitura. Seus pais possuem baixa escolaridade e o livro não é considerado um bem essencial a ser adquirido, como ocorre em famílias de renda mais elevada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo, é preocupante o fato de alunos, tanto da rede pública quanto da particular, não atingirem 100%de alfabetização ao concluir o 3º ano do ensino fundamental. O que demonstra falta de método de alfabetização, embora esta seja a nação que gerou Paulo Freire.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma criança que, aos 8 anos, tem dificuldade de leitura e escrita, sente-se incapaz de lidar com os textos de outras disciplinas escolares, o que prejudicará seu aprendizado. Uma alfabetização incompleta constitui um incentivo ao abandono da escola ou a uma escolaridade medíocre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É hora de se perguntar se a progressão automática, isto é, fazer o aluno passar de ano sem provar estar em condições, é uma pedagogia recomendável. Com certeza, no futuro, o adulto com insuficiente escolaridade não merecerá aprovação automática em empregos que exigem concurso e qualificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Priscila Cruz, do Todos pela Educação, frisa a importância da educação infantil (creches, jardim da infância etc.) para dar à criança uma boa alfabetização. Para que se desperte na criança a facilidade de síntese cognitiva é importante que ela comece a ouvir histórias ainda no ventre materno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil é um país às avessas. A Constituição de 1988 cometeu o erro de incumbir a União do ensino superior, o estado do ensino médio, e o município do ensino fundamental. Ora, uma nação se faz com educação. E a base reside no ensino fundamental. Dele devia cuidar o MEC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum governo implementou, ainda, a revolução educacional sonhada por Anísio Teixeira, Lauro de Oliveira Lima, Paulo Freire e tantos outros educadores. Como acreditar que apenas 4 horas de permanência na escola são suficientes para uma boa educação? Por que os alunos não permanecem de 6 a8 horas por dia na escola, como ocorre em tantos países?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, 10% da população adulta são considerados analfabetos. No Chile, 3,4%. Na Argentina, 2,8%. No Uruguai, 2%. Em Cuba e na Bolívia, 0%. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros fatores que contribuem para a semi-alfabetização são o desinteresse dos pais pelo desempenho escolar do filho e o longo tempo que este dedica à TV e a navegar aleatoriamente na internet. Nessa era imagética, há o sério risco de se multiplicar o número de analfabetos funcionais ou de alfabetizados iletrados, aqueles que sabem ler,mas não interpretar o texto, e muito menos evitar erros primários na escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo deve à nação uma eficiente campanha nacional de alfabetização, inclusive entre alunos dos 3º e4º anos. Para isso, há que ter método. Há vários. Quem se interessar por um realmente eficiente, basta indagar do deputado Tiririca como ele se alfabetizou em dois meses, a tempo de obter seu diploma na Justiça Eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Fábio Oliveira – fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Fabioxoliveira.blog.uol.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-1310460628656421175?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/1310460628656421175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=1310460628656421175' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/1310460628656421175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/1310460628656421175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/12/alunos-analfabetos.html' title='ALUNOS ANALFABETOS'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-9039848452670393000</id><published>2011-12-24T09:19:00.000-02:00</published><updated>2011-12-24T09:19:05.464-02:00</updated><title type='text'>NATAL</title><content type='html'>Autor: Rubem Alves&lt;br /&gt;Natal me deixa triste. Porque, por mais que o procure, não o encontro. Natal é uma celebração. As celebrações acontecem para trazer do esquecimento uma coisa querida que aconteceu no passado. A celebração deve ser semelhante à coisa celebrada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso celebrar a vida de Gandhi com um churrasco. Ele era vegetariano, amava os animais. Uma celebração de Gandhi teria de ser feita com verduras, água, leite e um falar baixo. Mais a leitura de alguns textos que ele deixou escritos. Assim Gandhi se tornaria um dos hóspedes da celebração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, um visitante de outro planeta que nada soubesse das nossas tradições, se ele comparecesse às festas de Natal, sem que nenhuma explicação lhe fosse dada, ele concluiria que o objeto da celebração deveria ser um glutão, amante das carnes, bebidas, do estômago cheio, das conversas em voz alta, do desperdício. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas celebrações de Natal são como as cascas de cigarra agarradas às árvores. Cascas vazias, das quais a vida se foi. Se perguntar às crianças o que é que está sendo celebrado, eles não saberão o que dizer. Dirão que o Natal é dia do Papai Noel, um velho barrigudo de barbas brancas amante do desperdício, que enche os ricos de presentes e deixa os pobres sem nada. Pois é certo que as celebrações do Natal são orgias de ricos, celebrações do desperdício e lixo. Celebrações do lixo? Aquelas pilhas de papel de presente colorido em que vieram embrulhados os presentes, não são elas essenciais às celebrações? Rasgados, amassados, embolados num canto. Irão para o lixo. Quantas árvores tiveram de ser cortadas para que aqueles papéis fossem feitos. Para quê? Para nada. A indiferença com que tratamos o papel de presentes é uma manifestação da indiferença com que tratamos a nossa Terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou convidando meus amigos para uma celebração de Natal. Ela deverá imitar a ceia que José e Maria tiveram naquela noite: velas acesas, um pedaço de pão velho, vinho, um pedaço de queijo, algumas frutas secas. À volta de um prato de sopa de fubá – comida de pobre –, tentaremos reconstruir na imaginação aquela cena mansa na estrebaria, um nenezinho deitado numa manjedoura, uma estrela estranha nos céus, os campos iluminados pelos vaga-lumes. E ouviremos as velhas canções de Natal, e leremos poemas, e rezaremos em silêncio. Rezaremos pela nossa Terra, que está sendo destruída pelo mesmo espírito que preside nossas orgias natalinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Fábio Oliveira – fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Fabioxoliveira.blog.uol.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-9039848452670393000?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/9039848452670393000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=9039848452670393000' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/9039848452670393000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/9039848452670393000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/12/natal.html' title='NATAL'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-867473068341993916</id><published>2011-12-23T12:29:00.000-02:00</published><updated>2011-12-23T12:29:47.456-02:00</updated><title type='text'>CONTAGEM REGRESSIVA PARA A HUMANIDADE</title><content type='html'>Autor: Celso Lungaretti - jornalista e escritor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não será como o místico Antônio Conselheiro previu. O sertão não vai virar mar, nem o mar virar sertão. Pelo contrário, o sertão ficará ainda mais árido e o mar vai encorpar-se com o derretimento de geleiras. Tempestades, tufões, furacões, maremotos e tsunamis se tornarão bem mais devastadores. A desertificação de outras áreas avançará. Safras vão ser destruídas e a fome aumentará. A água que estará sobrando em alguns quadrantes, vai faltar em outros. Imensos contingentes humanos terão de deixar seus lares e buscar a sobrevivência alhures. Como uma amarga ironia, podemos dizer que o Brasil finalmente se igualará aos países desenvolvidos: haverá retirantes também no 1º Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é o que se pode concluir da parte já divulgada do quarto relatório de avaliação da saúde da atmosfera produzido pelo Intergovernamental Painel on Climate Change (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática), órgão da ONU que congrega especialistas de 40 países. Uma novidade é que agora existe uma quase certeza científica de que as alterações climáticas provêm mesmo da insensatez humana, causadora de uma concentração inédita dos gases que provocam o efeito estufa na atmosfera. Fabricamos demasiados automóveis e queimamos demasiadas florestas. A conta está chegando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse relatório, que sintetiza as contribuições de 600 autoridades no assunto, permite antever que a escalada catastrófica virá crescendo, intensificando-se sobretudo na segunda metade do nosso século. E nada há a fazer para impedi-la, pois os danos causados já são irreversíveis. Nem que todos os veículos motorizados do planeta parassem imediatamente de circular, a temperatura deixaria de subir. Vêm tempos difíceis e a humanidade terá de passar por eles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para que haja um século 22, teremos de corrigir a partir de agora nosso modelo econômico, deixando de priorizar o lucro em detrimento do meio ambiente. O atendimento das expectativas de cada consumidor não é um mandamento divino, nem o planeta está aí para se sujeitar eternamente à faina predadora dos humanos. Teremos de aprender a respeitá-lo, a conviver harmoniosamente com ele. Somos seus locatários, não seus donos. Se continuarmos dilapidando insensivelmente a propriedade, o senhorio nos expulsará. É simples assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande questão é: o capitalismo comporta uma mudança radical das prioridades humanas? Existe alguma conciliação possível entre o direcionamento obsessivo dos esforços humanos para a obtenção do lucro e o imperativo de os homens trocarem a competição pela cooperação, fundamental para a travessia das próximas décadas e para a correção de rumos que se impõe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta é óbvia: não. O alerta lançado na década de 1960 por filósofos como Herbert Marcuse e Norman O. Brown está sendo confirmado da maneira mais dramática. O capitalismo, com a prevalência dos interesses individuais sobre as necessidades coletivas, leva à destruição da humanidade, num quadro em que os recursos indispensáveis à sobrevivência da espécie humana são finitos e têm de ser aproveitados de forma racional e compartilhada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A contagem regressiva está em curso. Resta saber se seremos capazes de transcender nossas limitações e nossa cegueira, passando a colocar em primeiro plano “nós” e “os que virão depois”. Pois o mundo do egoísmo e da ganância deixará de existir, de um jeito ou de outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Fábio Oliveira – fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Fabioxoliveira.blog.uol.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-867473068341993916?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/867473068341993916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=867473068341993916' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/867473068341993916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/867473068341993916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/12/contagem-regressiva-para-humanidade.html' title='CONTAGEM REGRESSIVA PARA A HUMANIDADE'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-2556216438924686066</id><published>2011-12-20T09:52:00.000-02:00</published><updated>2011-12-20T09:52:44.294-02:00</updated><title type='text'>O DIA DO JUIZO SOBRE NOSSA CULTURA</title><content type='html'>Autor: Leonardo Boff, Teólogo e Filósofo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final do ano oferece a ocasião para um balanço sobre a nossa situação humana neste planeta. O que podemos esperar e que rumo tomará a história? São perguntas preocupantes, pois os cenários globais apresentam-se sombrios. Estourou uma crise de magnitude estrutural no coração do sistema econômico-social dominante (Europa e USA), com reflexos sobre o resto do mundo. A Bíblia tem uma categoria recorrente na tradição profética: o dia do juízo se avizinha. É o dia da revelação: a verdade vem à tona e nossos erros e pecados são denunciados como inimigos da vida. Grandes historiadores como Toynbee e Von Ranke falam também do juízo sobre inteiras culturas. Estimo que, de fato, estamos face a um juízo global sobre nossa forma de viver na Terra e sobre o tipo de relação para com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando a situação num nível mais profundo que vai além das análises econômicas que predominam nos governos, nas empresas, nos foros mundiais e nos meios de comunicação, notamos, com crescente clareza, a contradição existente entre a lógica de nossa cultura moderna, com sua economia política, seu individualismo e consumismo e entre a lógica dos processos naturais de nosso planeta vivo, a Terra. Elas são incompatíveis. A primeira é competitiva, a segunda, cooperativa. A primeira é excludente, a segunda, includente. A primeira coloca o valor principal no indivíduo, a segunda no bem de todos. A primeira dá centralidade à mercadoria, a segunda, à vida em todas as suas formas. Se nada fizermos, esta incompatibilidade pode nos levar a um gravíssimo impasse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que agrava esta incompatibilidade são as premissas subjacentes ao nosso processo social: que podemos crescer ilimitadamente, que os recursos são inesgotáveis e que a prosperidade material e individual nos traz a tão ansiada felicidade. Tais premissas são ilusórias: os recursos são limitados e uma Terra finita não agüenta um projeto infinito. A prosperidade e o individualismo não estão trazendo felicidade, mas altos níveis de solidão, depressão, violência e suicídio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dois problemas que se entrelaçam e que podem turvar nosso futuro: o aquecimento global e a superpopulação humana. O aquecimento global é um código que engloba os impactos que nossa civilização produz na natureza, ameaçando a sustentabilidade da vida e da Terra. A conseqüência é a emissão de bilhões de toneladas/ano de dióxido de carbono e de metano, 23 vezes mais agressivo que o primeiro. Na medida em que se acelera o degelo do solo congelado da tundra siberiana (permafrost), há o risco, nos próximos decênios, de um aquecimento abrupto de 4-5 graus Celsius, devastando grande parte da vida sobre a Terra. O problema do crescimento da população humana faz com que se explorem mais bens e serviços naturais, se gaste mais energia e se lancem na atmosfera mais gases produtores do aquecimento global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As estratégias para controlar esta situação ameaçadora praticamente são ignoradas pelos governos e pelos tomadores de decisões. Nosso individualismo arraigado tem impedido que nos encontros da ONU sobre o aquecimento global se tenha chegado a algum consenso. Cada país vê apenas seu interesse e é cego ao interesse coletivo e ao planeta como um todo. E assim vamos, gaiamente, nos acercando de um abismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a mãe de todas as distorções referidas é nosso antropocentrismo, a convicção de que nós, seres humanos, somos o centro de tudo e que as coisas foram feitas só para nós, esquecidos de nossa completa dependência do que está à nossa volta. Aqui radica nossa destrutividade que nos leva a devastar a natureza para satisfazer nossos desejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz-se urgente um pouco de humildade e vermo-nos em perspectiva. O universo possui 13,7 bilhões de anos; a Terra, 4,45 bilhões; a vida, 3,8 bilhões; a vida humana, 5-7 milhões; e o homo sapiens cerca de 130-140 mil anos. Portanto, nascemos apenas há alguns minutos, fruto de toda a história anterior. E de sapiens estamos nos tornando demens, ameaçadores de nossos companheiros na comunidade de vida. Chegamos ao ápice do processo da evolução não para destruir, mas para guardar e cuidar este legado sagrado. Só então o dia do juízo será a revelação de nossa verdade e missão aqui na Terra.&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Fonte: Fábio Oliveira – &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:fabioxoliveira2007@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-2556216438924686066?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/2556216438924686066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=2556216438924686066' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/2556216438924686066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/2556216438924686066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/12/o-dia-do-juizo-sobre-nossa-cultura.html' title='O DIA DO JUIZO SOBRE NOSSA CULTURA'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-9064523568058168489</id><published>2011-12-18T15:18:00.000-02:00</published><updated>2011-12-18T15:18:20.385-02:00</updated><title type='text'>O LADO OBSCURO DO CAPITALISMO</title><content type='html'>Autor: Luís Olímpio Ferraz Melo, advogado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que o sistema capitalista apareceu no mundo, todos nós acabamos sendo escravizados e a sociedade de consumo que se formou destruiu tradições e conceitos salutares que garantiam qualidade de vida e felicidade para as pessoas. Por onde o Capitalismo se instalou a cultura do povo foi “furtada” e houve perda da identidade e da dignidade no homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu discurso sobre a Origem das desigualdades, Jean-Jacques Rousseau dizia que tudo começou quando um homem primitivo cercou um terreno, que era de todos, e disse que era dele. Quantas guerras e injustiças teriam sido evitadas se as pessoas que viram aquele egoístico ato tivessem se rebelado e não aceitado aquilo, reflexionou Rousseau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Karl Marx dizia que há dentro do próprio Capitalismo o “germe” que rá destruí-lo, mas a questão é bem mais complexa do que analisou Marx naquela época e o bom discurso marxista estigmatizou-se devido ao radicalismo de alguns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1974, nos Estados Unidos, foi tornado público o “relatório Kissinger”, do então influente político americano, Henri Kissinger, que apelava para o aborto como forma de controlar a natalidade no mundo – eles querem controlar tudo. O Capitalismo também é favorável à pena de morte e às guerras, pois após a destruição dos países os bancos “emprestam” dinheiro para os mesmos se reconstruírem e assim virarem escravos do sistema. O homem sempre foi exortado a temer a Deus e isso garante ainda hoje a sobrevida das religiões que ganham muito dinheiro com essa crença nada científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas doenças foram desenvolvidas em laboratórios, bem como os seus antídotos para no caso de se perder o controle, pois os remédios não curam, apenas controlam as doenças. Propagandas com mensagens subliminares que afetam a mente garantem o consumismo desenfreado e muitas pessoas estão hipnotizadas por conta disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Organização das Nações Unidas (ONU) foi criada por um grupo heterodoxo para ser daqui há alguns anos o “Governo único” que será comandado pelas grandes potências. Não há muita coisa a se fazer contra o Capitalismo e nem devemos ter ódio dele, pois se ele chegou até aqui dessa forma avassaladora, foi por pura ineficiência da humanidade. Não existe hoje no mundo mais nenhuma civilização incólume do Capitalismo. Cada qual respeitando o seu livre-arbítrio, deve decretar o fim dessa escravidão e não mais priorizar em sua vida o dinheiro e nem tampouco o consumismo supérfluo, ou seja, você mesmo tem agora nas mãos o poder de conceder a sua própria alforria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Fábio Oliveira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-9064523568058168489?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/9064523568058168489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=9064523568058168489' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/9064523568058168489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/9064523568058168489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/12/o-lado-obscuro-do-capitalismo.html' title='O LADO OBSCURO DO CAPITALISMO'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-9006356856485099632</id><published>2011-12-16T09:29:00.000-02:00</published><updated>2011-12-16T09:29:19.758-02:00</updated><title type='text'>UM PODER DE COSTAS PARA O PAÍS</title><content type='html'>Autor: &lt;span style="font-size: x-small;"&gt;MARCO ANTONIO VILLA &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justiça no Brasil vai mal, muito mal. Porém, de acordo com o relatório de atividades do Supremo Tribunal Federal de 2010, tudo vai muito bem. Nas 80 páginas — parte delas em branco — recheadas de fotografias (como uma revista de consultório médico), gráficos coloridos e frases vazias, o leitor fica com a impressão que o STF é um exemplo de eficiência, presteza e defesa da cidadania. Neste terreno de enganos, ficamos sabendo que um dos gabinetes (que tem milhares de processos parados, aguardando encaminhamento) recebeu “pela excelência dos serviços prestados” o certificado ISO 9001. E há até informações futebolísticas: o relatório informa que o ministro Marco Aurélio é flamenguista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura do documento é chocante. Descreve até uma diplomacia judiciária para justificar os passeios dos ministros à Europa e aos Estados Unidos. Ou, como prefere o relatório, as viagens possibilitaram “uma proveitosa troca de opiniões sobre o trabalho cotidiano.” Custosas, muito custosas, estas trocas de opiniões. Pena que a diplomacia judiciária não é exercida internamente. Pena. Basta citar o assassinato da juíza Patrícia Acioli, de São Gonçalo. Nenhum ministro do STF, muito menos o seu presidente, foi ao velório ou ao enterro. Sequer foi feita uma declaração formal em nome da instituição. Nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio absoluto. Por quê? E a triste ironia: a juíza foi assassinada em 11 de agosto, data comemorativa do nascimento dos cursos jurídicos no Brasil. Mas, se o STF se omitiu sobre o cruel assassinato da juíza, o mesmo não o fez quando o assunto foi o aumento salarial do Judiciário. Seu presidente, Cézar Peluso, ocupou seu tempo nas últimas semanas defendendo — como um líder sindical de toga — o abusivo aumento salarial para o Judiciário Federal. Considera ético e moral coagir o Executivo a aumentar as despesas em R$ 8,3 bilhões. A proposta do aumento salarial é um escárnio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um prêmio à paralisia do STF, onde processos chegam a permanecer décadas sem qualquer decisão. A lentidão decisória do Supremo não pode ser imputada à falta de funcionários. De acordo com os dados disponibilizados, o tribunal tem 1.096 cargos efetivos e mais 578 cargos comissionados. Portanto, são 1.674 funcionários, isto somente para um tribunal com 11 juízes. Mas, também de acordo com dados fornecidos pelo próprio STF, 1.148 postos de trabalho são terceirizados, perfazendo um total de 2.822 funcionários. Assim, o tribunal tem a incrível média de 256 funcionários por ministro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficam no ar várias perguntas: como abrigar os quase 3 mil funcionários no prédio-sede e nos anexos? Cabe todo mundo? Ou será preciso aumentar os salários com algum adicional de insalubridade? Causa estupor o número de seguranças entre os funcionários terceirizados. São 435! O leitor não se enganou: são 435. Nem na Casa Branca tem tanto segurança. Será que o STF está sendo ameaçado e não sabemos? Parte desses abusos é que não falta naquela Corte. Só de assistência médica e odontológica o tribunal gastou em 2010, R$ 16 milhões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O orçamento total do STF foi de R$ 518 milhões, dos quais R$ 315 milhões somente para o pagamento de salários. Falando em relatório, chama a atenção o número de fotografias onde está presente Cézar Peluso. No momento da leitura recordei o comentário de Nélson Rodrigues sobre Pedro Bloch. O motivo foi uma entrevista para a revista “Manchete”. O maior teatrólogo brasileiro ironizou o colega: “Ninguém ama tanto Pedro Bloch como o próprio Pedro Bloch.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peluso é o Bloch da vez. Deve gostar muito de si mesmo. São 12 fotos, parte delas de página inteira. Os outros ministros aparecem em uma ou duas fotos. Ele, não. Reservou para si uma dúzia de fotos, a última cercado por crianças. A egolatria chega ao ponto de, ao apresentar a página do STF na intranet, também ter reproduzida uma foto sua acompanhada de uma frase (irônica?) destacando que “a experiência do Judiciário brasileiro tem importância mundial”. No relatório já citado, o ministro Peluso escreveu algumas linhas, logo na introdução, explicando a importância das atividades d tribunal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E concluiu, numa linguagem confusa, que “a sociedade confia na Corte Suprema de seu País. Fazer melhor, a cada dia, ainda que em pequenos mas significativo passos, é nossa responsabilidade, nosso dever e nosso empenho permanente”. Se Bussunda estivesse vivo poderia retrucar com aquele bordão inesquecível: “Fala sério, ministro!” As mazelas do STF têm raízes na crise das instituições da jovem democracia brasileira. Se os três Poderes da República têm sérios problemas de funcionamento, é inegável que o Judiciário é o pior deles. E deveria ser o mais importante. Ninguém entende o seu funcionamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lento e caro. Seus membros buscam privilégios, e não a austeridade. Confundem independência entre os poderes com autonomia para fazer o que bem entendem. Estão de costas para o país. No fundo, desprezam as insistentes cobranças por justiça. Consideram uma intromissão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Fábio Oliveira – fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Fabioxoliveira.blog.uol.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-9006356856485099632?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/9006356856485099632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=9006356856485099632' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/9006356856485099632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/9006356856485099632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/12/um-poder-de-costas-para-o-pais.html' title='UM PODER DE COSTAS PARA O PAÍS'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-63375715998937248</id><published>2011-12-12T09:17:00.000-02:00</published><updated>2011-12-12T09:17:16.734-02:00</updated><title type='text'>QUEM FOI KARL MARX?</title><content type='html'>Autor: Antonio Radi &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns cidadãos que conheço - empedernidos membros da classe média, orgulhosos de seu status social - bradariam com expressão de horror em suas faces: Oh! Um barbudo revolucionário! Um comunista! Ou ainda: O diabo em pessoa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, conheço cidadãos - alguns deles ilustres membros de organizações sociais cristãs e/ou humanistas - que chegariam a se benzer diante de invocação tão herética e amaldiçoada! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, vos afirmo a todos - leitores eventuais e acidentais - que nenhum desses senhores que conheço jamais leu nada escrito diretamente por Marx. As idéias deste pensador as conhecem por "ouvir falar" e o que sabem saiu da boca daqueles que têm espaço na mídia; da aversão destes, constroem, assim, a sua aversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, antes que me taxem de comunista vou antecipar-me e dizer-lhes que os comentários que trago aqui em relação à obra de Marx não são meus... e também não são de ninguém da "esquerda". Pertencem os dizeres ao Sr. George Magnus, ex-economista chefe da União de Bancos Suíços (UBS) e atualmente consultor sênior desta instituição financeira. Mais aliviados meus queridos antimarxistas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um artigo intitulado "Deem uma chance a Karl Marx" o Sr. Magnus sugere aos dirigentes políticos do planeta que leiam os escritos deste pensador alemão, em especial sua "grande" obra: O Capital... por que? Já explico...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira "profecia" de Marx em que o Sr. Magnus se apóia para fazer a sua (ousada) recomendação diz respeito à formação do chamado "exército industrial de reserva", composto por uma grande população de desempregados. Este "exército" - inicialmente formado pelo enorme contingente de trabalhadores rurais que migraram para as cidades - é hoje mantido pela constante automação dos meios de produção; esta, por sua vez, é impulsionada pela busca constante do lucro e da acumulação financeira, pressupostos essenciais para o funcionamento do sistema Capitalista. O problema, no entanto, como salienta o Sr. Magnus, é que uma grande acumulação financeira de um lado gera uma grande miséria do outro. Escreve ainda este economista: "A parcela da produção econômica apropriada pelas empresas, na forma de lucros corporativos, chegou ao nível mais alto em seis décadas. Enquanto isso, a taxa de desemprego subiu para 9,1% e os salários reais estão estagnados. A desigualdade de renda nos Estados Unidos chegou, por sua vez, a seu nível mais alto desde a década de 1920."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda "profecia" lembrada pelo Sr. Magnus diz respeito a uma das contradições do sistema capitalista: "quanto mais trabalhadores permaneçam relegados à pobreza, menos serão capazes de consumir todos os bens e serviços que as empresas produzem. Quando uma empresa reduz os custos para aumentar o lucro, está sendo esperta; mas quando todas as empresas fazem isso ao mesmo tempo, minam a distribuição de renda e a demanda efetiva dos que dependem de salários." E prossegue o Sr. Magnus: "O resultado (deste processo) é visível nos Estados Unidos, onde a construção de novas habitações e as vendas de automóveis permanecem cerca de 75% e 30% abaixo de seus picos de 2006, respectivamente." E, citando Marx literalmente, o Sr. Magnus crava: "a razão última de todas as crises reais ainda é a pobreza e o consumo restrito das massas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para vencer a crise, o Sr, Magnus desenha uma estratégia fundamentada em cinco eixos principais, à saber:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sustentar o consumo e o crescimento da renda através de medidas como redução de impostos e incentivos fiscais;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Reestruturação/prorrogação das dívidas das famílias;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mais crédito para pequenas empresas e para obras de infra- estrutura;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ampliação dos prazos de pagamento e redução da dívida grega; simultaneamente, recapitalizar os bancos europeus;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bancos centrais mais focados no crescimento econômico do que na compra de títulos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dará certo? Bem, nem o Sr. Magnus sabe... mas ele termina o artigo com um alerta... ninguém está imune à crise... nem mesmo a China...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem viver verá...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-63375715998937248?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/63375715998937248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=63375715998937248' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/63375715998937248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/63375715998937248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/12/quem-foi-karl-marx.html' title='QUEM FOI KARL MARX?'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-2302317229251061986</id><published>2011-12-08T09:24:00.000-02:00</published><updated>2011-12-08T09:24:22.766-02:00</updated><title type='text'>RECURSOS NATURAIS EM COLAPSO EM 40 ANOS</title><content type='html'>Reportagem da Reuters&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recursos naturais podem ter colapso em 40 anos, dizem especialistas. Previsão foi divulgada nesta segunda durante conferência em Londres. Por hora, três espécies de animais desaparecem do mundo, diz pesquisador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma previsão catastrófica do planeta Terra para os próximos 40 anos foi divulgada, no dia 17/10, por especialistas da área de clima e saúde reunidos em uma conferência em Londres, no Reino Unido. Reportagem da Reuters.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os pesquisadores, recursos naturais da Terra como comida, água e florestas, estão se esgotando em uma velocidade alarmante, causando fome, conflitos sociais, além da extinção de espécies.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos próximos anos, o aumento da fome devido à escassez de alimentos causará desnutrição, assim como a falta de água vai deteriorar a higiene pessoal. Foi citado ainda que a poluição deve enfraquecer o sistema imunológico dos humanos e a grande migração de pessoas fugindo de conflitos deverá propagar doenças infecciosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tony Mc Michael, especialista em saúde da população da Universidade Nacional Australiana, afirmou que em 2050,somente a região denominada África Subsaariana seria responsável por aumentarem 70 milhões o número de mortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto citado se refere ao aumento dos casos de malária entre 2025 e 2050 devido às alterações climáticas, que tornaria propícia a reprodução do mosquito transmissor da doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A mudança climática vai enfraquecer progressivamente o mecanismo de suporte de vida da Terra”, disse Mc Michael.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aumento populacional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com os especialistas, o aumento da população (estimada em 10 bilhões em 2050) vai pressionar ainda mais os recursos globais. Outra questão citada são os efeitos nos países ricos, principalmente nos da Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O excesso de consumo das nações ricas produziu uma dívida ecológica financeira. O maior risco para a saúde humana é devido ao aumento no uso de combustíveis fósseis, que poderão elevar o risco de doenças do coração, além de câncer”, afirmou Ian Roberts, professor da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o Velho Continente estaria sob risco de ondas de calor, enchentes e mais doenças infecciosas para a região norte, disse Sari Kovats, uma das autoras do capítulo sobre a Europa no quinto relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), que será lançado entre 2013-2014.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espécies em risco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o Paul Pearce-Kelly, curador-sênior da Sociedade Zoológica de Londres, cerca de 37%das 6 mil espécies de anfíbios do mundo podem desaparecer até 2100. Os especialistas afirmam que na história do planeta ocorreram cinco extinções em massa, entretanto, atualmente a taxa de extinção é 10 mil vezes mais rápida do que em qualquer outro período registrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estamos perdendo três espécies por hora e isso antes dos principais efeitos da mudança do clima”, disse Hugh Montgomery, diretor do Instituto para Saúde Humana e Performance da University College London.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Fábio Oliveira – fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabioxoliveira.blog.uol.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-2302317229251061986?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/2302317229251061986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=2302317229251061986' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/2302317229251061986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/2302317229251061986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/12/recursos-naturais-em-colapso-em-40-anos.html' title='RECURSOS NATURAIS EM COLAPSO EM 40 ANOS'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-3622975049146284426</id><published>2011-12-04T10:20:00.000-02:00</published><updated>2011-12-04T10:20:56.323-02:00</updated><title type='text'>SOCIEDADE AMERICANA E O DINHEIRO</title><content type='html'>Autor: John Kozy- Global Research &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi-se o tempo em que a ética protestante definia o caráter dos Estados Unidos. Ela foi usada como fator responsável pelo sucesso do capitalismo na Europa do Norte e na América, pelos sociólogos, mas a ética protestante e o capitalismo são incompatíveis, e o capitalismo, em última análise, faz com que a ética protestante seja abandonada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um novo ethos que emergiu, e as elites governamentais não o entendem. Trata-se do ethos da “grande oportunidade”, do “prêmio”, da “próxima grande idéia”. A marcha lenta e deliberada em direção ao sucesso é hoje uma condenação do destino. Junto à próxima grande ideia comercial está o novo modelo do "sonho americano". Tudo o que importa é o dinheiro. Dada essa atitude, poucos na América expressam preocupações morais. A riqueza é só o que se tem em vista; vale inclusive nos destruir para alcançá-la. E se não chegamos lá ainda, certamente em breve chegaremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu suspeito que a maior parte das pessoas gostaria de acreditar que sociedades,não importa as bases de suas origens, tornam-se melhores com o tempo. Infelizmente a história desmente essa noção; frequentemente as sociedades se tornam piores com o tempo. Os Estados Unidos da América não é exceção. O país não foi benigno em sua origem e agora declina, tornando-se uma região de depravação raramente superada pelas piores nações da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora seja impossível encontrar números que provem que a moralidade na América declinou, evidências cotidianas estão onde quer que se veja. Quase todo mundo pode citar situações nas quais o bem estar das pessoas foi sacrificado pelo bem das instituições públicas ou privadas, mas parece impossível citar um só exemplo de instituição pública ou privada que tenha sido sacrificada em nome do povo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se amoralidade tem a ver com o modo como as pessoas são tratadas, pode-se perguntar legitimamente onde a moralidade desempenha um papel no que está se passando nos EUA? A resposta parece ser: “Em lugar nenhum!” Então, o que tem aconteceu nos EUA para se ter a atual epidemia de afirmações de que a moralidade na América colapsou? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, a cultura mudou drasticamente nos últimos cinquenta anos. Foi isso o que aconteceu. Houve um tempo em que a "América", o "caráter americano", era definido em termos do que se chamava de Ética Protestante. O sociólogo Max Weber atribuiu o sucesso do capitalismo a isso. Infelizmente, Max foi negligente; ele estava errado, completamente errado. O capitalismo e a ética protestante são inconsistentes entre si. Nenhum dos dois pode ser responsável pelo outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ética protestante (ou puritana) está baseada na noção de que o trabalho duro e a ascese são duas consequências importantes para ser eleito pela graça da cristandade. Se uma pessoa trabalha duro e é frugal, ele ou ela é considerado como digno de ser salvo. Esses atributos benéficos, acreditava-se, fizeram dos estadunidenses o povo mais trabalhador do que os de quaisquer outras sociedades (mesmo que as sociedades protestantes europeias fossem consideradas parecidas e as católicas do sul da Europa fossem consideradas preguiçosas). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns de nós afirmam agora que estamos testemunhando o declínio e a queda da ética protestante nas sociedades ocidentais. Como a ética protestante tem uma raiz religiosa, o declínio é frequentemente atribuído a um crescimento do secularismo. Mas isto seria mais facilmente verificável na Europa do que na América, onde o fundamentalismo protestante ainda tem muitos seguidores. Então deve haver alguma outra explicação para o declínio. Mesmo que o crescimento do secularismo tenha levado muita gente a dizer que ele destruiu os valores religiosos juntamente aos valores morais que a religião ensina, há uma outra explicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XVII, a economia colonial da América era agrária. Trabalho duro e ascese combinam perfeitamente com essa economia. Mas a América não é mais agrária. A economia dos EUA hoje é definida como capitalismo industrial. Economias agrárias raramente produzem mais do que é consumido, mas economias industriais o fazem diariamente. Assim, para se manter a economia industrial funcionando, o consumo deve não apenas ser contínuo, como continuamente crescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu duvido que haja um leitor que não tenha escutado que 70% da economia dos EUA resultado consumo. Mas 70% de um é 0,7, ou de dois é 1,4, de três, 2,1, etc. À medida que economia cresce de um a dois pontos do PIB, o consumo deve crescer de 0,7 para 1,4 pontos. Mas o aumento crescente do consumo não é compatível com a ascese. Uma economia industrial requer gente para gastar e gastar, enquanto a ascese requer gente para economizar e economizar. A economia americana destruiu a ética protestante e as perspectivas religiosas nas quais foi fundada. O consumo conspícuo substituiu o trabalho duro e a poupança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu A Riqueza das Nações, Adam Smith afirma que o capitalismo beneficia a todos, desde que cada um aja em benefício dos outros. Agora estão nos dizendo que “economizar mais e cortar gastos pode ser um bom plano para lidar com a recessão. Mas se todo mundo proceder assim isso só vai tornar as coisas piores... aquilo de que a economia mais precisa é de consumidores gastando livremente”. A grande recessão atingiu Adam Smith na sua cabeça, mas o economista admitiria isso. “Um ambiente em que todos e cada um quer economizar não pode levar ao crescimento. A produção necessita ser vendida e para isso você precisa de consumidores”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poupar é (presumivelmente) bom para indivíduos, mas ruim para a economia, a qual requer gasto contínuo crescente. Se um economista tivesse dito isso na minha frente, eu teria lhe dito que isso significa claramente que há algo fundamentalmente errado com a natureza da economia, que isso significa que a economia não existe para prover as necessidades das pessoas, mas que as pessoas existem apenas para satisfazer as necessidades da economia. Embora não pareça isso, uma economia assim escraviza o povo a quem diz servir. Então, de fato, o capitalismo industrial perpetrou a escravidão; ele tem reescravizado aqueles que um dia emancipou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o consumo substituiu a poupança na psique americana, o resto de moralidade afundou junto na depravação. A necessidade de vender requer marketing, o que nada mais é que a mentira das mentiras. Afinal de contas, toda empresa é fundada no que disse o livro de Edward L. Bernays, de 1928: Propaganda. A cultura americana tem sido inundada por um tsunami de mentiras. O marketing se tornou a atividade predominante da cultura. Ninguém pode se isolar disso. É uma coisa seguida por pessoas de negócios, políticos e pela mídia. Ninguém pode ter certeza de estarem lhe contando a verdade a respeito de alguém. Nenhum código moral pode sobreviver numa cultura de desonestidade, e de resto, ninguém pode!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo subvertido a ética protestante, a economia destruiu toda ética que a América um dia promoveu. O país tornou-se uma sociedade sem um ethos, uma sociedade sem propósito humano. Os americanos se tornaram cordeiros sacrificáveis para o bem das máquinas. Então, um novo ethos emergiu do caos, um ethos que a elite governamental desconhece completamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz-se frequentemente que Washington perdeu o contato com as pessoas que governa, que não entende mais seu próprio povo ou como sua cultura comum funciona. Washington e a elite do país não entendem isso, mas a cultura não valoriza mais o certo sobre o errado ou o trabalho duro e a ascese sobre a preguiça e a extravagância. Hoje os americanos estão buscando a “grande oportunidade”, o “prêmio”, a “próxima grande ideia”. O Sonho Americano foi hoje reduzido a “acertar em cheio!”. A longa e deliberada estrada para o sucesso é uma condenação. Vejam American Idol, The X-Factor e America’s Got Talent e testemunhe a horda que se apresenta para os auditórios. Essas pessoas, em sua maior parte, não trabalharam duro em nada na vida. Contem o número de pessoas que regularmente apostam na loteria. Esse tipo de aposta não requer trabalho algum. Tudo o que essas pessoas querem é acertar em cheio. E quem é nosso homem de negócios mais exaltado? O empreendedor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empreendedores são, na sua maior parte, fogo de palha, mesmo que haja exceções notáveis. O problema com o empreendedorismo, no entanto, é a alta conta em que passou a ser tomado. Mas o único valor ligado a ele é a quantidade de dinheiro que os empreendedores têm feito. Raramente ouvimos alguma coisa a respeito do modo nefasto como esse dinheiro foi feito. Bill Gates e Mark Zuckerberg, por exemplo, dificilmente representam imagens de pessoas com moralidade exemplar, mas na economia sem escrúpulos morais, ninguém se importa; tudo o que importa é o dinheiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dada essa atitude, por que alguém, nessa sociedade, expressaria preocupações morais? Poucos na América o fazem. Assim, enquanto a elite americana fala na necessidade de produzir força de trabalho sustentável para as necessidades de sua indústria, as pessoas não querem nada disso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A elite frequentemente lastima a falência do sistema educacional americano e tem tentado melhorá-lo sem sucesso, por várias décadas. Mas se alguém presta atenção no atual estado de coisas na América, vê que a maior parte dos empreendedores de sucesso são pessoas que abandonaram faculdades. Como se pode convencer a juventude de que a educação universitária é um empreendimento que vale a pena? Assim como Bill Gates, Steve Jobs e Mark Zuckerberg mostraram, aprendera desenhar um software que não requer graduação universitária. Nem ganhar na loteria ou vencer o American Idol. Fazer parte da Liga Nacional de Futebol pode requerer algum tempo na universidade, mas não a graduação. Todo o empreendedorismo requer uma nova ideia mercantil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretenimento e esportes, loterias e programas de jogos e disputas, produtos de consumo de que as pessoas não tiveram necessidade por milhões de anos são agora as coisas que formam a cultura americana. Mas não são coisas, são lixo; não podem formar a base de uma sociedade humana estável e próspera. Esta é uma cultura governada meramente por um atributo: a riqueza, bem ou mal havida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capacidade humana de auto-engano é sem limites. Os estadunidenses vêm se enganando com a crença de que a riqueza agregada, a soma total de riquezas, em vez de como ela é distribuída, dá certo. Não importa como foi obtida ou o que foi feito para se obter tal riqueza. A riqueza agregada é a única coisa que se tem em vista; é algo pelo que vale à pena destruir a nós mesmos. E mesmo que não o tenhamos alcançado ainda, em breve certamente o conseguiremos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história descreve muitas nações que se tornaram depravadas. Nenhuma delas jamais se reformou. Nenhum garoto bonito pode ser convocado para desfazer a catástrofe do Toque de Midas. O dinheiro, afinal de contas, não é uma coisa de que os humanos precisem para sobreviver, e se o dinheiro não é usado para produzir e distribuir as coisas necessárias, a sobrevivência humana é impossível, não importa o quanto de riqueza seja agregada ou acumulada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) JohnKozy é professor aposentado de filosofia e lógica que escreve sobre assuntos econômicos, sociais e políticos. Depois de ter servido na Guerra da Coréia, passou 20 anos como professor universitário e outros 20 trabalhando como escritor. Publicou um livro de lógica formal, artigo acadêmicos. Sua página pessoal é http://www.jkozy.com onde pode ser contatado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução: Katarina Peixoto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Fábio Oliveira – fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-3622975049146284426?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/3622975049146284426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=3622975049146284426' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/3622975049146284426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/3622975049146284426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/12/sociedade-americana-e-o-dinheiro.html' title='SOCIEDADE AMERICANA E O DINHEIRO'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-4221352038179163834</id><published>2011-11-30T10:02:00.000-02:00</published><updated>2011-11-30T10:02:07.127-02:00</updated><title type='text'>NATUREZA E PERSPECTIVA DA BIOECONOMIA</title><content type='html'>&amp;nbsp;autor: Marcus Eduardo de Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A necessidade de vivermos de forma equilibrada, sustentada e pacificamente, faz com que lancemos um novo olhar para a questão que envolve o meio ambiente e o sistema econômico que nos regula. A razão disso? Simplesmente porque o sistema econômico que aí está, grosso modo, para atender nossas “necessidades”, opera dentro do meio ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, o que nem sempre é perceptível – ao menos para os economistas arraigados à visão tradicional dos fenômenos econômicos – é que esse sistema é apenas (e tão somente) um subsistema de algo maior: o próprio meio ambiente. Desse modo, caso essa relação entre a economia e a natureza não seja dada sob as bases do equilíbrio, o caos (em outras palavras: a degradação da qualidade de vida) certamente se aproximará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intrinsecamente, essa celeuma passa por evidenciar algo factual: não se pode negar que o processo econômico (produção – consumo) impacta o meio físico, a natureza. Exceto a chuva e a neve, nada mais caem feitos do céu. Com isso, para a obtenção de bens e serviços não há outro caminho: é necessário extrair recursos em estado bruto da natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que as ciências econômicas, em especial, ainda não discute com a primazia que se espera dos cientistas sociais, é o custo ecológico decorrente desse ato de “retirar recursos naturais para a transformação em bens econômicos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, as dimensões ecológicas do processo econômico têm passado distante das discussões dos economistas tidos como tradicionais. Inverter essa posição e fazer aflorar esse debate é o que de mais importante tem se inscrito, nos últimos tempos, em termos de se pensar uma nova forma de fazer economia e, ademais, lançar-se um novo jeito de lidar com a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse pormenor, nunca é demasiado comentar que o equilíbrio aqui mencionado entre a natureza e a economia é algo de extrema importância, para não dizer de necessidade vital. A necessidade, pois, desse contextualizado “equilíbrio” entre recursos econômicos e recursos naturais decorre, substancialmente, da conscientização de que essa relação de extração natural dispendida pela economia é pouco inteligente e muito agressiva, uma vez que envolve geração de resíduos, rejeitos e poluentes (tanto no ato da produção em si, como no descarte dos produtos após o uso). Logo, caso essa extração não seja realizada a contento (entenda-se em equilíbrio), isso apenas irá agravar e potencializar novos passivos ambientais. Nesse caso, pior será para todos uma vez que, na espaço nave Terra, todos somos passageiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebe-se assim que o propagado sistema econômico produtivo tem então uma capacidade ímpar em desequilibrar, na verdade, em poluir e degradar. Polui tanto na “entrada” (retirando recursos naturais) quanto na “saída” (no descarte). O outro nome disso é degradação ambiental; a morte, aos poucos, do ecossistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfatizando a Bioeconomia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como o Reino dos Céus é, felizmente, cercado de boas notícias, foi justamente a partir da evidência dessa relação nada amistosa e muito desequilibrada entre economia e natureza que em meados da década de 1960 surgiram as primeiras explicações técnicas que davam conta da imprescindível necessidade de mudar o rumo dessa história. Foi no calor dessas discussões que emergiu uma nova visão econômica envolvendo tanto a biologia quanto a física. E, ambas, por sinal, se “relacionavam”, cada qual à sua maneira, com as teorias econômicas até então consolidadas. Aqui cumpre destacar a ideia em torno da BIOECONOMIA que alcançou, desde o início, forte proeminência, embora, ainda hoje, permaneça um tanto quanto “apagada” dentro da abordagem feita pela tradicional teoria econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve-se entender a Bioeconomia como um conceito de desenvolvimento que pressupõe novas relações com o meio ambiente, com o planeta Terra em si e, em especial, com as pessoas. “A bioeconomia refere-se ao processo de captura da vida e à produção da própria vida no interior das regras do discurso econômico” diz com bastante clareza Federico Chicchi, sociólogo italiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o francês René Passet a bioeconomia é o “novo paradigma da economia”. Passet argumenta que “a bioeconomia surgiu como conseqüência do alerta ecológico dos anos 1960/70, ‘descobrindo’ que o processo econômico é uma extensão da evolução biológica”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo precípuo da Bioeconomia, diz Passet, “é integrar as atividades econômicas nos sistemas naturais porque as leis da macroeconomia não se reduzem às da microeconomia”. O interesse geral, nas palavras de Passet, “(…) é muito mais do que a soma das partes. Os mecanismos naturais (como o ar, a água) não têm que ver com as leis de mercado; por sinal, problemas com esses bens comuns e naturais transcendem a lógica das nações e dos mercados”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, na visão de Passet, com a qual estamos de pleno acordo, a economia (enquanto modelo de produção e consumo) situa-se além de si mesma e vislumbra, numa perspectiva mais ampliada, um novo modelo de desenvolvimento. Esse modelo de desenvolvimento pode, perfeitamente, se encaixar dentro dos pressupostos da Bioeconomia. Conquanto, para que esse modelo se efetive, sua natureza deve ser integradora, caso contrário, malogrará. Pontua-se, igualmente, para enfatizar-se em definitivo essa questão, que esse seria um modelo capaz de conciliar os interesses públicos e privados numa amplitude mais solidária, cuja abordagem faça ressoar o interesse amplo e geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente, as pessoas, a natureza e a busca pelo desenvolvimento socioeconômico precisam caminhar conjuntamente. A ciência econômica, por ser classificada como ciências humanas, têm o dever de apontar para esse objetivo e enveredar esforços para essa realização. Só haverá verdadeiro desenvolvimento quando as pessoas, sem distinção de classe e/ou posição financeira, forem contempladas. De nada adianta ocorrer desenvolvimento das instituições, por exemplo, se essas não forem colocadas à disposição de todos. São as pessoas as únicas responsáveis por fazer funcionar a economia, as instituições e o próprio mercado, e é para elas que a economia (ciência e atividade produtiva) e a natureza (o meio ambiente) estão dispostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcus Eduardo de Oliveira é Economista, professor, especialista em Política Internacional com mestrado em Estudos da América Latina pela Universidade de São Paulo (USP). É autor dos seguintes livros: “Conversando sobre Economia” (Ed. Alínea); “Pensando como um Economista” (Ed. ebookBrasil) e “Provocações Econômicas” (no prelo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contato:prof.marcuseduardo@bol.com.br http://blogdoprofmarcuseduardo.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: EcoDebate, 25/10/2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-4221352038179163834?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/4221352038179163834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=4221352038179163834' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/4221352038179163834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/4221352038179163834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/11/natureza-e-perspectiva-da-bioeconomia.html' title='NATUREZA E PERSPECTIVA DA BIOECONOMIA'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-7465348671383549543</id><published>2011-11-19T20:07:00.001-02:00</published><updated>2011-11-19T20:10:10.995-02:00</updated><title type='text'>ANTROPOCENTRISMO OU BIODIVERSIDADE</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 9pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 3; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #565656; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 10.5pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;8,7 milhões de espécies vivas e &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #565656; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 10.5pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;30 mil desaparecendo por ano.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 9pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 3; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #565656; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 10.5pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&amp;nbsp;artigo de José Eustáquio Diniz Alves&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 16.8pt; margin: 0cm 0cm 9pt; mso-margin-top-alt: auto; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: grey; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 6.5pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Publicado em setembro 28, 2011 por &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ecodebate.com.br/author/admin/" title="Posts de HC"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #dc1000; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; text-decoration: none; text-underline: none;"&gt;HC&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: grey; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 6.5pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 16.8pt; margin: 0cm 0cm 9pt; mso-margin-top-alt: auto; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: grey; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 6.5pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Tags: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ecodebate.com.br/tag/crise-ambiental/"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #dc1000; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; text-decoration: none; text-underline: none;"&gt;crise ambiental&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: grey; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 6.5pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ecodebate.com.br/tag/extincao/"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #dc1000; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; text-decoration: none; text-underline: none;"&gt;extinção&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: grey; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 6.5pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 16.8pt; margin: 0cm 0cm 9pt; mso-margin-top-alt: auto; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: grey; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 6.5pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Compartilhe:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: grey; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 6.5pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 16.8pt; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-margin-top-alt: auto; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #565656; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 7.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #565656; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;a href="http://www.ecodebate.com.br/9P8"&gt;&lt;span style="color: #dc1000; text-decoration: none; text-underline: none;"&gt;EcoDebate&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #565656; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 7.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;] A revista PLoS Biology publicou, em agosto de 2011, o resultado do censo da biodiversidade, mostrando que existem cerca de 8,7 &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #565656; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 7.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;milhões&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #565656; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 7.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt; de espécies vivas no Planeta Terra. Este número não inclui os animais procariontes, como bactérias e &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #565656; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 7.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;vírus&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #565656; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 7.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;. A &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #565656; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 7.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;margem&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #565656; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 7.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt; de erro do &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #565656; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 7.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;censo&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #565656; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 7.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt; é de cerca de 15%, podendo existir 1,3 milhão de espécies a mais ou a menos. Do total de espécies &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #565656; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 7.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;estimadas&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #565656; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 7.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;, 6,5 milhões vivem na terra e 2,2 milhões na água. As 8,7 milhões de espécies &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #565656; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 7.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;estimadas&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #565656; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 7.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt; do domínio Eucariota (organismos com membrana nuclear) estão divididas da seguinte forma:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 16.8pt; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-margin-top-alt: auto; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #565656; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 7.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- Animais: 7,7 milhões de espécies (953.434 descritas e catalogadas)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 16.8pt; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-margin-top-alt: auto; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #565656; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 7.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- Plantas: 298 mil espécies (215.644 descritas e catalogadas)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 16.8pt; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-margin-top-alt: auto; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #565656; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 7.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- Fungos: 611 mil espécies (43.271 descritas e catalogadas)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 16.8pt; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-margin-top-alt: auto; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #565656; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 7.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- Protozoários: 36,400 espécies (8.118 descritas e catalogadas)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 16.8pt; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-margin-top-alt: auto; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #565656; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 7.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- Cromistas: 27,500 espécies (13.033 descritas e catalogadas)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 16.8pt; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-margin-top-alt: auto; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #565656; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 7.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;O termo utilizado para descrever toda esta diversidade biológica é BIODIVERSIDADE. As plantas, os animais e os microrganismos fazem parte de um todo vivo e o próprio Planeta Terra é considerado um ser vivo, de acordo com a Teoria de Gaia. A diversidade biológica está presente em todo lugar, enriquecendo o espetáculo da vida e, até mesmo, fornecendo alimentos, remédios e matéria-prima para o ser humano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 16.8pt; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-margin-top-alt: auto; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #565656; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 7.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Estas milhões de espécies que fazem parte do ecossistema desempenham funções diferentes dentro do ciclo de vida. As plantas produzem seu próprio alimento utilizando somente a luz solar, que as tornam capazes de extrair substâncias inorgânicas, que estão no solo e na atmosfera, transformando-as em substâncias orgânicas. Os animais herbívoros alimentam-se destas plantas e são fontes de alimento dos animais carnívoros. O equilíbrio do ecossistema e o processo de polinização depende da variedade de espécies e todas possuem uma relação de interdependência, ou seja, uma depende da outra para sobreviver.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 16.8pt; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-margin-top-alt: auto; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #565656; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 7.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Porém, o desequilíbrio do ecossistema é um dos principais problemas ambientais da atualidade. A redução da biodiversidade coloca em risco o próprio ecossistema. A caça e a pesca predatória, a poluição das águas, do ar e do solo, a contaminação dos rios e dos oceanos, o desmatamento, as monoculturas, o uso de pesticidas e defensivos agrígolas, a falta de saneamento básico nas cidades, dentre outras ameaças ambientais, coloca em risco o equilíbrio biológico da Terra. O contínuo crescimento econômico e populacional está reduzindo o habitat das demais espécies do Planeta, pois as atividades de produção e consumo da espécie humana estão ocupando e/ou poluindo todos os espaços da terra, dos rios, lagos, oceanos e do ar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 16.8pt; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-margin-top-alt: auto; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #565656; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 7.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;De acordo com o World Resources Institute já houve cinco grandes extinções de espécies na Terra, todas provocadas por fenômenos naturais. Porém, estamos diante de uma sexta extinção que tem sido provocada, não por razões naturais, mas pelo antropocentrismo que tem provocado a perda de habitat, superexploração de espécies, difusão de espécies invasoras e poluição. A relação simbiótica entre as espécies está sendo alterada pela humanidade. A taxa de extinção atual é entre 1.000 e 10.000 vezes superior à taxa natural. As estimativas atuais apontam para uma taxa de extinção de espécies de cerca de 30.000 espécies por ano, ou três espécies por hora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 16.8pt; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-margin-top-alt: auto; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #565656; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 7.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Neste ritmo de destruição, até o final do século XXI, um terço das espécies terrestres terão desaparecido em decorrência do egoísmo e da onipresença humana em todos os cantos do Planeta. A redução da biodiversidade, decorrente do ecocídio e do biocídio provocados pelas atividades antrópicas, tem acelerado o processo da sexta extinção e coloca em risco a vida do ser humano na Terra. Mas, antes mesmo do seu próprio suicídio, o ser humano já pode ser considerado o principal inimigo das outras espécies vivas do mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 16.8pt; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-margin-top-alt: auto; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #565656; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;José Eustáquio Diniz Alves, colunista do EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail: jed_alves{at}yahoo.com.br&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #565656; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 7.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 16.8pt; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-margin-top-alt: auto; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;a href="http://www.ecodebate.com.br/9P8"&gt;&lt;span style="color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt; EcoDebate&lt;span lang="EN-US" style="color: #565656; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 7.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt; 28/09/2011&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-7465348671383549543?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/7465348671383549543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=7465348671383549543' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/7465348671383549543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/7465348671383549543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/11/antropocentrismo-ou-biodiversidade.html' title='ANTROPOCENTRISMO OU BIODIVERSIDADE'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-841784228428003475</id><published>2011-11-11T08:07:00.000-02:00</published><updated>2011-11-11T08:07:21.461-02:00</updated><title type='text'>AS CRISES FINANCEIRA E AMBIENTAL</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Autor: Mauro Velado Neto &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Estamos assistindo, nessa vertente de 2011, as ocorrências de desajustes sociais provindos de excrescências econômicas do sistema imperante no globo. As manifestações das camadas inferiores do povo se generalizaram e são mais significativas na Grécia, Reino Unido, Espanha e Estados Unidos da América, que vêm tomando vulto crescente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É de se admirar que haja uma ira comum a diversas pessoas prejudicadas pelas incoerências do sistema capitalista. Elas, agora – somente agora – estão percebendo que o sistema em que vivem é injusto. Por que só agora estão enxergando o óbvio? Porque as conseqüências negativas do arranjo econômico estão batendo diretamente em seus confortos e necessidades vitais. É o egoísmo ferido; é o individualismo prejudicado. Quando tal situação se apresentava apenas aos povos da África, aos subjugados pelas ditaduras “amigas” e aos miseráveis e incultos esparramados pelos diversos países, essas injustiças alheias e distantes não lhes afetavam a sensibilidade. Conviviam tranquilamente com as injustiças e crimes do sistema, imperturbáveis em seus privilégios econômicos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Agora as benesses próprias do sistema distributivo injusto estão se contrapondo à lógica de que não existem milagres. Esperava-se essa etapa, pois a ganância individual é infinita e, sob pena de se contradizer, não pode ser distribuída a todos. Se alguns têm mais, alguém tem que ter menos. Nem que seja o prejudicado e exaurido&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;planeta. Daí a gravidade da espoliação ao planeta em seus recursos e meios ambientais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Chamamos a atenção do leitor para o fato de que o momento da verdade ambiental ainda não chegou, sob o aspecto da evidência. Haverá um momento, no entanto, que os abusos e irracionalidades praticados pelo atual civilização contra sua mãe-Terra, afetarão concretamente os interesses e confortos de todos nós. Nessa etapa não poderemos fazer greves, arruaças, movimentos contra nós mesmos, pois somos os causadores malignos de nossa própria desgraça. Mas há um último recurso: chorar, chorar e chorar. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É preciso que o povo de um país tome consciência de que todo o dinheiro (riqueza) nacional pertence aos seus habitantes. Quando um governo dá certa quantia inteiramente de graça a um banco, está desviando um bem que pertence ao povo para uma entidade (ferramenta) dirigida por privilegiados banqueiros que nunca choram; sempre sorriem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Por que os governos fazem isso? Porque o sistema econômico é assim, injusto, criminoso, maléfico. Mas, como e por quê? Os bancos são o instrumento ou a ferramenta cuja função é, sem o povo perceber, arrecadar o dinheiro social e transferi-lo, “emprestado” ao governo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Recentemente, os países fortes da Europa acertaram um acordo financeiro para pôr fim à crise do euro. Por esse ajuste, os bancos credores da Grécia aceitaram reduzir a dívida da espécie em 50%. Isso, em outras palavras mais claras, significa que a aceitaram parcialmente o calote grego. Aceitaram porque não havia outra saída para a situação. Com isso, na verdade eles apenas adiaram o desfecho caótico de seu sistema financeiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Mais tempo à frente e vamos ver que aquele país insolvente só tem uma solução: calote total e, como conseqüência, a bancarrota do euro, o que arrastará consigo todo o sistema financeiro mundial, inclusive o dólar. Isso é simplesmente o caos de um arranjo mundial baseado em que seu funcionamento se assenta no crescimento perpétuo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Como funciona o sistema financeiro capitalista? Resumidamente, a mágica se baseia na existência de bancos. Estes são a ferramenta&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;que engraxa a máquina e sustenta o funcionamento dos governos. Concretamente, o procedimento segue a receita mestre. Consiste em que os bancos, mediante diversos artifícios, sugam do povo todo o seu dinheiro e o “emprestam” a juros baixos ao governo. Os artifícios são os seguintes: poupança, depósitos diversos, transferências, aplicações financeiras, cheques, cartões de crédito, e qualquer ato que implique em recolhimento de dinheiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Esse dinheiro todo é “emprestado” ao governo, a baixos juros e por prazo geralmente longo. Quando a dívida vence, o governo faz outro “empréstimo” no valor do anterior, acrescido dos juros, e, dessa forma, paga o anterior. E assim procede sempre. Já dizia o antigo Ministro da Fazenda, Mário Henrique Simonsen que “dívida do governo não se paga; rola-se”. Quer dizer: o banco empresta um tanto uma vez só. Depois, o banco finge que torna a emprestar, e o governo finge que paga. Quando um banco, por qualquer motivo, ameaça ir à bancarrota, o governo dá-lhe dinheiro de graça para evitar que ele quebre. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Note-se que, a rigor esse dinheiro doado não é do governo; é do povo. Claro que é assim. O governo iria deixar morrer suas galinhas de ovos de ouro? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Na Grécia, Itália, Espanha e Portugal gastou-se com futilidades, acima do razoável, e as dívidas alcançaram níveis adequados à cabeça de um louco. Como, na Europa, o dinheiro é comum a diversos países, a situação saiu fora de controle. Só há um caminho para a regularização desse caos: &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;deixar o país quebrar. De quem é o prejuízo? De todos, proporcionalmente às suas riquezas. Quem tem mais, perde mais. Quem tinha mais que o necessário para viver (os investidores) irá perder o que não lhe fazia falta. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;É um desiderato lógico: só perde quem tem.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Os atuais governantes não têm competência e coragem para enxergar que o planeta é um sistema fechado. Isso é condição suficiente para que essa imensa sociedade humana de 7 bilhões produza um efeito fermentativo e gasoso que redunda mais adiante em explosão vivencial. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Fonte: Folha Brasil Central&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-841784228428003475?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/841784228428003475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=841784228428003475' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/841784228428003475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/841784228428003475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/11/as-crises-financeira-e-ambiental.html' title='AS CRISES FINANCEIRA E AMBIENTAL'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-8552442035247747695</id><published>2011-11-04T18:28:00.000-02:00</published><updated>2011-11-04T18:28:39.973-02:00</updated><title type='text'>LEVANDO VANTAGEM EM TUDO</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Autor: Eduardo Gusmão Soares, Filósofo e Psicólogo &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Vivemos em uma terra de espertos. Mas isso não é bom. Não é uma esperteza solidária, em prol da comunidade ou de um projeto que trará algum progresso. E sim mesquinha, egoísta, individualista. E no meio do “salve-se-quem-puder” aqueles que tentam fazer as coisas corretamente acabam prejudicados. Num país onde todos querem levar vantagem sobre o próximo, vivemos numa eterna e feroz competição de rasteiras e poucos de nós conseguem ficar de pé.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Em um exemplo para começar, temos que boa parte de população não paga impostos. Não estou falando em atrasar. Estou falando em não pagar. Nunca. Eu e você, bons cidadãos, pagamos para compensar esta sonegação criminosa. Mas outros exemplos do dia-a-dia são ainda mais triviais e inacreditáveis. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Quantos não andam pelo acostamento? Afinal, a pressa deles é mais importante que a sua, que ficará parado no trânsito caótico das cidades. Quantos não param no meio da rua para pegar o filho na escola ou outra coisa qualquer, afinal a pessoa é mais importante que você e todos deverão aguardar que ela termine o que está fazendo para continuar. Temos, ainda, outros exemplos de espertos que arriscam até a vida! Quantos bebem e saem dirigindo, contando com dicas de amigos e de sites para evitar a fiscalização da “Lei Seca”? O “esperto” conseguirá burlar uma lei feita para protegê-lo e, de quebra, arriscará a vida de inocentes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Apenas para citar alguns exemplos repulsivos, que nos dão vergonha de sermos brasileiros, vamos citar alguns casos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Em um deles, alunas ricas moradoras de casas em bairros &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;nobres e que iam para a universidade com carro do ano, fraudaram a seleção de bolsas de estudo Pro Uni para conseguir bolsas integrais de estudo. Estas bolsas beneficiariam alunos pobres que não podem pagar uma universidade. Espertas como só elas são, as alunas usaram familiares em cargos importantes dentro da universidade para conseguirem, de maneira criminosa e desrespeitosa, uma&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;vantagem que destruiu a chance de alguém necessitado de cursar aquela universidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;O comando da Polícia Militar de Alagoas informou que descobriu um esquema de fraude ao programa Bolsa Família envolvendo praças&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;e oficiais da corporação. Em nota oficial, a PM-AL afirma ter uma lista&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;com 34 nomes de militares beneficiados pelo programa federal, que deveria atender apenas às famílias de baixa renda. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Alguns vereadores e secretários espertos também recebem o Bolsa-Família! Levantamento feito pelo Estado de Minas mostra que, só no&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;ano passado, mais de 1,3 mil funcionários públicos municipais receberam o benefício destinado à população pobre. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Não bastasse a desgraça e a morte de parentes, vítimas de&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;catástrofes naturais ainda são assaltadas por aqueles que deveriam&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;ajudá-las. Sabe como é… doação, material farto e fácil para os espertos. Dois homens foram presos em flagrante sob suspeita de desviar um caminhão carregado com doações para as vítimas&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;das chuvas na Região Serrana do Rio de Janeiro. As informações&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;foram confirmadas pela Polícia Militar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Os exemplos não param, todos sabemos. Surge a cada dia uma lista que nos envergonha, principalmente no cenário político. Deveríamos repreender parentes e amigos que praticam este tipo de desserviço à sociedade. Levar vantagem pisando sobre os outros não nos torna boas pessoas, tampouco traz consigo a sonhada prosperidade e progresso. Muito pelo contrário. Todos perdem, todos pagam o preço dos que insistem em desviar do caminho correto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Vivemos num país onde passar a perna, levar vantagem e conseguir privilégios graças a um “jeitinho brasileiro” são coisas louváveis. Pobres de nós, brasileiros. Mentes pequenas, atarracadas, dignas do terceiro mundo, dignas do atraso em que vivemos e que perpetuamos. Olhamos para o primeiro mundo com inveja, mas nos esquecemos de que todos os problemas daqui começam nos nossos próprios atos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Particularmente, não acho que deveríamos ser todos totalmente corretos. Quem não tem um MP3 no computador? Quem nunca fez uma conversão ou manobra proibida no trânsito para poupar tempo? Como no mundo selvagem, tem hora que precisaremos nos virar da maneira que for para benefício próprio. Ainda assim, há deslizes graves que atravancam nossa evolução enquanto civilização e são estes que, primeiro, precisamos enfrentar. Pior é quem faz da “Lei de Gérson” um &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;modus operandi&lt;/i&gt;. Pessoas que vivem em função de trapacear e levar vantagem sobre outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Na nossa cultura, o cara que consegue fazer uma ligação clandestina para ter TV fechada gratuitamente, não só&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;sente orgulho disso como expõe isso com entusiasmo para amigos e parentes e ainda é cumprimentado! “Puxa, como você fez?”, perguntam os outros admirados por não serem tão espertos. O garçom erra a conta e cobra a menos? Se você pedir para corrigir, você é rotulado como otário. “O problema é do garçom que errou!” vão reclamar raivosos aqueles que tiverem que rachar a conta com você.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Você entrou na carreira pública? Consegue comprar um atestado médico para ficar semanas ou meses sem trabalhar? Você será ovacionado por amigos e parentes como um cara esperto, que sabe aproveitar as oportunidades da vida. Você não estudou, mas conseguiu colar toda a prova daquele cara inteligente? Uau! Você será coroado como o cara mais legal e sagaz da escola! Conseguiu um cargo público? Hora de dar emprego para todos aqueles amigos e parentes, além de embolsar aquela verba que ninguém vai perceber que sumiu. Nossa... como você é bom, não é mesmo? Mas... a que preço?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Enquanto enaltecermos este tipo de conduta lesiva à comunidade, manteremos corruptos em nossos governos. Teremos policiais prevaricando. Pagaremos impostos cada vez maiores. Cobrarão de nós softwares que custam 10x o preço original. Arcaremos com um custo excessivo em serviços como televisão paga, internet, água, luz e outros. Afinal, que país queremos construir? Queremos um dia ser primeiro mundo? Precisamos nos comportar como primeiro mundo então. Isso não é uma análise apenas moral da situação. É pragmática, objetiva. Se todos trabalharem para que todos melhorem de vida, guardadas as devidas proporções dos méritos a serem concedidos a cada um, nossa tendência é subir a ladeira do progresso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Lembro um documentário onde um estrangeiro falava que para o pedágio em seu país bastava apenas depositar uma moeda numa caixa e ir embora. Não tinha cobrador, nem guarda olhando. O brasileiro (que veio da cultura dos “mais espertos”) perguntou por que o estrangeiro não passava direto pelo posto de coleta sem pagar. O estrangeiro sequer conseguiu entender porque deveria fazer isso e perguntou incessantemente, com cara de quem não está entendendo nada: “Mas por que eu não deveria pagar se estou usando?”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Se um dia a maioria dos brasileiros começarem a pensar como aquele estrangeiro, que entende que a coletividade precisa ser beneficiada para que ele próprio possa usufruir de um país melhor, daí então seremos primeiro mundo, ainda que muitos passem fome. Entenderemos como é fácil resolver problemas que vão desde a corrupção sistemática no governo até as grandes quadrilhas de traficantes. Veremos como nossos impostos podem sim fazer muito por nós. Poderemos pagar menos por serviços ainda melhores. Enfim, viveríamos numa sociedade civilizada, avançada, boa para todos. A mudança por um mundo melhor começa nos pequenos atos de cada um. Você, meu caro cidadão brasileiro, está fazendo sua parte?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Fonte: Fábio Oliveira – &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:fabioxoliveira2007@gmail.com"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana;"&gt;fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Fabioxoliveira.blog.uol.com.br/&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-8552442035247747695?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/8552442035247747695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=8552442035247747695' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/8552442035247747695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/8552442035247747695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/11/levando-vantagem-em-tudo.html' title='LEVANDO VANTAGEM EM TUDO'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-7665090708261259371</id><published>2011-10-25T12:40:00.000-02:00</published><updated>2011-10-25T12:40:24.600-02:00</updated><title type='text'>OS ECONOMISTAS E O MEIO AMBIENTE</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Autor: Marcus Eduardo de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;A relação dos economistas com o meio ambiente passa, indubitavelmente, pela seguinte pergunta: Quando é que os economistas vão entender definitivamente que a economia é apenas um subsistema do meio ambiente?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Tal qual ocorre com o debate em torno da necessidade de se incluir as pessoas nas análises econômicas, fato esse quase sempre ignorado pela economia tradicional, também a questão do meio ambiente e sua relação com o todo da economia enfrenta certa resistência. Inserir essas duas análises (pessoas e meio ambiente) no conjunto da economia não é tarefa fácil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;No caso específico das relações do processo econômico com a natureza essa dificuldade se agrava pelo seguinte fato: a tradicional economia sempre viu a natureza como mera participante do processo produtivo, o que é um erro crasso, pois, com isso, não se leva em conta que essa mesma economia precisa da natureza, e não o contrário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;De toda sorte, a economia jamais pode ser pensada, ensinada e mesmo levada a sério em seu arcabouço teórico e analítico partindo-se do pressuposto de que o diagramado fluxo circular é hermeticamente fechado, isolado e restrito; como se com isso não houvesse nada mais além das famílias e empresas, insumos, renda e despesas, convivendo-se num mercado de fatores de produção apontando apenas para o produto final. Ora, considerar o fluxo circular como um dos principais paradigmas da economia é abster-se por completo da interrelação existente entre a economia e a natureza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Os verdadeiros postulados da ciência econômica devem considerar para efeito de justa explicação que há uma relação de troca entre o sistema produtivo e a natureza. Dessa forma, defendemos que a economia deva ser entendida como um subsistema de um sistema maior: o meio-ambiente. É imperioso então romper com a ideia dominante que faz a economia passar por cima das questões ambientais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Partindo-se desse primeiro comentário que em si encerra uma visão míope do sistema econômico antigo, dono de uma visão fechada e não passível de relação para com as causas naturais, é possível remexer nessa história para acrescentar algo de suma importância: inserir a temática do meio ambiente no contexto econômico e,com isso, de certa forma, passar a recontar a história econômica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Nesse pormenor, como bem aponta Clóvis Cavalcanti, estudioso das relações da economia com o meio ambiente, é necessário entender, definitivamente, que “não existe sociedade (e economia) sem sistema ecológico, mas pode haver meio ambiente sem sociedade (e economia)”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;A economia do “fluxo real” é considerada de forma diferente da economia do “fluxo circular”, ignorando o que realmente se sucede em termos reais de movimentação dentro de um sistema econômico, a saber: entra (materiais) e sai (resíduos); entra matéria e energia, sai ejetada a poluição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Nesse ponto, chamamos a atenção que o desenho aqui apresentado é o seguinte: fluxos de entrada (materiais e energia) e de saída (produtos e resíduos ejetados) precisam ser considerados em sua essência, e não relegados ao esquecimento como tem sido comum.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Esse fluxo real com todas suas interações consiste apenas num subsistema de algo muito maior: o sistema ambiental, visto ser esse um sistema “inteiro”, completo e repleto de interações. Tal sistema, é importante frisar, engloba todas as leis; incluindo as leis econômicas que determinam a capacidade de produção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Dessa forma, é equivocado pensar a economia isoladamente. A economia é apenas uma parte de um todo; o todo, que fique bem claro, é o meio ambiente. Logo, a economia por essa ótica é como se fosse um algo a mais expandindo o ambiente. Visto que a ciência econômica sempre avança, até por ser de natureza dinâmica, e não estática, cabe à economia dentro dessa visão estender análises e procedimentos para os problemas derivados da relação (interação) não consensual entre o homem e o meio ambiente. Essa relação, grosso modo, envolve alguns aspectos: alterações do clima que são potencialmente provocadas pela ação do homem; exagero de produtos tóxicos ejetados no meio ambiente como resposta à política decrescimento sem respeito aos limites físicos do Universo; a falta de energia e matéria para lidar com sociedades cujos desejos de consumo são cada vez mais intensos, desconhecendo com isso a existência de limites e imposições.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Nessa relação entre a economia e o meio ambiente, convém mencionar de antemão que ao propormos a “defesa do meio ambiente” não estamos apenas desejando “defender” o ambiente&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;em si, mas sim e, especialmente, a espécie humana; simplesmente, estamos “defendendo” a nossa possibilidade de termos continuidade à vida. Isso se deve ao seguinte argumento: se alguém corre risco de extinção em função do fortíssimo desequilíbrio ambiental provocado essencialmente pela constante ação/agressão humana, certamente não é o ambiente, mas, nós, os seres humanos. É a nossa espécie que corre sério risco de se extinguir mediante as agressões ao meio ambiente em nome de se buscar a qualquer preço o propagado progresso econômico. Especialmente em relação a essa temática, não há dúvidas que o Universo poderá continuar sua longa caminhada sem a nossa incômoda presença; o Universo “vive” muito bem sem o ser humano; o contrário, certamente, não pode acontecer. Não à toa, na escala do tempo, o ser humano foi à última coisa que apareceu no Universo; isso quando as luzes da criação já estavam quase se apagando. Portanto, o Universo soube e, certamente, saberá (con) viver muito bem sem seus incômodos, inconvenientes e agressores hóspedes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Destarte, se temos (a nossa espécie) qualquer pretensão em continuarmos desfrutando dos prazeres desse mundo, que tratemos urgentemente de resguardar à nossa casa, à nossa Gaia. Nesse pormenor, a economia pode a bom termo ser de grande valia; desde que aplique uma justa e perfeita sintonia nessa relação de exploração das coisas naturais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Nessa linha sistemática de defesa em torno do meio ambiente, quando se aponta dedo em riste sobre a atividade econômica, pontuando a exploração de recursos em favor de um crescimento antieconômico, é forçoso aventar que o “tipo de economia” que todos pretendemos ver em atuação, assegurando a capacidade de progresso à geração futura, não está fazendo o jogo do antiprogresso, do antidesenvolvimento, da antievolução. A questão aponta justamente em sentido contrário: essa “Nova economia”, que interage com o meio ambiente, pautada no bom senso deve procurar, a seu turno, ser uma ferramenta capaz de fazer os homens enxergarem que uma produção com limites é razoável, pois é potencialmente capaz de assegurar na atualidade a continuidade da existência de todos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;O que fazemos questão de frisar se refere à defesa de políticas macroeconômicas que recomendam o crescimento tendo em conta, essencialmente, a existência do meio ambiente a ser cuidadosamente “manejado”. Nesse ínterim, não há como escapar da seguinte premissa: crescer significa usar o meio ambiente, e mais crescimento significa menos meio ambiente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Aqui, então, há de se criar maneiras para um bom e adequado uso das coisas naturais. O que não se pode (e não se deve) considerar e aceitar é a existência de um fluxo monetário que somente vê a natureza como uma externalidade negativa. Em termos de conceitos econômicos, a natureza jamais foi ou será um dia uma externalidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Dessa maneira, se tudo for visto pelas lentes do conceito criado pelos economistas como sendo “externalidades”, chegar-se-á facilmente a conclusão de que não há limites ao crescimento econômico. Assim, qualquer tentativa de crescimento da economia não envolveria, por definição, os chamados custos de oportunidade. Ora, isso é um falso dilema. É evidente que na busca pelo crescimento econômico há diversos custos de oportunidades pelo caminho, até mesmo porque vivemos num mundo marcado pela inexorável lei da escassez. Não há como fugir disso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;A ênfase – se não for essa a principal constatação desse pressuposto -, é a tentativa de explicar o comportamento humano condicionado pela implacabilidade da escassez A vida, por sinal, também repete essa história, pois viver significa constantemente enfrentar uma sucessão contínua de escolhas, representando na maioria das vezes conflitos de valoração. Como a economia essencialmente estuda a vida comportamental dos consumidores, produtores e dos agentes econômicos, nada mais propício imaginar que estamos nos referindo a uma ciência que trata a todo instante desses conflitos (trade-off).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Visto por esse prisma, as escolhas (na verdade, os conflitos) nos conduzem inevitavelmente ao processo que nós economistas denominamos custos de oportunidades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Ademais, ao escolher certa opção estamos concomitantemente abrindo mão de outras possibilidades. A essa possibilidade não escolhida consiste, pois, no conceito de custos de oportunidades. Vejamos então que não há escapatória: os custos de oportunidades estão inseridos no processo de escolhas que permeiam a ação econômica; que permeiam, por sua vez, a atuação das pessoas dentro daquilo que poderíamos chamar no bojo de sistema econômico. Fechar os olhos a isso é faltar com a coerência em termos de análise mais séria, sensata e consistente. Portanto, que a economia “manejada” pelas mãos dos economistas profissionais&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;respeite, em tempo, o fato de que a natureza não pode ser ignorada. Antes, é de fundamental importância ter em conta que, sem a natureza não há economia e, evidentemente, não há vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Fonte: Fábio Oliveira – &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:fabioxoliveira2007@gmail.com"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana;"&gt;fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Fabioxoliveira.blog.uol.com.br/&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-7665090708261259371?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/7665090708261259371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=7665090708261259371' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/7665090708261259371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/7665090708261259371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/10/os-economistas-e-o-meio-ambiente.html' title='OS ECONOMISTAS E O MEIO AMBIENTE'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-2213629707211931493</id><published>2011-10-16T19:27:00.000-02:00</published><updated>2011-10-16T19:27:33.854-02:00</updated><title type='text'>CORRUPÇÃO, ENDEMIA POLÍTICA</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;Autor: &amp;nbsp;&lt;/span&gt;Frei Betto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;A política brasileira sempre se alimentou do dinheiro da corrupção. Não todos os políticos. Muitos são íntegros, têm vergonha na cara e lisura no bolso. Porém, as campanhas são caras, o candidato não dispõe de recursos ou evita reduzir sua poupança, e os interesses privados no investimento público são vorazes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Arma-se, assim, a maracutaia. O candidato promete, por baixo dos panos, facilitar negócios privados junto à administração pública. Como por encanto, aparecem os recursos de campanha.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Eleito, aprova concorrências sem licitações, nomeia indicados pelo lobby da iniciativa privada, dá sinal verde a projetos superfaturados e embolsa o seu quinhão, ou melhor, o milhão.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Para uma empresa que se propõe a fazer uma obra no valor de R$ 30 milhões – e na qual, de fato, não gastará mais de 20, sobretudo em tempos de terceirização – é excelente negócio embolsar 10 e ainda repassar 3 ou 4 ao político que facilitou a negociata.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Conhecemos todos a qualidade dos serviços públicos. Basta recorrer ao SUS ou confiar os filhos à escola pública. (Todo político deveria ser obrigado, por lei, a tratar-se pelo SUS e matricular, como propõe o senador Cristovam Buarque, os filhos em escolas públicas).&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Vejam ruas e estradas: o asfalto cede com chuva um pouco mais intensa, os buracos exibem enormes bocas, os reparos são frequentes. Obras intermináveis...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Isso me lembra o conselho de um preso comum, durante o regime militar, a meu confrade Fernando de Brito, preso político: “Padre, ao sair da cadeia trate de ficar rico. Comece a construir uma igreja. Promova quermesses, bingos, sorteios. Arrecade muito dinheiro dos fiéis. Mas não seja bobo de terminar a obra. Não termine nunca. Assim o senhor poderá comprar fazendas e viver numa boa.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Com o perdão da rima, a ideia que se tem é que o dinheiro público não é de ninguém.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É de quem meter a mão primeiro. E como são raros os governantes que, como a presidente Dilma, vão atrás dos ladrões, a turma do Ali Babá se farta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Meu pai contava a história de um político mineiro que enriqueceu à base de propinas. Como tinha apenas dois filhos, confiou boa parcela de seus recursos (ou melhor, nossos) à conta de um genro, meio pobretão. Um dia, o beneficiário decidiu se separar da mulher. O ex-sogro foi atrás: “Cadê meu dinheiro?” O ex-genro fez aquela cara de indignado: “Que dinheiro? Prova que há dinheiro seu comigo.” Ladrão que rouba ladrão... Hoje, o ex-genro mora com a nova mulher num condomínio de alto luxo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Sou cético quanto à ética dos políticos ou de qualquer outro grupo social, incluídos frades e padres. Acredito, sim, na ética da política, e não na política. Ou seja, criar instituições e mecanismos que coíbam quem se sente tentado a corromper ou ser corrompido. A carne é fraca, diz o Evangelho. Mas as instituições devem ser suficientemente fortes, as investigações rigorosas e as punições severas. A impunidade faz o bandido. E, no caso de políticos, ela se soma à imunidade.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Haja ladroeira!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Daí a urgência da reforma política – tema que anda esquecido – e de profunda reformado nosso sistema judiciário. Adianta a Polícia Federal prender se, no dia seguinte, todos voltam à rua ansiosos por destruir provas?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E ainda se gasta saliva quanto ao uso de algemas, olvidando os milhões surrupiados... e jamais devolvidos aos cofres públicos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Ainda que o suspeito fique em liberdade, por que a Justiça não lhe congela os bens e o impede de movimentar contas bancárias? A parte mais sensível do corpo humano é o bolso. Os corruptos sabem muito bem o quanto ele pode ser agraciado ou prejudicado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;As escolas deveriam levar casos de corrupção às salas de aula. Incutir nos alunos a suprema vergonha de fazer uso privado dos bens coletivos. Já que o conceito de pecado deixou de pautar a moral social, urge cultivar a ética como normatizadora do comportamento. Desenvolver em crianças e jovens a autoestima de ser honesto e de preservar o patrimônio público.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Fonte: Fábio Oliveira – &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:fabioxoliveira2007@gmail.com"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana;"&gt;fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Fabioxoliveira.blog.uol.com.br/&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-2213629707211931493?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/2213629707211931493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=2213629707211931493' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/2213629707211931493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/2213629707211931493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/10/corrupcao-endemia-politica.html' title='CORRUPÇÃO, ENDEMIA POLÍTICA'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-7575802153574203217</id><published>2011-10-05T17:58:00.000-03:00</published><updated>2011-10-05T17:58:49.590-03:00</updated><title type='text'>UM GRITO MUDO</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Frei Betto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;A foto do jornal me causou horror. A criança somali lembrava um ET desnutrido. O corpo, ossinhos estufados sob a pele escura. A cabeça, enorme, desproporcional ao tronco minguado, se assemelhava ao globo terrestre. A boca –ah, a boca!,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;escancarada de fome emitia um grito mudo, amargura de quem não mereceu a vida como dom. Mereceu-a como dor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Ao lado da foto, manchetes sobre a crise financeira do cassino global. Em dez dias, as bolsas de valores perderam US$ 4 trilhões. Estarrecedor! E nem um centavo para aplacar a fome da criança somali? Nem uma mísera gota de alívio para tamanho sofrimento?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Tive vergonha. Vergonha da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que reza que todos nascemos iguais, sem propor que vivamos com menos desigualdades. Vergonha de não haver uma Declaração Universal dos Deveres Humanos. Vergonha das solenes palavras de nossas Constituições e discursos políticos e humanitários. Vergonha de tantas mentiras que permeiam nossas democracias governadas pela ditadura do&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;dinheiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;US$ 4 trilhões derretidos na roleta da especulação! O PIB atual do Brasil ultrapassa US$ 2,1 trilhões. Dois Brasil sugados pelos desacertos dos devotos do lucro e indiferentes à criança somali. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Neste mundo injusto, uma elite privilegiada dispõe de tanto dinheiro que se dá ao luxo de aplicar o supérfluo na gangorra financeira à espera de que o movimento seja sempre ascendente.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Sonha em ver sua fortuna multiplicada numa proporção que nem Jesus foi capaz de fazê-lo com os pães e os peixes. Basta dizer que o PIB mundial é, hoje, de US$ 62 trilhões. E no cassino global se negociam papéis que somam US$ 600 trilhões!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Ora, a realidade fala mais alto que os sonhos e a necessidade que o supérfluo. Toda a fortuna investida na especulação explica a dor da criança somali. Arrancaram-lhe o pão da boca na esperança de que a alquimia da ciranda financeira o transformasse em ouro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;À criança faltou o mais básicos de todos os direitos: o pão nosso de cada dia.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Aos donos do dinheiro, que viram suas ações despencarem na bolsa, nenhum prejuízo. Apenas certo desapontamento. Nenhum deles se vê obrigado a abrir mão de seus luxos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Sabemos todos que a conta da recessão, de novo, será paga pelos pobres. São eles os condenados a sofrerem com a falta de postos de trabalho, de crédito, de serviços públicos de qualidade. Eles padecerão o desemprego, os cortes nos investimentos do governo, as medidas cirúrgicas propostas pelo FMI, o recuo das ajudas humanitárias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;A miséria nutre a inércia dos miseráveis. Antevejo, porém, o inconformismo da classe média que, nos EUA e na União Européia, acalentava o sonho de enriquecer. A periferia de Londres entra em ebulição, as praças da Espanha e da Itália são ocupadas por protestos. Tantas poupanças a se volatilizarem como fumaça nas chaminés do cassino global!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Temo que a onda de protestos dê sinal verde ao neofascismo. Em nome da recuperação do sistema financeiro(dirão: “retomada do crescimento”), nossas democracias apelarão às forças políticas que prometem mais ouro aos ricos e sonhos, meros sonhos, aos pobres. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Nos EUA, a derrota de Obama na eleição de 2012 revigorará o preconceito aos negros e o fundamentalismo do “tea party” incrementará o belicismo, a guerra como fator de recuperação econômica. A direita racista e xenófoba assumirá os governos da União Européia, disposta a conter a insatisfação e os protestos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Enquanto isso, a criança somali terá sua dor sanada pela morte precoce. E a Somália se multiplicará pelas periferias das grandes metrópoles e dos países periféricos afetados em suas frágeis economias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Ora, deixemos o pessimismo para dias melhores! É hora de reacender e organizara esperança, construir outros mundos possíveis, substituir a globo colonização pela globalização da solidariedade.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Sobretudo, transformar a indignação em ação efetiva por um mundo ecologicamente sustentável, politicamente democrático e economicamente justo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Fonte: Fábio Oliveira – &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:fabioxoliveira2007@gmail.com"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana;"&gt;fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-7575802153574203217?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/7575802153574203217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=7575802153574203217' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/7575802153574203217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/7575802153574203217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/10/um-grito-mudo.html' title='UM GRITO MUDO'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-5112999065676964463</id><published>2011-09-29T19:16:00.000-03:00</published><updated>2011-09-29T19:16:49.847-03:00</updated><title type='text'>O PECADO MAIOR DO CAPITALISMO: O RISCO DE ECOCÍDIO E DO BIOCÍDIO</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Leonardo Boff&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O capitalismo é um modo de produção social e uma cultura. Como modo de produção destruiu o sentido originário de economia que desde os clássicos gregos até o século XVIII significava a técnica e a arte de satisfazer as necessidades da oikos. Quer dizer, a economia tinha por objetivo atender satisfatoriamente as carências da casa, que tanto podia ser a moradia mesma, a cidade, o país quanto a casa comum, a Terra. Com sua implantação progressiva a partir do século XVII do sistema do capital - a expressão capitalismo não era usada por Marx, mas foi introduzida por Werner Sombart 1902 - muda-se a natureza da economia. A partir de agora ela representa uma refinada e brutal técnica de criação de riqueza por si mesma, desvinculada do oikos, da referência à casa. Antes pelo contrário, destruindo a casa em todas as suas modalidades. E a riqueza que se quer acumular é menos para ser desfrutada do que para gerar mais riqueza numa lógica desenfreada e, no termo, absurda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A lógica do capital é essa: produzir acumulação mediante a exploração. Primeiro, exploração da força de trabalho das pessoas, em seguida a dominação das classes, depois a submissão dos povos e, por fim, a pilhagem da natureza. Funciona aqui uma única lógica linear e férrea que a tudo envolve e que hoje ganhou uma dimensão planetária. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Uma análise mesmo superficial entre ecologia e capitalismo identifica uma contradição básica. Onde impera a prática capitalista se envia ao exílio ou ao limbo a preocupação ecológica. Ecologia e capitalismo se negam frontalmente. Não há acordo possível. Se, apesar disso, a lógica do capital assume o discurso ecológico ou é para fazer ganhos com ele, ou para espiritualizá-lo e assim esvaziá-lo ou simplesmente para impossibilitá-lo e, portanto, destruí-lo. O capitalismo não apenas quer dominar a natureza. Quer mais, visa arrancar tudo dela. Portanto se propõe depredá-la.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Hoje, pela unificação do espaço econômico mundial nos moldes capitalistas, o saque sistemático do processo industrialista contra natureza e contra a humanidade torna o capitalismo claramente incompatível com a vida. A aventura da espécie homo sapiens e demens é posta em sério risco. Portanto, o arquiinimigo da humanidade, da vida e do futuro é o sistema do capital com a cultura que o acompanha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Coloca-se assim uma bifurcação: ou o capitalismo triunfa ao ocupar todos os espaços como pretende e então acaba com a ecologia e assim põe em risco o sistema-Terra ou triunfa a ecologia e destrói o capitalismo ou o submete a tais transformações e reconversões que não possa mais ser reconhecível como tal. Desta vez não há uma arca de Noé que salve a alguns e deixe perecer os outros. Ou nos salvamos todos ou pereceremos todos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Esta é a singularidade de nosso tempo e a urgência das reflexões e dos alarmes que aqui são partilhados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Dizíamos que o capitalismo produziu ainda uma cultura, derivada de seu modo de produção assentado na exploração e na pilhagem... Toda cultura cria o âmbito das evidências cotidianas, das convicções inquestionáveis e, como tal, gesta uma subjetividade coletiva adequada a ela. Sem uma cultura capitalista que veicula as mil razões justificadoras da ordem do capital, o capitalismo não sobreviveria. A cultura capitalista exalta o valor do indivíduo, garante a ele a apropriação privada da riqueza, feita pelo trabalho de todos, coloca como mola de seu dinamismo a concorrência de todos contra todos, visa maximalizar os ganhos com o mínimo de investimento possível, procura transformar tudo em mercadoria, desde a mística, o sexo até o lazer para ter sempre benefícios e ainda instaura o mercado, hoje mundializado, como o mecanismo articulador de todos os produtos e de todos os recursos produtivos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Se alguém buscar solidariedade, respeito às alteridades, com-paixão e veneração face à vida e ao mistério do mundo não os busque na cultura do capital. Errou de endereço, pois ai encontra tudo ao contrário. George Soros, um dos maiores especuladores das finanças mundiais e profundo conhecedor da lógica da acumulação sem piedade (ele vive disso), afirma claramente que o capitalismo mundialmente integrado ameaça a todos os valores societários e democráticos, pondo em risco o futuro das sociedades humanas. Essa é, segundo ele, a crise do capitalismo que exige urgente solução para não irmos ao encontro do pior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Queremos mostrar como o capitalismo, como modo de produção e como cultura, inviabiliza a ecologia tanto ambiental, quanto social. Deixado à lógica de sua voracidade, pode cometer o crime da ecocídio, do biocídio e, no limite, do geocídio. Razão suficiente para os humanos que amam a vida e que querem herdar aos seus filhos e netos uma casa comum habitável se oporem sistematicamente às suas pretensões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;1. Capitalismo e destruição da ecologia &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Comecemos com a ecologia ambiental e sua referência à lógica do capital. A esse respeito, os cenários acerca do futuro da Terra, na perspectiva do meio-ambiente e da qualidade de vida, são dramáticos. Grandes analistas confessam que o tempo atual se assemelha muito às épocas de grande ruptura no processo da evolução, épocas caracterizadas por extinções em massa (2). Efetivamente, a humanidade se encontra diante de uma situação inaudita. Deve decidir se quer continuar a viver ou se escolhe sua própria autodestruição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O risco não vem de alguma ameaça cósmica, mas da própria atividade humana. Pela primeira vez no processo conhecido de hominização -, o ser humano se deu os instrumentos de sua própria destruição. Criou-se o princípio de autodestruição que tem no princípio de responsabilidade sua contrapartida. De agora em diante a existência da biosfera estará à mercê da decisão humana. Para continuar a viver o ser humano deverá positivamente querê-lo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Os indicadores são alarmantes. Deixam transparecer pouco tempo para as mudanças necessárias. Estimativas otimistas estabelecem a data-limite o ano 2030-2034 (3). A partir daí, caso não se tomarem medidas urgentes e eficazes, a sustentabilidade do sistema-Terra não estará mais garantida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Precisamos mais do que nunca de sabedoria. Sabedoria, para priorizar as ações concertadas que visem a sustentabilidade da Terra como planeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Entre outros, três são os nós problemáticos (3), criados pela ordem do capital, que devem ser desatados: o nó da exaustão dos recursos naturais, o nó da sustentabilidade da Terra e o nó da injustiça social mundial. Vamos por partes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;a) O nó da exaustão dos recursos naturais &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Já há séculos, principalmente, embora não exclusivamente, sob o modo de produção capitalista, a Terra vem sendo sistematicamente depredada. A cada dia desaparecem para sempre 10 espécies de seres vivos. Desde o tempo do desaparecimento dos dinossauros 65 milhões de anos atrás nunca se viu tão rápida dizimação. Com eles some para sempre uma biblioteca de conhecimentos que a própria natureza sabiamente havia acumulado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A partir de l972 a desertificação no mundo cresceu igual ao tamanho de todas as terras cultivadas da China e da Nigéria juntas. Perdeu-se cerca de 480 milhões de toneladas de solo fértil, o equivalente às terras agricultáveis da Índia e da França combinadas. 65% das terras, um dia cultiváveis, já não o são. A irrigação extensiva associada à utilização de substâncias químicas leva à salinização das águas por não terem tempo de refazer os nutrientes perdidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Metade das florestas existentes no mundo em l950 foram abatidas. Somente nos últimos 30 anos foram derrubados 600 mil km2 da floresta amazônica brasileira, o equivalente à Alemanha unida ou a duas vezes o Zaire.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os imensos reservatórios naturais de água, formados ao longo de milhões e milhões de anos, foram neste século sistematicamente bombeados e estão próximos à exaustão. Nos inícios do próximo milênio, a água potável será um dos recursos naturais mais escassos. Far-se-ão guerras para garantir o acesso às fontes de água potável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O petróleo e o carvão, formados ao longo de 100 milhões de anos e depositados nas profundezas da Terra ter-se-ão exaurido nos meados do próximo século. Tanto a água quanto o carbono foram sepultados cuidadosamente pela Terra para estabilizar seu clima. Agora foram trazidos à tona e devolvidos ao espaço com desequilíbrios que ainda não podemos adequadamente medir. Por volta do ano 2030 o cobre, a bauxita, o zinco, o fosfato e o cromato ter-se-ão extinguido quase totalmente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Por detrás deste processo de pilhagem, se oculta uma imagem reducionista da Terra. Ela é vista apenas como um reservatório morto de recursos a serem explorados. Não é contemplada como um supersistema sutilmente articulado em sistemas e subsistemas onde rochas, águas, atmosferas, micro-organismos, planetas, animais e seres humanos formam um todo orgânico e dinâmico com relações de interdependência e de sinergia que garantem a subsistência de todos e de cada um. A Terra não é respeitada em sua alteridade e autonomia nem se lhe reconhece nenhuma sacralidade. Muito menos ainda é amada como um superorganismo vivo, a Grande Mãe dos antigos, a Pacha Mama de nossos indígenas e a Gaia dos modernos cosmólogos. A humanidade sempre entendeu a Terra como algo vivo. Somente nos últimos séculos, dentro da cultura do capital pilhador, foi vista como algo inerte, um conjunto desarticulado de solos (continentes) e água (oceanos, lagos e rios).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;b) O nó da sustentabilidade da Terra &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quanto de agressão aguenta a Terra sem perder seu equilíbrio interno e se desestruturar? Chuvas ácidas matam lagos e fazem mirrar as florestas. Dejetos químicos contaminam as fontes de água potável, os oceanos e envenenam os solos. Pesticidas entram na cadeia alimentar e afetam a saúde dos seres vivos e das gerações que virão. Lixo nuclear é especialmente perigoso. Muitas substâncias permanecem radioativas pelos próximos 100.000 anos. Não há no horizonte nenhuma tecnologia que nos possa proteger contra seus malefícios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;As 60 mil armas nucleares construídas, num contexto de guerra mundial, se explodidas, podem originar o inverno nuclear. As finas partículas de fumaça provenientes das grandes queimadas por elas produzidas, junto com os elementos radioativos injetados na atmosfera, obscureceriam e resfriariam a Terra de forma mais aguda que nas eras glaciais do pleistoceno. Haveria um colapso da humanidade e de todo o sistema de vida, consequências perversas sempre negligenciadas pelas potências militaristas. Atualmente corremos o risco de que grupos terroristas tenham acesso à tecnologia das bombas e coloquem a humanidade e a Terra em situação de xeque-mate.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Grande risco para a vida do planeta representa a destruição da camada de ozônio. Ela fica na estratosfera entre 30 a 50 km da superfície da Terra e, como escudo, protege a vida contra as irradiações ultravioletas que são letais para todos os organismos vivos. O esgarçamento desta camada de ozônio é provocado pelos clorofluorcarbonos (CFC). Quimicamente trata-se de um material inerte e inofensivo que entra como fluido nas geladeiras, no ar acondicionado, nos desodorantes spray, nos extintores e na produção de isopor. Entretanto, ao alcançar a camada de ozônio, os raios ultravioletas dividem as moléculas destes gases. O cloro liberado destrói o escudo de ozônio. Consequentemente todos os seres vivos ficam expostos aos raios ultravioletas. Estes produzem câncer de pele, catarata, debilitação do sistema imunológico, distorções na ADN, danos à agricultura e à fotossíntese que responde pela cadeia alimentar de toda a Terra. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Outra ameaça importante é representada pelo aquecimento crescente da Terra, consequência do tipo de sociedade consumista de recursos que poluem. É o assim chamado efeito estufa. A queima de petróleo, de carvão e de florestas libera o dióxido de carbono. Este juntamente com outros gases como o metano, o flúor e o óxido de nitrogênio absorvem raios infravermelhos, formando uma espécie de estufa. Ela esquenta a atmosfera. No último século aumentou entre 0,3 e 0,6º C. o calor da Terra. Para os próximos 100 anos calcula-se um aumento de 1,5 º C a 5,5º C. Tais mudanças provocarão desastres descomunais como secas e o degelo das calotas polares. As inundações das costas marítimas, onde vivem 60% da população mundial, causariam milhões de emigrados e de vítimas. Muitas espécies de seres vivos não se adaptariam e morreriam. Temos um exemplo no poderoso efeito estufa de Vênus, revelado pela nave espacial soviética Venera. Ai se mostra sua superfície toda crespada pelo calor. O efeito estufa da Terra não poderia ter consequências semelhantes? Os pesquisadores já há tempos nos advertem acerca desta eventualidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Que suportabilidade possui a Terra face a tantas agressões produzidas primordialmente pelo modo de produção capitalista? Ao longo do processo de sua formação, onde se verificaram imensas dizimações de espécies (na ordem de 80-90% no período cambriano há 570 milhões de anos), nosso planeta mostrou grande capacidade de resistência e regeneração. Agora, entretanto, teme-se que o efeito acumulativo das agressões chegue a um ponto crítico tal que quebre o equilíbrio físico-químico-biológico da Terra. Imensas catástrofes afetariam a biosfera e dizimariam milhões de seres humanos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;c) O nó da injustiça social mundial&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Por fim, passemos à ecologia social: quanto de injustiça e violência aguenta o espírito humano? É injusto e sem piedade que, na atual ordem do capital mundializado, 20% da humanidade detenha 83% dos meios de vida (em l970 eram 70%) e os 20% mais pobres tenham que se contentar com apenas l,4% (em l960 era 2,3%) dos recursos. É injusto e cruel manter um bilhão de pessoas na extrema pobreza. É injusto e perverso deixar morrer anualmente 40 milhões de pessoas estritamente de fome. É injusto, perverso, cruel e sem piedade tolerar que l4 milhões de crianças morram anualmente antes de completar cinco dias de vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Este cataclisma social não é inocente nem natural. É resultado direto de uma forma de organização econômico-política e social que privilegia uns poucos à custa da exploração e da miséria das grandes maiorias. Projetou-se um tipo de desenvolvimento sem medir as consequências sobre a natureza e sobre as relações sociais. Ele é altamente predatório e iníquo. Por isso constitui uma armadilha do sistema capitalista o assim chamado desenvolvimento sustentável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quando analisado, ele representa uma contradição nos termos. A categoria desenvolvimento é tirada da área da economia, por suposto, daquela imperante, a capitalista. O desenvolvimento capitalista, na verdade, deveríamos dizer, crescimento, apresenta-se profundamente desigual. Por um lado cria acumulação apropriada por uns poucos à custa da exploração e do prejuízo das grandes maiorias. Esse crescimento pretende ser linear e sempre crescente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A categoria sustentabilidade provém de outro âmbito, da biologia e da ecologia. Sustentabilidade significa aqui a capacidade que um ecossistema possui de incluir a todos, de manter um equilíbrio dinâmico que permita a subsistência da maior biodiversidade possível. Mais que um processo linear, trata-se de um processo complexo, circular, de inter-retro-dependências, sem explorar ou marginalizar ninguém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Como se depreende, sustentabilidade e desenvolvimento capitalista se negam mutuamente; não é uma expressão que componha os interesses da produção humana com os interesses da conservação ecológica; antes pelo contrário, os nega e os destrói. O que se precisa é uma sociedade sustentável que se dá a si o desenvolvimento que precisa para satisfazer adequadamente as necessidades de todos, também do entorno biótico. O que se demanda é um planeta sustentável que possa manter seu equilíbrio dinâmico, refazer suas perdas e manter-se aberto a ulteriores formas de desenvolvimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Se bem repararmos, o sistema do capital se mantém pelo medo. Para se perpetuar, recorre permanentemente à violência econômica. Quando preciso, também à agressão militar. Por isso a cada minuto destina um milhão e 800 mil dólares para armas de morte. Cobra ao grande Sul, a cada dois dias, cerca de l80.000 a 200.000 pessoas, sacrificadas no altar do deus Mamona (mercado mundial), como se sobre ele se lançasse, de dois em dois dias, uma bomba atômica como em l945 sobre Hieroshima-Nagasaki.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O efeito perverso é inegável: a grande maioria da humanidade não tem sustentabilidade. Vive diariamente uma catástrofe. Tal violência configura uma agressão à Terra, pois os seres humanos são a própria Terra em sua dimensão consciente e inteligente. A injustiça social se mostra, assim, como uma injustiça ecológica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Voltamos a perguntar: quanto de violência a Terra pode ainda tolerar sem quebrar-se como sistema? Além de termos sido no passado suicidas, homicidas e etnocidas começamos agora a ser ecocidas. O sistema do capital não nos levará a sermos no futuro não muito distante também geocidas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;2. Ou mudamos ou nos destruiremos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Alcançamos nos dias atuais um ponto em que as virtualidades do nosso paradigma civilizacional, de perfil capitalista, não conseguem dar conta dos nós problemáticos acima apontados. Pelo contrário: dramatizam ainda mais a situação e aceleram as forças destrutivas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Entretanto, há sinais de esperança. Já a partir dos inícios deste século, o paradigma moderno começou, teoricamente, a ser erodido pela física quântica, pela teoria da relatividade, pela nova biologia, pela ecologia e pela filosofia crítica. Estava surgindo então um novo paradigma. Ele tem um caráter contrário àquele capitalista; é holístico, sistêmico, inclusivo, pan-relacional e espiritual. Entende o universo não como uma coisa ou justaposição de coisas e objetos. Mas como um sujeito no qual tudo tem a ver com tudo, em todos os pontos, em todas as circunstâncias e em todas as direções, gerando uma imensa solidariedade cósmica. Cada ser depende do outro, sustenta o outro, participa do desenvolvimento do outro, comungando de uma mesma origem, de uma mesma aventura e de um mesmo destino comum. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O universo (desde as energias mais originárias e as partículas mais elementares até a mente humana) constitui uma comunidade de sujeitos, pois todos os seus componentes (o próprio universo como um todo orgânico), vêm caracterizados por aquilo que constitui um sujeito: a interatividade, a historicidade, a interioridade e a intencionalidade. Ele está inserido num imenso processo evolutivo, auto-criativo e auto-organizativo que se manifesta de muitas formas, seja como matéria e energia, seja como informação e complexidade, seja como consciência e interioridade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Ao invés de ser um universo atomístico, composto de partículas discretas - universo cuja complexidade cabe ser quebrada em componentes menores e mais simples - agora este universo é considerado como um todo relacional, inter-retro-conectado com tudo e maior que a soma de suas partes. A natureza da matéria, quando analisada com mais profundidade, não aparece como estática e morta, mas como uma dança de energias e de relações para todas as direções. A Terra não é mais vista como um conglomerado de matéria inerte (os continentes) e água (os oceanos, lagos e rios), mas como um superorganismo vivo, Gaia, articulando todos os elementos, as rochas, a atmosfera, os seres vivos e a consciência num todo orgânico, dinâmico, irradiante e cheio de propósito, parte de um todo ainda maior que nos inclui: o universo em cosmogênese, em expansão e perpassado de consciência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Esta visão fornece a base para uma nova esperança, para uma sabedoria mais alta e para um projeto civilizacional alternativo àquele dominante hoje, o do capitalismo mundialmente integrado. Ela nos permite passar do sentimento de perda e de ameaça, que o cenário atual nos provoca ao sentimento de pertença, de promessa e de um futuro melhor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quatro eixos dão consistência ao novo paradigma, que se distancia enormemente do capitalismo: a busca da sustentabilidade ecológica e econômica, baseada numa nova aliança de fraternidade/sororidade para com a natureza e entre os seres humanos; a acolhida da diversidade biológica e cultural, fundada na preservação e no respeito a todas as diferenças e no desenvolvimento de todas as culturas; o incentivo à participação nas relações sociais e nas formas de governo, inspiradas na democracia entendida como valor universal a ser vivido em todas as instâncias (família, escola, sindicatos, igrejas, movimentos de base, nas fábricas e nos aparelhos de estado) e com todo o povo; o cultivo da espiritualidade como expressão da profundidade humana, que se sente parte do todo, capaz de valores, de solidariedade, de compaixão e de diálogo com a Fonte originária de todos os seres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Este novo paradigma não é ainda hegemônico. Perdura vastamente ainda aquele da modernidade burguesa e capitalista, atomístico, mecânico, determinístico e dualista, apesar de sua refutação teórica e prática. Perdura porque é funcional aos propósitos das classes dominantes mundiais. Elas mantém o povo e até pessoas de formação elevada na ignorância acerca da nova visão do mundo. Continua a impôr um sistema global cujos frutos maiores são a dominação, a exclusão e a destruição. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas a crise ecológica mundial e o curto prazo que dispomos para as mudanças necessárias conferem atualidade e vigor ao novo paradigma. Ele é subversivo para a ordem vigente. Precisamos de uma nova revolução, uma revolução civilizacional. Ela será de natureza diversa daquelas nascidas a partir da revolução do neolítico, especialmente daquela propiciada pela cultura do capital. Terá por base e inspiração a nova cosmologia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas para isso, temos que mudar nossa forma de pensar, de sentir, de avaliar e de agir. Dentro do sistema do capital não há salvação para as grandes maiorias da humanidade, para os ecossistemas e para o planeta Terra. Devemos ter mais sabedoria que poder, mais veneração que saber, mais humildade que arrogância, mais vontade de sinergia que de auto-afirmação, mais vontade de dizer nós do que dizer eu como o faz sistematicamente a cultura do capital. Por estas atitudes os seres humanos poderão se salvar e salvar o seu belo e radiante Planeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Esposamos a idéia de que estamos na crise de parto, do nascimento de um novo patamar de hominização. Podemos, sim, nos destruir. Criamos para isso a máquina de morte. Mas ela pode ser sustada e transformada. O mesmo foguete gigante que transporta ogivas atômicas, pode ser usado para trocar a rota de asteróides ameaçadores da Terra. É a hora de darmos o salto de qualidade e inaugurarmos uma aliança nova com a Terra. A chance está criada. Depende de nós sua realização feliz ou o seu inteiro fracasso. Desta vez não nos é permitido nem protelar nem errar de objetivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Rejeitamos a idéia de que os 4,5 bilhões de anos de formação da Terra tenham servido a sua destruição. As crises e o sofrimento se ordenam a uma grande aurora. Ninguém poderá detê-la. Uma nova revolução civilizacional está por nascer e já dá os primeiros vagidos. De uma época de mudança passamos à mudança de época.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;3. Que sonhos nos orientam?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Uma nova civilização surge quando se encontram respostas concretas às seguintes demandas, deixadas de lado pela ordem capitalista: Que utopias nos abrem o futuro? Que valores novos dão sentido à nossa vida pessoal e social? Que práticas novas mudam as relações sociais? Que cuidado desenvolvemos para com a natureza e que benevolência e compaixão suscitamos para com todos os seres da criação? Que novas tecnologias utilizamos que não neguem a poesia e a gratuidade? Que fraternidade e sororidade estabelecemos entre todos os povos e culturas? Que nome damos ao Mistério que nos circunda e com que símbolos, festas e danças o celebramos? Numa palavra: quais são os sonhos que nos dão esperança?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os sonhos são da maior importância. Morrem as ideologias e envelhecem as filosofias. Mas os sonhos permanecem. São eles o húmus que permite continuamente projetar novas formas de convivência social e de relação para com a natureza. Com acerto escrevia o cacique pele vermelha Seattle, ao governador Stevens, do Estado de Washington em l856, quando este forçou a venda das terras indígenas aos colonizadores europeus. O cacique, com razão, não entendia por que se queria comprar a terra, a aragem, o verde das plantas e o esplendor da paisagem. Neste contexto refletia que os peles vermelhas compreenderiam o por quê e a civilização dos brancos "se conhecessem os sonhos do homem branco, se soubessem quais as esperanças que transmite a seus filhos e filhas nas longas noites de inverno e quais as visões de futuro que oferece para o dia de amanhã".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Qual é o nosso sonho? Que esperança transmitimos aos jovens? Que visões de futuro ocupam as mentes e o imaginário coletivo através das escolas, dos meios de comunicação e de nossa capacidade de criar valores?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;As respostas a estas indagações geram um novo padrão civilizatório, radicalmente diferente daquele capitalismo. Descendo ao concreto do dia-a-dia, face às transformações que atingem os fundamentos de nossa civilização atual indagamos: Quais são os atores sociais que propõem um novo sonho histórico e desenham um novo horizonte de esperança? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quem são os sujeitos coletivos gestores da nova civilização? Sem detalharmos a resposta podemos dizer que eles se encontram em todas as culturas e em todos os quadrantes da Terra. Eles irrompem de todos os estratos sociais e de todas as tradições espirituais. Eles estão em todas as partes. Mas principalmente são os que se sentem insatisfeitos com o atual modo de viver, de trabalhar, de sofrer, de se alegrar e de morrer, em particular, os excluídos, oprimidos e marginalizados. São aqueles que, mesmo dando pequenos passos, ensaiam um comportamento alternativo e enunciam pensamentos criadores. São ainda aqueles que ousam organizar-se ao redor de certas buscas, de certos níveis de consciência, de certos valores, de certas práticas e de certos sonhos, de certa veneração do Mistério e juntos começam a criar visões e convicções que irradiam uma nova vitalidade em tudo o que pensam, projetam, fazem e celebram. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Por tais sendeiros desponta a nova civilização que será de agora em diante não mais regional, mas coletiva e planetária, e, esperamos, que signifique a superação histórica do capitalismo e, por isso, mais solidária, mais ecológica, mais integradora e mais espiritual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;4. A civilização da re-ligação&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Que nome vamos dar ao novo que está emergindo? Ensaiamos uma resposta: será uma civilização mais sintonizada com a lei fundamental do universo que é a panrelacionalidade, a sinergia e a complementaridade, valores sistematicamente negados pela cultura do capital. Será, numa palavra, a civilização da re-ligação de tudo com tudo e de todos com todos (11). Por isso será uma civilização que dará centralidade à re-ligião, não simplesmente como uma instituição consagrada, mas como aquela instância que se propõe a re-ligar todas as coisas entre si porque as vê re-ligadas ubilicalmente à Fonte de todo ser. Esta civilização será re-ligiosa ou não será. Pouco importa o tipo de religião, ocidental, oriental, antiga, moderna. Com tanto que seja aquela experiência radical que consiga re-ligar todas as coisas e gestar um sentido de totalidade e de integração. Então poderá surgir a civilização da etapa planetária, da sociedade terrenal, a primeira civilização da humanidade como humanidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Sentir-nos-emos todos enredados numa mesma consciência coletiva, numa mesma responsabilidade comum, dentro de uma mesma e única arca de Noé que é a nave espacial azul-branca, a Terra. Esta nova civilização não é apenas um desiderato e um sonho ridente. Ela está em curso. Queremos apenas nos deter num poderoso sinal: a mundialização e a globalização.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Trata-se de um processo irreversível. Representa indiscutivelmente uma etapa nova na história da Terra e do ser humano. Estamos rumando para a constituição de uma única sociedade-mundo, uma república global, que mais e mais demanda uma gestão central para as questões que interessam a todos os humanos como a alimentação, a saúde, a moradia, a educação a comunicação, a paz e a salvaguarda da Terra. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É verdade que estamos ainda na idade de ferro deste processo. É a fase da globalização competitiva que não inaugurou ainda a globalização cooperativa, pois ela se realiza sob o signo do econômico de molde capitalista, portanto, com contradições e conflitos provocados pela concorrência, pela vontade de acumulação desenfreada, de lucro a qualquer preço e pela luta de classes a nível mundial. Este modo de produção, hoje mundialmente articulado, transforma tudo em mercadoria, do gene humano à informação, do sexo à mística. A mercadoria, pela habilidade do marketing, vira um fetiche para induzir ao consumo e visar o lucro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Precisamos de uma outra economia que se estruture ao redor da produção do suficiente para todos, seres humanos e demais seres vivos da criação. A economia imperante, do crescimento crescente e linear, faz violência à Terra e é parcamente participativa e, por isso, injusta. Mas somente se alcançará esta nova economia política caso predomine uma outra escala de valores. Ao invés do egoísmo pessoal e coletivo, do lucro individual e empresarial deve prevalecer a solidariedade, a participação e a parceria. No modelo vigente de concorrência e de triunfo do mais forte, somente um lado ganha. Todos os outros perdem. No novo modelo sonhado e possível, todos ganham e ninguém perde, também ninguém é vítima de exclusão porque tudo será estruturado ao redor da vida, da sinergia e da cooperação. Então, sim, teremos a globalização cooperativa e sociedades nas quais todos podem caber.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas, quer queiramos ou não, está já se anunciando o dia em que a mundialização não será só econômica. Far-se-á também sob o signo da ética, do senso da com-paixão universal, da descoberta da família humana e das pessoas dos mais diferentes povos, como sujeitos de direitos incondicionais, direitos que não dependem do dinheiro que temos no bolso, nem da cor de nossa pela, nem da religião que professamos nem do time de futebol para o qual torcemos. Estaremos todos sob o mesmo arco-íris da solidariedade, do respeito e valorização das diferenças e movidos pela amorização que nos faz a todos irmãos e irmãs. Será a era ecozóica como alguns já o &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;formularam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Far-se-á também na esfera da política que deverá reconstruir as relações de poder, não mais na forma de dominação/exploração sobre as pessoas e a natureza, mas na forma da mutualidade biofílica (=reciprocidade entre os seres vivos) e da colaboração entre todos os povos, base para a convivência coletiva em justiça, em paz e em aliança fraternal/sororal com a natureza. Ela deverá se organizar ao redor de uma meta comum: garantir o futuro do sistema-Terra, e as condições para o ser humano poder continuar a viver e a se desenvolver como já vem fazendo há cerca de oito milhões de anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Por fim haverá uma mundialização da experiência do Espírito no cultivo das energias espirituais que pervadem o universo, trabalham a profundidade humana e das culturas e reforçam a sinergia, a solidariedade, o amor à vida a partir dos mais ameaçados e a veneração do Mistério inefável que tudo gera, tudo perpassa e tudo sustenta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Estamos diante de um experimento sem precedentes na história da humanidade. O futuro, para tornar-se presente, não poderá ser a continuação do passado, nem uma nova expressão da cultura do capital. Este nos conduziria ao destino dos dinossauros que abruptamente desapareceram. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Essa é a grande lição que devemos tirar: Ou mudamos ou perecemos. Ou trilhamos o caminho de Emaus da partilha e da hospitalidade para com todos os habitantes da nave-espacial Terra ou então experimentaremos o caminho da Babilônia, da tribulação da desolação. Desta vez não nos é permitida a ilusão acerca da gravidade da situação atual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Entretanto, vigora uma inarredável esperança. Desde que surgiram os vertebrados há 570 milhões de anos e em sua sequência o homo sapiens e demens, a Terra conheceu l5 grandes dizimações nas quais seu capital biótico foi quase dizimado. Mas a vida sempre triunfou. Cada vez pôde refazer-se. Como numa espécie de vendetta da própria evolução, cresceu a biodiversidade. Essa lógica da seta do tempo evolucionário se mantém para a situação atual. Por isso mantemos fundada esperança de que a solidariedade triunfa sobre o individualismo capitalista e a vida se sobrepõe à morte, fazendo-a um momento transformador de sua própria dinâmica vital, como a evolução, em seu já longo caminhar, o comprova.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E chegaremos a uma etapa civilizatória a partir da qual olharemos para o passado capitalista como um momento sombrio da humanidade, esquecida de sua própria essência feita de relações, de cuidado, de enternecimento e de sentido de pertença a todos os seres e ao inteiro universo. Agora libertada deste pesadelo, ela poderá evoluir conjuntamente com os demais seres e dentro de processos sociais nos quais seja menos difícil expressarmos nossa veneração, nossa amizade e nosso amor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Fonte: Fábio Oliveira – &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:fabioxoliveira2007@gmail.com"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana;"&gt;fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Fabioxoliveira.blog.uol.com.br/&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-5112999065676964463?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/5112999065676964463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=5112999065676964463' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/5112999065676964463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/5112999065676964463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/09/o-pecado-maior-do-capitalismo-o-risco.html' title='O PECADO MAIOR DO CAPITALISMO: O RISCO DE ECOCÍDIO E DO BIOCÍDIO'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-2865299042363776476</id><published>2011-09-17T11:40:00.000-03:00</published><updated>2011-09-17T11:40:25.780-03:00</updated><title type='text'>CONTRIBUIÇÃO DA AMÉRICA LATINA PARA UMA GEOSOCIEDADE</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Leonardo Boff, Teólogo e Filósofo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Por todas as partes no mundo cresce a resistência ao sistema de dominação do capital globalizado pelas grandes corporações multilaterais sobre as nações, as pessoas concretas e sobre a natureza. Está surgindo, bem ou mal, um design ecologicamente orientado por práticas e projetos que já ensaiam o novo. A base é sempre a economia solidária, o respeito aos ciclos da natureza, a sinergia com a Mãe Terra, a economia a serviço da vida e não do lucro e uma política sustentada pela hospitalidade, pela tolerância, pela colaboração e pela solidariedade entre os mais diferentes povos, demovendo destarte as bases para o fundamentalismo religioso e político e do terrorismo que assistimos nos EUA e agora na Noruega.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Entre muitos projetos existentes na América Latina como a economia solidária, a agricultura orgânica familiar, as energias alternativas limpas, a Via Campesina, o Movimento Zapatista e outros queremos destacar dois pela relevância universal que representam: o primeiro é o “Bem Viver” e o segundo a “Democracia Comunitária e da Terra”, como expressão de um novo tipo de socialismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;O “Bem Viver”está presente ao longo de todo o continente Abya Yala (nome indígena para o Continente sul americano), do extremo norte até o extremo sul, sob muitos nomes dos quais dois são as mais conhecidos: suma qamaña (da cultura aymara) esuma kawsay (da cultura quéchua). Ambas significam: “o processo de vida em plenitude”. Esta resulta da vida pessoal e social em harmonia e equilíbrio material e espiritual. Primeiramente é um saber viver e em seguida um saber conviver: com os outros, com a comunidade, com a Divindade, com a Mãe Terra,com suas energias presentes nas montanhas, nas águas, nas florestas, no sol, na lua, no fogo e em cada ser. Procura-se uma economia não da acumulação de riqueza mas da produção do suficiente e do decente para todos, respeitando os ciclos da Pacha Mama e as necessidades das gerações futuras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Esse “Bem Viver” não tem nada a ver com o nosso “Viver Melhor” ou “Qualidade de Vida”.O nosso Viver Melhor supõe acumular meios materiais, para poder consumir mais dentro da dinâmica de um progresso ilimitado cujo motor é a competição e a relação meramente de uso da natureza, sem respeitar seu valor intrínseco e sem se reconhecer parte dela.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Para que alguns possam viver melhor, milhões têm que viver mal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;O “Bem Viver” não se identifica simplesmente com o nosso “Bem Comum”, pensado somente em função dos seres humanos em sociedade, num antropo e sociocentrismo inconsciente. O “Bem Viver” abarca tudo o que existe, a natureza com seus diferentes seres, todos os humanos, a busca do equilíbrio entre todos também com os espíritos, com os sábios (avôs e avós falecidos), com Deus, para que todos possam conviver harmonicamente. Não se pode pensar o “Bem Viver” sem a comunidade, a mais ampliada possível, humana, natural, terrenal e cósmica. A “minga” que é o trabalho comunitário, expressa bem este espírito de cooperação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Essa categoria do “Bem Viver” e do “Viver Bem” entrou nas constituições do Equador e da Bolívia. A grande tarefa do Estado é poder criar as condições deste “Bem Viver” para todos os seres e não só para os humanos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Esta perspectiva, nascida na periferia do mundo, com toda sua carga utópica, se dirige a todos, pois é uma tentativa de resposta à crise atual. Ela poderá garantir o futuro da vida, da humanidade e da Terra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;A outra contribuição latino americana para um outro mundo possível é a “Democracia Comunitária e da Terra”. Trata-se de um tipo de vida social, existente nas culturas da Abya Yala, reprimida pela colonização mas que agora, com o movimento indígena resgatando sua identidade, está atraindo o olhar dos analistas. É uma forma de participação que vai além da democracia clássica representativa e participativa, de cunho europeu. Ela as inclui, mas aporta um elemento novo: a comunidade como um todo; esta participa na elaboração dos projetos, de sua discussão, da construção do consenso e de sua implementação. Ela pressupõe já uma vida comunitária estabelecida na população.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Ela se distingue do outro tipo de democracia por incluir toda a comunidade, a natureza e a Mãe Terra. Reconhecem-se os direitos da natureza, dos animais, das florestas, das águas, como aparece nas constituições novas do Equador e da Bolívia. Faz-se uma ampliação da personalidade jurídica aos demais seres,especialmente à Mãe Terra. Pelo fato de serem vivos, possuem um valor intrínseco e são portadores de dignidade e direitos e por isso são merecedores de respeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;A democracia será então sócio-terrenal-planetária, a democracia da Terra. Há os que dizem: tudo isso é utopia. E de fato é. Mas uma utopia necessária. Quando tivermos superado a crise da Terra (se a superarmos) o caminho da Humanidade seria este: globalmente nos organizarmos ao redor do “Bem Viver” e de uma “Democracia da Terra”, da “Biocivilização” (Sachs). Já existem Sinais antecipadores deste futuro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Fonte: Fábio Oliveira – &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:fabioxoliveira2007@gmail.com"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana;"&gt;fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Fabioxoliveira.blog.uol.com.br/&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-2865299042363776476?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/2865299042363776476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=2865299042363776476' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/2865299042363776476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/2865299042363776476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/09/contribuicao-da-america-latina-para-uma.html' title='CONTRIBUIÇÃO DA AMÉRICA LATINA PARA UMA GEOSOCIEDADE'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-7661576385896979938</id><published>2011-08-28T17:32:00.000-03:00</published><updated>2011-08-28T17:32:55.612-03:00</updated><title type='text'>CRISE TERMINAL DO CAPITALISMO?</title><content type='html'>  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Leonardo Boff, teólogo e filósofo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;"Tenho sustentado que a crise atual do capitalismo é mais que conjuntural e estrutural.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É terminal. Chegou ao fim o gênio do capitalismo de sempre adaptar-se a qualquer circunstância. Estou consciente de que são poucos que representam esta tese. No entanto, duas razões me levam a esta interpretação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;A primeira é a seguinte: a crise é terminal porque todos nós, mas particularmente, o capitalismo, encostamos nos limites da Terra. Ocupamos, depredando, todo o planeta, desfazendo seu sutil equilíbrio e exaurindo excessivamente seus bens e serviços a ponto dele não conseguir, sozinho, repor o que lhes foi sequestrado. Já nos meados do século XIX Karl Marx escreveu profeticamente que a tendência do capital ia em direção de destruir as duas fontes de sua riqueza e reprodução: a natureza e o trabalho. É o que está ocorrendo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;A natureza, efetivamente, se encontra sob grave estresse, como nunca esteve antes, pelo menos no último século, abstraindo das 15 grandes dizimações que conheceu em sua história de mais de quatro bilhões de anos. Os eventos extremos verificáveis em todas as regiões e as mudanças climáticas tendendo a um crescente aquecimento global falam em favor da tese de Marx. Como o capitalismo vai se reproduzir sem a natureza? Deu com a cara num limite intransponível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;O trabalho está sendo por ele precarizado ou prescindido. Há grande desenvolvimento sem trabalho. O aparelho produtivo informatizado e robotizado produz mais e melhor, com quase nenhum trabalho. A consequência direta é o desemprego estrutural. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Milhões nunca mais vão ingressar no mundo do trabalho, sequer no exército de reserva. O trabalho, da dependência do capital,passou à prescindência. Na Espanha o desemprego atinge 20% no geral e 40% e entre os jovens. Em Portugal 12% no país e 30% entre os jovens. Isso significa grave crise social, assolando neste momento a Grécia. Sacrifica-se toda uma sociedade em nome de uma economia, feita não para atender as demandas humanas, mas para pagar a dívida com bancos e com o sistema financeiro. Marx tem razão:o trabalho explorado já não é mais fonte de riqueza. É a máquina.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;A segunda razão está ligada à crise humanitária que o capitalismo está gerando. Antes se restringia aos países periféricos. Hoje é global e atingiu os países centrais. Não se pode resolver a questão econômica desmontando a sociedade.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;As vítimas, entrelaçadas por novas avenidas de comunicação, resistem, se rebelam e ameaçam a ordem vigente. Mais e mais pessoas, especialmente jovens, não estão aceitando a lógica perversa da economia política capitalista: a ditadura das finanças&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;que via mercado submete os Estados aos seus interesses e o rentitentismo dos capitais especulativos que circulam de bolsas em bolsas, auferindo ganhos sem produzir absolutamente nada, a não ser mais dinheiro para seus rentistas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Mas foi o próprio sistema do capital que criou o veneno que o pode matar: ao exigir dos trabalhadores uma formação técnica cada vez mais aprimorada para estar à altura do crescimento acelerado e de maior competitividade, involuntariamente criou pessoas que pensam. Estas, lentamente, vão descobrindo a perversidade do sistema que esfola as pessoas em nome da acumulação meramente material, que se mostra sem coração ao exigir mai se mais eficiência a ponto de levar os trabalhadores ao estresse profundo, ao desespero e, não raro, ao suicídio, como ocorre em vários países e também no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;As ruas de vários países europeus e árabes, os “indignados” que enchem as praças de Espanha e da Grécia são manifestação de revolta contra o sistema político vigente a reboque do mercado e da lógica do capital. Os jovens espanhóis gritam: “não é crise, é ladroagem”. Os ladrões estão refestelados em Wall Street, no FMI e no Banco Central Europeu, quer dizer, são os sumo-sacerdotes do capital globalizado e explorador. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Ao agravar-se a crise, crescerão as multidões, pelo mundo afora, que não aguentam mais as conseqüências da super-exploracão de suas vidas e da vida da Terra e se rebelam contra este sistema econômico que faz o que bem entende e que agora agoniza, não por envelhecimento, mas por força do veneno e das contradições que criou,castigando a Mãe Terra e penalizando a vida de seus filhos e filhas."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Fonte: Fábio Oliveira – &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:fabioxoliveira2007@gmail.com"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana;"&gt;fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Fabioxoliveira.blog.uol.com.br/&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-7661576385896979938?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/7661576385896979938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=7661576385896979938' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/7661576385896979938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/7661576385896979938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/08/crise-terminal-do-capitalismo.html' title='CRISE TERMINAL DO CAPITALISMO?'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-8051992896967542361</id><published>2011-08-20T17:02:00.000-03:00</published><updated>2011-08-20T17:02:33.244-03:00</updated><title type='text'>DOENÇA CHAMADA HOMEM</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;  &lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&amp;nbsp;Autor: Leonardo Boff, filósofo e teólogo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;"Esta frase é de F. Nietzsche e quer dizer: o ser humano é um ser paradoxal, são e doente: nele vivem o santo e o assassino. Bioantropólogos, cosmólogos e outros afirmam: o ser humano é, ao mesmo tempo, sapiente e demente, anjo e demônio, dia-bólico e sim-bólico. Freud dirá que nele vigoram dois instintos básicos: um de vida que ama e enriquece a vida e outro de morte que busca a destruição e deseja matar. Importa enfatizar: nele coexistem simultaneamente as duas forças. Por isso, nossa existência não é simples mas complexa e dramática. Ora predomina a vontade de viver e então tudo irradia e cresce. Noutro momento, ganha a partida a vontade de matar e então irrompem violências e crimes como aquele que ocorreu recentemente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Podemos superar esta dilaceração no humano? Foi a pergunta que A. Einstein colocou numa carta de 30 de julho de 1932 a S. Freud: "Existe a possibilidade de dirigir a evolução psíquica a ponto de tornar os seres humanos mais capazes de resistir à psicose do ódio e da destruição”? Freud respondeu realisticamente: "Não existe a esperança de suprimir de modo direto a agressividade humana. O que podemos é percorrer vias indiretas, reforçando o princípio de vida (Eros) contra o princípio de morte (Thanatos). E termina com uma frase resignada: "esfaimados pensamos no moinho que tão lentamente mói que poderemos morrer de fome antes de receber a farinha”. Será este o nosso destino?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Por que escrevo isso tudo? É em razão do tresloucado que no dia 5 abril numa escola de um bairro do Rio de Janeiro matou à bala 12 inocentes estudantes entre 13-15 anos e deixou 12 feridos. Já se fizeram um sem número de análises, foram sugeridas inúmeras medidas como a da restrição da venda de armas, de montar esquemas de segurança policial em cada escola e outras. Tudo isso tem seu sentido. Mas não se vai ao fundo da questão. A dimensão assassina, sejamos concretos e humildes, habita em cada um de nós. Temos instintos de agredir e de matar. É da condição humana, pouco importam as interpretações que lhe dermos. A sublimação e a negação desta anti-realidade não nos ajuda. Importa assumi-la e buscar formas de mantê-la sob controle e impedir que inunde a consciência, recalque o instinto de vida e assuma as rédeas da situação. Freud bem sugeria: tudo o que faz criar laços emotivos entre os seres humanos, tudo o que civiliza, toda a educação, toda arte e toda competição pelo melhor, trabalha contra a agressão e a morte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;O crime perpetrado na escola é horripilante. Nós cristãos conhecemos a matança dos inocentes ordenada por Herodes. De medo que Jesus, recém-nascido, mais tarde iria lhe arrebatar o poder, mandou matar todas as crianças nas redondezas de Belém. E os textos sagrados trazem expressões das mais comovedoras: "Em Ramá se ouviu uma voz, muito choro e gemido: é Raquel que chora os filhos e não quer ser consolada porque os perdeu” (Mt 2,18). Algo parecido ocorreu com os familiares das vítimas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Esse fato criminoso não está isolado de nossa sociedade. Esta não tem violência. Pior. Está montada sobre estruturas permanentes de violência. Aqui mais valem os privilégios que os direitos. Marcio Pochmann, em seu Atlas Social do Brasil, nos traz dados estarrecedores: 1% da população (cerca de 5 mil famílias) controlam 48% do PIB e 1% dos grandes proprietários detém 46% de todas as terras. Pode-se construir uma sociedade de paz sobre semelhante violência social? Estes são aqueles que abominam falar de reforma agrária e de modificações no Código Florestal. Mais valem seus privilégios que os direitos da vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;O fato é que em pessoas perturbadas psicologicamente, a dimensão de morte, por mil razões subjacentes, pode aflorar e dominar a personalidade. Não perde a razão. Usa-a a serviço de uma emoção distorcida. O fato mais trágico, estudado minuciosamente por Erich Fromm (Anatomia da destrutividade humana, 1975) foi o de Adolf Hitler. Desde jovem foi tomado pelo instinto de morte. No final da guerra, ao constatar a derrota, pede ao povo que destrua tudo, envenene as águas, queime os solos, liquide os animais, derrube os monumentos, se mate como raça e destrua o mundo. Efetivamente ele se matou e todos os seus seguidores próximos. Era o império do princípio de morte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Cabe a Deus julgar a subjetividade do assassino da escola de estudantes. A nós cabe condenar o que é objetivo, o crime de gravíssima perversidade e saber localizá-lo no âmbito da condição humana. E usar todas as estratégias positivas para enfrentar o Trabalho do Negativo e compreender os mecanismos que nos podem subjugar. Não conheço outra estratégia melhor que buscar uma sociedade justa, na qual o direito, o respeito, a cooperação, a educação e saúde para todos sejam garantidos. E o método nos foi apontado por Francisco de Assis em sua famosa oração: levar amor onde reinar o ódio, o perdão onde houver ofensa, a esperança onde grassar o desespero e a luz onde dominar as trevas. A vida cura a vida e o amor supera em nós o ódio que mata.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Fonte: Fábio Oliveira – &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:fabioxoliveira2007@gmail.com"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana;"&gt;fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Fabioxoliveira.blog.uol.com.br/&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-8051992896967542361?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/8051992896967542361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=8051992896967542361' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/8051992896967542361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/8051992896967542361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/08/doenca-chamada-homem.html' title='DOENÇA CHAMADA HOMEM'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-3543845867190483844</id><published>2011-08-10T19:09:00.001-03:00</published><updated>2011-08-10T19:10:48.364-03:00</updated><title type='text'>DESPEDIDA</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Tudo tem o seu momento. Nada perdura. Por quase quatro anos mantive o blog na ativa, escrevendo artigos sobre o assunto mais importante desses tempos: o meio ambiente do planeta Terra, nossa generosa habitação. Não me sinto com energias necessárias para dar prosseguimento à luta na defesa de tão honrosa missão. Deixo o encargo para os mais jovens que se disponham a enfrentar os duros percalços que se opõem aos ambientalistas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Doravante, pretendo apenas transcrever aqui os escritos pertinentes &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;lavrados pelos pensadores que atuam na área. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Agradeço o apoio variado recebido dos diversos leitores e amigos, dos quais guardarei doces recordações. Contudo, manterei contatos pelas mensagens feitas por correio eletrônico. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Em 10.8.2011.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Maurício Gomide Martins &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-3543845867190483844?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/3543845867190483844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=3543845867190483844' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/3543845867190483844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/3543845867190483844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/08/despedida.html' title='DESPEDIDA'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-6931847874299670176</id><published>2011-07-06T11:42:00.000-03:00</published><updated>2011-07-06T11:42:46.496-03:00</updated><title type='text'>IDENTIFICANDO A SOCIEDADE HUMANA</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Fizemos anteriormente ligeira consideração sobre a gênese da comunidade humana. Na sua origem, ela era natural e justa. Com a introdução da idéia personalista de posse permanente, a que se deu o nome de propriedade, o aglomerado humano ficou integrado a um sistema estranho e acorrentado a essas novas forças. A sociedade, que antes tinha a consciência de comunidade, passou a se ajustar aos interesses materialistas da estrutura econômica, prevalecendo a glorificação do ego. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Com isso, a sociedade humana ficou inteiramente desfigurada, &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;apresentando continuamente situações contraditórias e conflitantes que só podem, no final, levá-la ao caos. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A política nada mais é que a instrumentalização utilizada para esse fim. Ela deforma a sociedade genuína, ideal, plena de justiça, e introduz sorrateiramente a injustiça legal e cultural, além de se apossar do poder de ditar normas de hipocrisia social cada vez mais injustas e destrutivas dos valores espirituais. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;Um dos grandes fatores que contribuíram para a modificação da sociedade foi o aumento quantitativo de seus constituintes, transformando-os em massa compacta e fazendo-a perder definitivamente o rumo e a identidade de origem. Países como a China, população de 1,4 bilhões, a Índia, formada por 1,3 bilhões, Indonésia com 200 milhões, Brasil com 190 milhões, não têm meios de manter os elos de família ou clã. Resultado: transformam-se em simples figurantes de decisões econômicas, tornando-se presa ingênua e dócil dessa arquitetura perversa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Hoje, em alguns países, a coletividade se vale da ausência do chefe primordial, instituindo e mantendo um símbolo representado pela monarquia sem poder de mando. É apenas figurativa e exerce a importante função de simbolizar a identidade da “família real”, um artifício para aglutinar um povo, preservando a memória atávica de família. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Em outros casos, instituiu-se a sociedade hierarquizada por um chefe oculto de mando efetivo, girando em torno da vivência econômica, mas sempre colocando no cenário um personagem para encarnar esse chefe. Uma comunidade não existe se não tiver um líder, um guia, um chefe, um &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;pai, uma referência, &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;mesmo que seja virtual. Tanto quanto um corpo não prevalece sem a cabeça para apontar e atingir seu principal objetivo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Num ambiente de caos, a principal necessidade do povo é a da restauração do comando. E quem baixa as resoluções é investido das prerrogativas de chefe. O exercício dessa autoridade pode ser de uma pessoa, de um órgão coletivo, de uma estrutura, de um contrato social, de um partido político, de uma classe. Não importa. O principal é a existência de regras de convivência, um código orientador, uma norma. Pior que um mau governo é a inexistência de governo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Com o advento da força representativa da propriedade, o tipo de organização social perdeu completamente seus legítimos valores aglutinantes. Comunidade social é um todo, um conjunto igualitário e justo. Os que se apossaram desse todo, que era um bem comum, passaram a impingir-lhe seus interesses materialistas individuais. Isso trouxe naturalmente uma divisão do todo de uma forma injusta, perversa, classista, desequilibrada, chegando ao ponto extremo de se pautar pela ganância generalizada. Chega-se ao absurdo de apenas um componente deter tal quantidade de bens, que faz sofrer por carência básica a maioria que sobrevive na penúria extrema. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Hoje, nos países mais representativos, praticamente não existe mais a sociedade genuína. O poder econômico procurou se dar aparência de honorabilidade perante o povo, dando nomes atrativos para o arranjo social. A principal palavra, que encobre ou explica a injustiça social é a democracia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Democracia, como o nome indica, é uma organização política que propicia a representatividade do povo. Mas essa palavra está deturpada, &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;é absolutamente abstrata e camaleônica, servindo de coberta para esconder as verdadeiras ações do sistema econômico. A classe política, usando as variadas astúcias, deturpa completamente o belo significado da palavra. No mundo, democracia tem as mais diversas variantes, segundo as circunstâncias do momento. Aliás, todos os sistemas sociais artificiais – em oposição ao natural de que já falamos – tem inúmeras conotações para consumo das mentes imobilizadas pela propaganda. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Na própria Grécia, onde o conceito surgiu, a participação efetiva do povo era&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;bastante restrita. Não havia representatividade dos escravos, dos estrangeiros e das mulheres, o que representava a maioria do povo. No Brasil, quem não pertencer a um grupo de interesses e não for engraxado com muito dinheiro dos empresários, não consegue adquirir um poder político, nem que seja acessório. E se o consegue, vê-se tolhido e seguir a música conduzida pelo sistema econômico. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Na democracia brasileira, não há representatividade numa eleição, pois o voto de um ilustre intelectual é anulado pelo de um santo ignorante, semi-analfabeto, sem uso mental e facilmente sugestionável por festas e foguetes. E o pior: o número destes é muitas vezes superior ao daqueles. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A organização social que domina o mundo é a da estrutura econômica efetiva – notadamente a capitalista – atuante mediante o uso do engodo e semeação da mentira e desonestidade. Basta citar que nos Estados Unidos, considerado o país mais rico do mundo, há 30 milhões de indivíduos situados na linha da miséria. No mundo, 1% dos indivíduos detém quase 50% de toda a terra cultivável. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A injustiça e desigualdade são tão gritantes que nos admira ser essa situação aceita passivamente pela maioria. A única explicação se dá na identificação falsa de que democracia é liberdade. Não é. Como existir liberdade onde as mentes são forjadas pelas conveniências dos donos do dinheiro, da política, do poder? Como existir liberdade onde não há justiça e a fome de milhões ainda é uma realidade? &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A Natureza nos fornece a justeza de uma organização social. Num corpo, as células recebem os produtos da alimentação segundo suas necessidades. Quando uma delas se rebela e acha que é melhor do que as semelhantes, passa a ser inconveniente e prejudicial às outras. Não combatida, cresce desordenadamente usufruindo dos elementos alimentícios produzidos por toda a sociedade sem dar nada em troca. Impede o livre funcionamento das outras, desequilibrando todo o organismo, redundando no final em morte de todo o sistema. Porque a vida é um estado de equilíbrio constante. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Não nos iludamos: organização social é uma coisa. É natural. Sistema econômico é outra. É artificial. Eles têm objetivos opostos. As palavras que são empregadas na identificação desses sistemas, atualmente estão completamente deformadas, não representando seus verdadeiros significados. Os políticos se encarregam de deformá-las, qualificando-as segundo seus interesses. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;De modo geral, a sociedade está organizada segundo os critérios e interesses do sistema econômico cujo farol é a propriedade privada, &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;o câncer do grupamento comunitário ideal. Ele sobrevive mediante escoras, adiamentos, artifícios. Até quando?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O enfoque social é o bem da comunidade. O do sistema econômico é o&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;bem do indivíduo. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-6931847874299670176?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/6931847874299670176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=6931847874299670176' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/6931847874299670176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/6931847874299670176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/07/identificando-sociedade-humana.html' title='IDENTIFICANDO A SOCIEDADE HUMANA'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-1016969022959437800</id><published>2011-06-29T16:49:00.000-03:00</published><updated>2011-06-29T16:49:11.323-03:00</updated><title type='text'>SOCIEDADE HUMANA E SUA DECADÊNCIA</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O conjunto humano pode organizar-se de diversos modos. A evolução e a dinâmica de cada um produzem atritos de diferentes aspectos, o que leva tais grupos sociais à guerra ou a procura pela harmonia a fim de garantir as respectivas existências. Vamos tentar fazer pequena análise desse assunto. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A própria Natureza, inteligência criadora, nos ensina como proceder na organização sociológica. Ela criou, desde os tempos imemoriáveis, resultante do exercício evolutivo de milhões de anos, o protótipo desse vínculo segundo a natureza de cada estirpe. Na&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;espécie humana, instituiu a família, modelo perfeito de aglomeração de indivíduos. Básica e logicamente, essa organização se compõe de pai, mãe e filhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O pai, pelos atributos genéticos, ostenta musculatura desenvolvida que indica suas funções. Ele será o chefe, responsável, provedor, guia, comandante, lutador. A mãe, fisicamente subordinada ao chefe, o complementa constituindo o casal, verdadeira unidade vital. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A mãe &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;é portadora da principal função existencial, pois é a geratriz, alimentadora e educadora da prole nos primeiros anos. Os filhos têm apenas uma função: aprender. Aprendem do pai e da mãe. Vivem num ambiente de solidariedade, amor e justiça. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Essa é a organização básica que nos foi legada para servir de norma; é produto de um instinto inteligente. Suporta qualquer crítica, mantendo-se incólume. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Com o passar do tempo e atuação das forças evolucionárias, a dinâmica familiar cresce numericamente e se transforma numa grande família, sem perder a estrutura genética e os valores próprios da língua e tradições culturais, seus sinais mais visíveis de identidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Na escala de desdobramento cíclico, ocupam seus lugares os avós, irmãos, tios, sobrinhos, primos, noras, genros. Esse conjunto, que se organiza pela descendência, passa a ter o nome de clã. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Estrutura-se com o suporte da presença e atuação do chefe superior do clã,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;cuja principal função é distribuir obrigações e justiça, pois todos são seus “filhos”, ou descendentes. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quando o chefe entende conveniente para a saúde social, pode expulsar da comunidade alguma ovelha negra ou acolher de outros grupos as fêmeas ou machos casadouros. Enquanto não chegarem a adultos, as crianças têm uma só ocupação: aprender a ser adultos. Por isso, a grande importância da educação. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os bens e alimentos são naturalmente, por índole e sentimento de justiça, distribuídos igualmente entre todas as subfamílias segundo suas necessidades. Tal como fazia o patriarca, quando era apenas pai, em relação a todos os seus descendentes. Não havia ricos nem pobres. Por isso, desconheciam essa aberração social. Se ocorresse eventual escassez de algo essencial, todos se privam dele sem qualquer sentimento de injustiça, pois o reconhecimento da igualdade de direitos está arraigado e consolidado no inconsciente, desde a infância. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Conforme as situações externas, que exercem fortíssima influência nos componentes de uma comunidade, esses clãs podem diminuir &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;ou aumentar numericamente. Mas, dentro de certo limite, mantendo a estrutura natural tradicional. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quando cresce muito, transforma-se em nação, mas não perde os valores de sua identidade e estrutura primordial como mostra a existência ainda hoje de diversas comunidades primitivas igualitárias por esse mundo afora. Releva-se como exemplar para o homem moderno a sociedade constituída pelos silvícolas ainda não contagiados pelas mazelas do materialismo dos ditos civilizados. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Reconhecendo a igualdade e justiça como valores aglutinantes da verdadeira sociedade, os idealistas atuais têm formado diversas comunidades, como as ecovilas, &lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;cooperativas e sociedades alternativas. O sistema comunitário também estrutura as sociedades religiosas de diversos matizes. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Quando um conjunto se agiganta pelo crescimento nominal e perde o controle organizacional pela complacência do chefe fraco ou omisso, algum dissonante finca um pau no chão e declara para os demais: “este pedaço de terreno é meu.” Para isso, inventou uma palavra que não existia; propriedade. Imagine-se a dificuldade dos demais em entender o que significa &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;propriedade&lt;/i&gt;, palavra abstrata, advinda de uma volúpia egoística personalística, um momento de loucura existencial?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Daí em diante, alguém vendo o exemplo num ambiente sem autoridade por deterioração moral ou cumplicidade do chefe, fincou outro pau logo adiante e disse as mesmas palavras. Pronto. Estava iniciada a primeira corrosão social do mundo, com a introdução do conceito materialista de valor. A injustiça passou a ser um valor diferenciador básico. Esse foi o começo da introdução do sistema econômico na norma social, duas entidades completamente distintas que vivem em simbiose para a desgraça da grande parcela fraca, miserável e ignorante. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Daí em diante, a História registra a evolução da sociedade, não mais composta de clãs, mas de um amontoado de humanos que passou a se chamar povo. Nesse cadinho social, por contágio, os componentes adquiriram uma exasperada cobiça que levou o ambiente normal a se transformar em um banquete perverso e permanente onde cada indivíduo procura devorar seu semelhante. Não há mais irmandade. Todos são inimigos conviventes que mantêm um relacionamento voltado exclusivamente para seus interesses individuais. Os recursos da natureza passaram a ser saqueados, perdendo-se o respeito e gratidão para com a mãe-Terra. Ficou um ambiente favorável à violência – produto do desamor – produzindo como consequência um grande grupamento disforme, completamente inferior, injustiçado e desnaturado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É o que hoje se vê a todo lado, em qualquer circunstância. É um ambiente revoltante para os bons e honestos que sofrem testemunhando tamanha miséria e injustiça. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os párias são mantidos anestesiados pela ignorância geral e universal, propiciados pelo obscurantismo das crenças religiosas, do analfabetismo mental e oferta abundante de diversionismos de várias categorias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E quanto maior a população mundial, mais se acentuam as injustiças e contradições sociais provocadas pelo maior apetite da classe argentária. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-1016969022959437800?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/1016969022959437800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=1016969022959437800' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/1016969022959437800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/1016969022959437800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/06/sociedade-humana-e-sua-decadencia_29.html' title='SOCIEDADE HUMANA E SUA DECADÊNCIA'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-3772658363390599783</id><published>2011-06-22T09:26:00.000-03:00</published><updated>2011-06-22T09:26:13.086-03:00</updated><title type='text'>CULTURA DO AUTOMÓVEL MOLDA A MENTE</title><content type='html'>&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="Mau" style="line-height: 115%; margin: 0cm 0cm 12pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Meu amigo Jorge é uma pessoa bastante inteligente. No último fim de semana, como fazemos sempre às sextas-feiras,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;após o final de nossos trabalhos, reunimo-nos em um bar de costume, a fim de relaxarmos as tensões acumuladas e exercitarmos a difícil arte do diálogo, sempre confortada com alguma cerveja e salgadinhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ali nos deixamos ficar por tempo alongado, falando sobre os diversificados assuntos atinentes ao grande progresso por que passa a humanidade. Parece que nossas mentes se complementam numa identificação de interesses, deixando em nossos cérebros idéias mais bem estruturadas porque, como costumamos dizer, nossos pensamentos são construídos a duas cabeças. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="Mau" style="line-height: 115%; margin: 0cm 0cm 12pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Há muitos anos sou um admirador do Jorge, pela sua capacidade de discernir, bom senso, pureza de caráter, cabedal de conhecimento e, sobretudo, pela sua inteligência. Nesses nossos encontros semanais, creio que sempre saia ganhando. Sem confessar a ele minha fraqueza, parece-me que eu aprendia mais do que conseguia ensinar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Mau" style="line-height: 115%; margin: 0cm 0cm 12pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas, no último diálogo que mantivemos, fiquei bastante desapontado com&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;o amigo. Parecia ser tão inteligente e, no entanto, fez uma observação que me pareceu inadequada às suas qualidades e em desacordo com as realidades de nosso pujante progresso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Estávamos discorrendo sobre a construção de novas pistas a serem acrescentadas a uma rodovia federal quando apontou sua cabeça com o indicador e disse:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="Mau" style="line-height: 115%; margin: 0cm 0cm 12pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;— Essa gente do governo é muito incompetente. É estupidez construir apenas 8 pistas, 4 em cada sentido. Onde já se viu uma coisa dessas! Deveriam fazer logo 40 pistas, senão daqui a poucos anos vão ter que acrescentar mais faixas, pois é preciso considerar o desenvolvimento do país e acompanhar o crescimento populacional. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Francamente, dizer que o governo deveria construir uma estrada com 40 pistas! E eu que pensava ser o Jorge uma pessoa atualizada e inteligente! E não aceitou meus argumentos quando lhe contestei. Parecia-me ter mudado a personalidade, retroagindo na sua capacidade mental. Naquele dia encerramos o diálogo mais cedo – aborrecidos – e cada um foi para casa. Naturalmente, matutando sobre esse desacordo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="Mau" style="line-height: 115%; margin: 0cm 0cm 12pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quem não percebe que 40 pistas é muito pouco? Não vêem que o razoável seria a construção de 400 pistas? De cada lado. Seriam 800 pistas no total. E isso é o mínimo. O melhor mesmo seria a construção de 2.000 pistas em cada sentido, no total de 4.000 pistas. Claro! Com esse inchaço populacional, e as indústrias de automóvel vomitando milhões de carros diariamente, o governo tem que tomar medidas coerentes, adequadas e realistas. Precisamos pensar no futuro!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E o Jorge, hein? Coitado, parecia ser tão inteligente!&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-3772658363390599783?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/3772658363390599783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=3772658363390599783' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/3772658363390599783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/3772658363390599783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/06/cultura-do-automovel-molda-mente.html' title='CULTURA DO AUTOMÓVEL MOLDA A MENTE'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-5014570083473338504</id><published>2011-06-14T08:56:00.000-03:00</published><updated>2011-06-14T08:56:35.808-03:00</updated><title type='text'>PODEMOS VIVER SEM ENERGIAS CATIVAS</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Nos tempos primitivos, os povos mais fortes subjugavam os seus vizinhos fracos para aprisionar indivíduos que, em troca da vida, executassem serviços braçais, provendo aos senhores o conforto de executar um serviço pesado sem despender esforço. Na visão dos vencedores, pelo simples fato de terem perdido a batalha, os capturados eram considerados inferiores e, portanto, destinados a servir aos captores. Era a execução de um perfil instintivo, a serventia da força muscular alheia – a escravidão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Em certos animais, como ocorre com algumas espécies de insetos, ainda prevalece essa índole que faz parte do instinto maior da sobrevivência. Com o advento no animal humano do potencial da inteligência, tal procedimento não deveria ter justificativa moral. Contudo, a escravatura ainda perdurou durante muito tempo por atender aos interesses egoísticos de quem possuía o poder para tal. Mas sempre sob o entendimento moral e religioso de que o escravo era um ser inferior sem alma, tal como nosso subconsciente justifica nos dias atuais o trabalho escravo do cavalo na carroça ou o do boi na tração do arado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mesmo com o surgimento dos primeiros instrumentos facilitadores do lida humano, ainda era largamente utilizada a escravatura por se constituir em uso de esforço alheio mais barato e tratar-se de procedimento já inserido como normal na cultura da época. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Com o advento de máquinas operatrizes cada vez mais eficientes, passou-se a utilizar um executor mais barato ainda, a força motriz do carvão mineral, que era um escravo manso, abundante, de fácil extração, inteiramente aceito e justificável pelos cânones da vivência incipiente da era industrial. O objetivo era o mesmo: não despender esforço físico na execução de um trabalho e acelerar o ritmo produtivo, aumentando o lucro. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Com a adesão universal à utilização do petróleo, em meados do século XIX, o processo industrial teve um incremento muito grande e&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;passou a ser o tipo de servidão mais usado, pois movia praticamente todas as coisas e redundava em conforto físico e rapidez à atividade econômica humana. Ganhava-se mais e mais depressa, e o enriquecimento trazia o poder, e se tornou o ideal de vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Dessa forma, o ouro negro entrou com grandes poderes na composição dos valores culturais da moderna civilização. De tal forma que, nestes tempos, está moldando a geografia social e política do mundo aos interesses do sistema econômico, cujo deus concreto e visível é o dinheiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;No fim do mesmo século, foram idealizadas e construídas as &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;usinas hidroelétricas, com os mesmos objetivos, aumentando consideravelmente a disponibilidade de força escravizada. Por fim, para atender à fome insaciável de escravos para o sistema econômico, procedeu-se à violação insana do sacrário das forças cósmicas: o átomo. Um louco não mede conseqüências; só lhe interessa o imediatismo. O mundo está atualmente nas mãos de loucos que se dizem governantes.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Atualmente exploramos diversas fontes de força: as fósseis, as hidráulicas, eólicas, químicas, nucleares, que são escravos que nos retribuem como conseqüência abundantes venenos ambientais e a inaptidão do animal humano para os labores da vida. Inaptidão pelo não uso das ferramentas próprias e adequadas para o exercício não predatório da vivência no ex-paraíso terrestre.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Energia é força. É escravo posto a produzir lucros ao sistema, ao tempo em que destrói direta e indiretamente nosso ambiente pela rapidez e pelas conseqüências de sua utilização muito acima da disponibilidade terrestre e de verdadeiras necessidades humanas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Podemos perfeitamente viver sem energias cativas. As energias captadas pelo modernismo contraproducente atingiram tal vulto que a situação se inverteu: a atual civilização passou a ser cativa do seu escravo. Numa decisão revolucionária, em harmonia com um viver natural e sadio, podemos e devemos nos libertar dessas forças. Libertação racional e bem administrada para que não seja tumultuada a ordem social. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;As conseqüências serão infinitamente favoráveis ao meio ambiente e à formação mental sadia das novas gerações.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;No princípio isso será&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;doloroso e trará lacunas nos hábitos desnaturados à atual cultura tecnológica e artificial, mas esse é o preço do retorno do equivocado rumo de nossa atividade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Alguém poderá estranhar essas considerações, qualificando-as de exageradas e fora da realidade. É bom que pensem assim, pois se tornam passíveis de perceber a verdadeira extensão da violência e desarranjo a que nos leva a ameaça ambiental, por certo muito mais dolorosa em futuro próximo que a renúncia preventiva, aqui sugerida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Sem a coragem dessa reviravolta cultural, que parecerá inexeqüível à primeira vista, continuaremos sugando a Natureza para satisfazer interesses materialistas e supérfluos, redundando no final em destruição das condições básicas da biodiversidade. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Somente existe um tipo de energia do qual não podemos prescindir: o alimento. O sistema orgânico, pela ação do metabolismo, o transforma em força, disposição, harmonia, vida. Podemos e devemos nos desvencilhar da dependência das energias escravizadas – enquanto há tempo – pois elas próprias já nos estão tornando escravos indolentes dentro do sistema. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Hoje, um humano não sabe plantar um chuchu, mas sabe manusear um telefone celular. Quando tiver fome, seu alimento será um aparelho tecnológico? Será a gasolina, o etanol, a eletricidade, a radiação nuclear? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-5014570083473338504?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/5014570083473338504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=5014570083473338504' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/5014570083473338504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/5014570083473338504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/06/podemos-viver-sem-energias-cativas.html' title='PODEMOS VIVER SEM ENERGIAS CATIVAS'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-8694497742179440175</id><published>2011-06-12T18:13:00.000-03:00</published><updated>2011-06-12T18:13:47.059-03:00</updated><title type='text'>MANIFESTO AMBIENTAL</title><content type='html'>&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Às crianças, aos adolescentes e aos jovens&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Antidio S.P. Teixeira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Nós vivemos no planeta Terra que flutua no espaço cósmico sem nenhum contato direto com qualquer um outro astro. Dentro de uma redoma atmosférica ela apenas recebe luz do Sol que é a energia básica que,desde seus primórdios, vem se transformando em matéria e constituindo tudo que existe, inclusive a matéria que compõe os nossos corpos. Portanto, tudo que vemos, ouvimos e tocamos é energia chegada em passado muito remoto concentrada em graus mais compactos, entre os quais,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;carvão, petróleo e gás natural; continuamos a recebê-la através dos subseqüentes milênios até hoje, transformadas em matérias menos densas e nas diversas formas de energia, sendo luz, calor, eletricidade e movimento as principais versões, umas transformáveis em outras. A matéria inflamável quando se desintegra nas combustões liberta o calor essencial para o aquecimento ambiental nos invernos, cozimento de alimentos, movimento dos motores de carros, caminhões, trens, aviões e, também para a produção da energia elétrica que ilumina as noites, movimenta fábricas, aparelhos eletrodomésticos e eletrônicos. Como as fontes de energia limpa e as renováveis economicamente viáveis, únicas formas que deveriam ser disponibilizadas pela humanidade, há muito tempo deixaram de ser suficientes para atender a demandado progresso, o consumo energético no mundo vem sendo suplementado com a queima de combustíveis fósseis e nucleares; os primeiros, como&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;toda combustão de matéria orgânica, ao liberar o calor, junto com ele libera gases carbonados que, por serem mais densos do que o ar puro, se acumulam na atmosfera e vêm modificando a distribuição na cobertura do&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;planeta,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;elevando-se sobre as áreas intertropicais e,com isso, causando a desaceleração do&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;movimento de rotação do planeta e obstruindo a passagem da luz solar durante os invernos das&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;regiões polares, causando o famigerado “buraco do ozônio”; esse desequilíbrio já é evidente com as catástrofes ambientais recentes cujos prejuízos causados tanto na agricultura como nas áreas urbanas afetam a economia globalizada, podendo levar países a uma terceira guerra mundial de consequências funestas imprevisíveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Para as gerações mais maduras que detêm os poderes globais, pouca diferença faz os destinos das gerações mais novas.Para elas, o que mais interessa é o presente. Portanto, as crianças de hoje, representadas pelos seus pais ou responsáveis, os adolescentes e&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;os jovens que quiserem preservar os seus direitos à vida, deverão encetar movimentos de restrição ao consumo de produtos não essenciais e também da prática de atividades que envolvam o consumo de qualquer forma de energia já que toda combustão faz aumentar a carga de poluentes no meio ambiente e desequilibrar, mais ainda, o clima e os conseqüentes desastres ambientais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Rio de Janeiro, 12 de junho de 2.011&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-8694497742179440175?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/8694497742179440175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=8694497742179440175' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/8694497742179440175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/8694497742179440175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/06/manifesto-ambiental.html' title='MANIFESTO AMBIENTAL'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-8346174880493722233</id><published>2011-06-08T09:11:00.000-03:00</published><updated>2011-06-08T09:11:01.600-03:00</updated><title type='text'>GUERRA GERA CRIMINOSOS DE GUERRA</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O sérvio general Ratko Mladic foi preso em seu país depois de permanecer incógnito por quase 16 anos. Foi preso em 26.5.2011 e, &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;poucas horas após, já estava dando depoimento ao judiciário sérvio que decidiu pela sua extradição para o Tribunal Penal Internacional, situado em Haia, Holanda. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Seu crime foi exercer, como todo soldado, a função profissional da morte numa guerra interna que não tinha sido aprovada pela Otan, nome fantasia do órgão militar intervencionista criado e dirigido pelos EUA, cuja função é impor os interesses americanos aos outros países A guerra intestina da ex-república Yugoslávia, por não constituir o enfoque deste pequeno artigo, não será aqui analisada. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O que desejamos realçar é que, apesar de o Tribunal Penal Internacional ter sido idealizado e patrocinado como instrumento de objetivos geopolíticos pelos Estados Unidos em 2002, até hoje esse país não o ratificou e já declarou formalmente que seus cidadãos estão imunes àquele Tribunal. Essa linha de propósito e vontade não foi &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;contestada por qualquer Estado, porque a declaração americana está fundamentada na existência de 800 bases militares ao redor do globo e orçamento militar superior à soma dos demais países. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os que possuem o senso crítico e informação histórica sabem que aquele tribunal serve apenas para dar configuração legal ao exercício do poder no gerenciamento político do mundo. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Aos demais, não lhes vêm à cabeça perguntas divorciadas da realidade em que vivemos. Atualmente não é preciso pensar, que isso é muito penoso. Pensar para quê? Os profissionais da informação, aglutinados em diversas agências especializadas pensam, raciocinam e concluem pelos viciados em consumo de produtos prontos, acabados e embalados em atrativos e diversificados arranjos multicoloridos. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ratko Mladic angariou a acusação de ter comandado o genocídio de 8.000 muçulmanos. Outros sérvios,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;croatas e bósnios&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;também foram julgados e condenados no citado tribunal pelo mesmo motivo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/conheca+os+principais+indiciados+pelo+tribunal+para+a+exiugoslavia/n1596980343146.html"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Na verdade, toda guerra, seja interna ou externa, cria um ambiente de ódios e irracionalidades de parte a parte. Num ambiente bélico, tudo pode acontecer. Por isso, em qualquer circunstância, ela é condenável. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Notícias da BBC de 1.6.11 dão conta de que na Líbia está havendo crimes de guerra dos dois lados. Para nós, isso não é novidade. Não existe guerra limpa. Guerra é isso mesmo; não é o que se vê no cinema. É o domínio do ódio e destruição de qualquer situação que corresponda às diversas variantes do amor.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A prova de mando dos americanos na Sérvia é a de que eles ofereciam 5 milhões de euros pela denúncia e captura do general sérvio. No dia 28.5.11, em visita à Polônia, o presidente dos EUA declarou na maior naturalidade: “a responsabilidade dos EUA é dar suporte à luta por democracia e direitos humanos no mundo”. Repetimos: no mundo. Precisamos de evidência maior de que o momento histórico está mergulhado no manto do imperialismo? Que isso entre na consciência dos que conseguirem pensar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Por força da existência disfarçada desse domínio, encoberto pelo nome mais suave de globalização, e pela abundância de recursos financeiros, esse poder pode comprar tudo. Só não compra a verdade, essa coitada que se acha penando no deserto sob o tormento de receber milhões de fontes de “enformação”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Triste é que milhões de massas encefálicas se deixam “enformar”, renunciando ao exercício pleno das potencialidades da vida, aí incluída a valiosíssima capacidade de raciocinar. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-8346174880493722233?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/8346174880493722233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=8346174880493722233' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/8346174880493722233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/8346174880493722233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/06/guerra-gera-criminosos-de-guerra.html' title='GUERRA GERA CRIMINOSOS DE GUERRA'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-5501176822953610292</id><published>2011-05-29T10:48:00.000-03:00</published><updated>2011-05-29T10:48:19.644-03:00</updated><title type='text'>EDUCAÇÃO LIBERTA!</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;por Fábio Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;“Na Alegoria da Caverna de Platão consta que o único homem que conseguiu se livrar das correntes e viu luz, resolveu regressar para ajudar os companheiros que permaneciam na escuridão. Esse retorno é o que deveríamos chamar de política, na verdadeira concepção. Ajudar os nossos irmãos a verem também a luz e não mantê-los na escuridão da ignorância. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;O livreco do MEC que preconiza que os erros de português tipo “nóis pesca” devem ser considerados como certos, tenta manter a maioria na mais profunda ignorância. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Entendam que a leitura de bons livros é uma das mais ricas atividades humanas, pois dá acesso a conhecimentos elevados e sublimes. É através da reflexão de boas leituras que elevamos a nossa compreensão, o nosso senso crítico e a nossa percepção de vida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Ler não é somente uma atividade mecânica, mas envolve a compreensão profunda da vida, é um instrumento para a elevação da consciência. Ler é um exercício de reflexão para acessar outras dimensões, outras verdades e outras liberdades.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Como alguém que não domina o vocabulário, os fundamentos básicos da gramática e concordância de sua língua poderá compreender um bom livro? Alguém responde? Não estamos mais na idade da pedra. Estamos na era da comunicação e do conhecimento, ou não?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;A língua de um país tem como função maior a comunicação, mas o que se entende por comunicação, na concepção mais profunda da palavra. A comunicação se processa entre o “EUINTERIOR” e o “Externo”, entre um adulto e uma criança, entre um adolescente e uma criança, entre ideologias contrárias, entre o racional e o irracional, entre o homem e a natureza, entre o homem e um livro, entre o homem e a mídia e etc. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Como desenvolver a habilidade da comunicação no sentido mais amplo, sem o instrumento da leitura? Como compreender um livro e se comunicar no sentido mais elevado no mundo atual, sema compreensão do que se ler?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Manter as pessoas mais humildes sem acesso a literatura, aos imortais textos filosóficos e etc. é uma das maiores violências que se faz a um ser humano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Querer nivelar um humano por baixo, é mantê-lo na eterna escravidão. Todos já deviam saber que o CONHECIMENTO LIBERTA. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Não estou com essas palavras negando as diferenças regionais que de fato existem, mas não podemos diversificar o idioma. O idioma português tem uma história, uma tradição e que foi adotado pelos brasileiros como a língua oficial do país. Poderia ter sido a tupi-guarani, mas não foi. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;A nossa língua tem uma estrutura básica que pode até ser alterada ao longo dos anos e dos costumes, mas não se pode passar por cima de sua estrutura fundamental.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Tudo na administração do PT é preconceito contra os humildes. Os petistas também não querem que as pessoas humildes desenvolvam a inteligência para que possam desenvolver o que os humanos têm de mais sublime que são: ALIBERDADE E O SENSO CRÍTICO. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Vamos dar nossas mãos às crianças, aos jovens que são excluídos de boas escolas para que possam ler, escrever e falar de maneira compreensível, para que tenham acesso aos bons livros e que possam se comunicar nas mais diversas maneiras, mas respeitando as diferenças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Vamos educar nossas crianças e ensiná-las a pensar, somente assim não se submeterão as enganações de Edir Macedo, do Palocci, do Zé Dirceu e etc. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;NÃO ESQUEÇAM: EDUCAÇÃO LIBERTA!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Preconceito é manter as nossas crianças e jovens entregues a droga, a marginalidade, a ignorância. Preconceito é a concentração imoral de renda do nosso país que exclui a maioria. Preconceito é o bolsa família, no lugar de emprego e vida digna. Preconceito é roubar e não ser punido devido o tráfico de influencia, preconceito é mentir para os humildes através de máscaras, faltando como a verdade dos fatos. Querem acabar com os preconceitos? Eu estou disposto a ajudar, mas por favor não me proponham baboseiras que não sou oligofrênico. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;O resto tem origem na ignorância daqueles que estão administrando o MEC, e esse livreco é fruto da incompetência e falta de uma visão mais ampla dos verdadeiros problemas do país."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Fonte: Fábio Oliveira – &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:fabioxoliveira2007@gmail.com"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana;"&gt;&lt;a href="mailto:fabioxoliveira2007@gmail.com"&gt;fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:fabioxoliveira2007@gmail.com"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Fabioxoliveira.blog.uol.com.br/&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-5501176822953610292?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/5501176822953610292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=5501176822953610292' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/5501176822953610292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/5501176822953610292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/05/educacao-liberta.html' title='EDUCAÇÃO LIBERTA!'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-9031756170982510017</id><published>2011-05-27T18:22:00.000-03:00</published><updated>2011-05-27T18:22:14.260-03:00</updated><title type='text'>A ERA DE ASSALTOS</title><content type='html'>&lt;div class="NormalMau" style="line-height: 115%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Já tivemos o Período Jurássico, a Era Glacial, o Século de Péricles, a Época Medieval, a Dinastia Carolíngia, a moda do chapéu; agora estamos nos tempos modernos: a Era dos Assaltos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="NormalMau" style="line-height: 115%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Essa&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;ação&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;violenta sempre existiu nas relações informais dos humanos, mas atualmente alastrou-se potencialmente, institucionalizando-se no&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;país, naturalmente com o beneplácito dos governos. A criatividade dos valentes partidários da força bruta chega ao ponto de, aparentemente, inverter o objetivo da ação, oferecendo vantagens e benefícios às vítimas, numa demonstração eloqüente da eficiência da psicologia aplicada, manipulada para fins de enriquecimento. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="NormalMau" style="line-height: 115%; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Num dia da semana passada, fui assaltado. Estava&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;andando tranqüilamente no centro da cidade, quando se aproximou um cidadão muito bem vestido, bem penteado, usando terno com talho de última moda, gravata de seda, sapatos bico fino e bem engraxados, numa aparência geral de figurino de revista ou manequim de loja. Abordou-me, pedindo licença para me falar, empregando palavras polidas e com entonação educada. Manifestou-se mais ou menos assim: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="NormalMau" style="line-height: 115%; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;— Cavalheiro, permita-me merecer sua atenção por um momentinho. Você não está vendo, mas estou lhe apontando uma arma engatilhada, como pode concluir pela posição da minha mão no bolso do paletó. Peço apenas que não se assuste, mantenha a calma e controle, que tudo ficará bem para você. Tenho uma ótima proposta a lhe fazer. É meu desejo que me passe todo o dinheiro, créditos a receber, direitos, documentos, relógio, anéis e demais bens que estejam em seu poder. Além desses bens, você possui outro muito valioso, mas que para mim não vale nada: sua vida. Ela está pendente apenas pela mola que aciona o cão de minha arma. Preste bastante atenção, que lhe vou fazer uma proposta muito atrativa. Com um simples pagamento de R$10,00, de livre e espontânea vontade, você fica inteiramente desobrigado deste e de qualquer outro assalto de minha parte. Quero realçar que a vantagem para o cavalheiro é muito grande, pois fará uma grande economia e terá, inteiramente grátis, um seguro de vida garantido pela minha pistola. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="NormalMau" style="line-height: 115%; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Paguei, fiquei muito satisfeito, fiz um grande negócio, continuo vivo e livre para registrar fatos da Era dos Assaltos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="NormalMau" style="line-height: 115%; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Mas não relatei os pormenores do acontecido. Naqueles momentos de aflição tive uns instantes de reflexão e mantive diálogo com o personagem. Perguntei por que não tinha rosto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="NormalMau" style="line-height: 115%; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;— Não tenho individualidade; estou aqui agora, mas posso estar em qualquer lugar ao mesmo tempo. Possuo milhares de réplicas no país às quais o povo ingênuo chama de agência. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="NormalMau" style="line-height: 115%; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Desconfiado, quis saber seu nome.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="NormalMau" style="line-height: 115%; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;— Meu nome é genérico. Todos me conhecem, mas ninguém me conhece. O povo me chama de Banco, mas não sou banco. Sou um assaltante moderno. Até breve!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="NormalMau" style="line-height: 115%; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Aliás, mudando de assunto, ultimamente os Bancos estão oferecendo uma grande vantagem aos seus usuários. Com uma simples contribuição fixa mensal – digamos de R$10,00 – desobrigam-nos&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;do pagamento daquele rosário de tarifas que o Banco Central autorizou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="NormalMau" style="line-height: 115%; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É aquela velha questão: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="NormalMau" style="line-height: 115%; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;— Você quer perder uma mão para não perder o braço? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="NormalMau" style="line-height: 115%; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;— Quero sim, senhor!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-9031756170982510017?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/9031756170982510017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=9031756170982510017' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/9031756170982510017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/9031756170982510017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/05/era-de-assaltos.html' title='A ERA DE ASSALTOS'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-6296942764526779317</id><published>2011-05-18T08:26:00.000-03:00</published><updated>2011-05-18T08:26:15.170-03:00</updated><title type='text'>A EVOLUÇÃO HUMANA APENAS COMEÇOU</title><content type='html'>O animal humano não foi criado, foi evoluído como toda a biodiversidade terrestre. Foi evoluído? Não. O homem está sendo evoluído; está atualmente num processo de evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Biologicamente o homem alcançou um patamar de ponta, pois incorporou ao seu instrumental, além do posicionamento erétil, o que lhe proporcionou liberdade dos braços e destreza de movimento das mãos, também a fala, fato que marcou a abertura para sua evolução em um horizonte novo, o campo do intelecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O humano é um animal perfeito e acabado em sua estrutura corpórea, mas seu intelecto representa o primeiro degrau no desenvolvimento evolucionário para um nível energético superior. (se houver tempo para isso.) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A evolução, de modo geral, não se dá de forma lenta, constante e em todas as situações ambientais. Ela se manifesta em saltos, mas somente quando há estímulos exteriores, advindos de circunstâncias climáticas, sociais ou culturais. E cada salto se realiza por indivíduo e não coletivamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na evolução mental, cada indivíduo que alcança uma progressão, dependendo de sua posição na sociedade a que pertence, tenta com êxito ou não transmiti-la por ação genética e cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se for um Alexandre da Macedônia, conquista um império e estimula as artes e ciências. Se for um Sócrates, ensina filosofia e alcança a cicuta. Se for um fenício obscuro, cria o alfabeto e alavanca o desenvolvimento cultural. Se for um Giordano Bruno, emergem-se as vaidades e rancores da fé religiosa, e o fogo vivo redime a alma enquanto sufoca e mata as mensagens da mente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, uns têm êxito em divulgar e transmitir seu progresso intelectual, o que impulsionará outras cabeças para percorrer mais degraus da evolução mental. Outros, por força de circunstâncias adversas, amargarão a incompreensão e intolerância. Aqueles serão chamados de sábios, estes de lunáticos ou hereges.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo atual, as divergências de toda ordem, os crimes, as guerras e rapinagens econômicas entre indivíduos, povos e países, advêm justamente do fato de que as potencialidades mentais dos humanos não estão coordenadas em patamares assemelhados. As capacidades de visão intelectual estão em desacordo entre si, porque em graus evolutivos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podem duas pessoas ou dois países, disputando um mesmo objeto, dizerem “é meu”? Só se pode explicar pela existência de dois níveis diferentes de consciência ou dois estágios mentais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julgamos necessário reconhecer e realçar tais desníveis, a fim de melhor compreendermos as causas de tantos problemas existenciais que se fermentam no caldo das sociedades humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A humanidade teria um futuro muito feliz se a sua evolução tivesse estacionado há pelo menos 500 mil anos, antes do surgimento da fala, e não tivesse procriado tanto. A tartaruga marinha e os tubarões pararam de evoluir há 400 milhões de anos e vivem muito felizes aparentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A humanidade é heterogênea demais. É composta de espécimes distintos entre si, tanto na composição facial como nos estágios evolucionários culturais e mentais. E ainda usam linguagens diferentes, o que dificulta o entendimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essas diferenças e divergências aumentam cada vez mais por força do crescimento descabido da população global. E o pior é que alguns cérebros privilegiados criam mundos virtuais que vão destruindo, pela tecnologia, o que resta de intelecto na enorme massa de indolentes vegetativos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-6296942764526779317?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/6296942764526779317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=6296942764526779317' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/6296942764526779317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/6296942764526779317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/05/evolucao-humana-apenas-comecou.html' title='A EVOLUÇÃO HUMANA APENAS COMEÇOU'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-7038455281382042037</id><published>2011-05-10T08:13:00.000-03:00</published><updated>2011-05-10T08:13:57.240-03:00</updated><title type='text'>COMO SE CONSCIENTIZAR DAS REALIDADES</title><content type='html'>A potencialidade mental de consciência, todos possuem. Já nascemos com ela. É produto da evolução. No frontispício dessa faculdade, está a percepção de ser, existir. Daí que a primeira percepção é a do ego, isto é, a percepção de si. “Penso, logo existo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa aptidão mental nos possibilita ingressar no amplo campo dos sentimentos advindos da introspecção pelos quais o indivíduo passa a enxergar diversas realidades que se achavam ocultas. Conscientizar-se é conhecer a realidade na sua essência. Para possibilitar essas descobertas, devemos começar dando plena liberdade às potencialidades da razão. O pensamento deverá estar inteiramente liberto de qualquer obstáculo cultural, de crença ou qualquer outro compromisso conceitual de ordem mercantil e mesmo pessoal como o antropocentrismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste mundo tão complexo, existem incontáveis situações nas quais vivemos de forma individualista e egoística, produto natural oriundo do instinto animal que ainda atua na formação da personalidade. Seria quase como uma vida só de corpo. Por quê? Como explicar essa situação aparentemente contraditória? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos normalmente os cinco principais sentidos do corpo. Mas há os cegos, os surdos, os daltônicos, os carentes do sabor, do olfato, tanto no grau absoluto como em suas gradações. Isto é, não somos todos totalmente perfeitos nos atributos das percepções primárias. Esses casos são em número relativamente pequeno, mas devemos reconhecer essa realidade para melhor entender o rumo de nossa apresentação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No âmbito mental também temos por natureza diversos atributos aptos a captar informações de si e de terceiros, mas dificilmente perceptíveis por variadas circunstâncias. Uma delas, a mais atuante, influente e reforçada pelo egoísmo, é a do estofo social que os desnatura, deforma ou atrofia pelo desuso e desvalorização. Nesse caso, o exercício da capacidade mental é relegado por desnecessário e até prejudicial para a sobrevivência cotidiana dessa insana e perversa cultura, pautada pelo pragmatismo, imediatismo, materialismo e individualismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro das condicionantes acima expostas, podemos ver algo diariamente com os olhos do corpo e não enxergarmos nem sentirmos as correlações e essências da situação enfocada. Tais restrições têm como causa principal o sistema econômico que, como já identificado, objetiva apenas os bens materiais de uma forma imediata e lucrativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, deturpam-se as artes; destroem-se os liames familiares; nivelam-se as individualidades; formatam-se os cérebros; invertem-se os valores morais; criam-se ídolos lucrativos; apressam-se os compromissos para açambarcar o tempo que seria da reflexão e do amanho espiritual; ignoram-se as causas, ficando os efeitos como fatores normais de vivência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conscientizar-se de algo é exercer a capacidade de incorporar uma percepção mental desse algo, ampliando o ângulo de visão. É projetar-se para além dos conhecimentos do homem comum, possibilitando uma vida mais rica de saberes e, por isso, adquirindo capacidade de compreensões até então irreconhecíveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consciência vem como um lampejo, um coroamento de um processo mental disciplinado, tal como o conhecimento vindo da intuição. Esse fenômeno não depende somente de nossa vontade primordial, mas de uma preparação mental profunda, consistente da revisão de conceitos culturais equivocados e receptividade a novas idéias e situações, exercitando a virtude da empatia, o senso crítico, e o ajuizamento abrangente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum ocorrer que algumas pessoas passam a ser cônscias de certa situação no momento em que elas ocorrem na própria carne ou nas emoções traumáticas que provocam. Eram testemunhas de fatos idênticos que se passavam com seus semelhantes, mas nada percebiam ou sentiam na sua essência. Jazia no subconsciente que tais abalos não poderiam acontecer com elas próprias. Viam com os olhos, mas não enxergavam, não percebiam o alcance dos significados. Faltava-lhes algo que as impossibilitavam de se sincronizar por inteiro com os eflúvios emitidos naquela situação. Não nos devemos fechar para a sublimação da vida individual e cósmica. Ela tem muitos segredos que nos podem ser revelados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse choque a que nos referimos acima irá ocorrer por atacado, num futuro breve, quando as condições artificiais de vivência da humanidade se transformarem ou se esgotarem pelo desgaste conseqüente dos recursos terrestres. Nessa ocasião, os humanos se darão conta de que agiram em favor de efêmeros confortos e ganâncias contraproducentes. Agiram ou viveram equivocadamente, sem a plenitude que a inteligência lhes oferece. Obterão uma consciência tardia que poderiam ter percebido apenas com o exercício da reflexão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora dessa condição extrema aludida, como pode ocorrer ao indivíduo a percepção íntima de uma realidade? Primeiramente, que haja uma condição emotiva honesta: a empatia. Por ela socializamos o sentimento, isto é, criamos condições para a harmonização das necessidades que sustentam a vida. Afinal, na essência somos todos iguais. Almejamos o bem e desprezamos o mal. Numa sociedade consciente, como pode haver o bem somente para alguns? A virtude da empatia é essencial para a abertura ou favorecimento da visão mental de conscientização, ponto comum do entendimento social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto é extenso e não pretendemos prolongá-lo com considerações sobre seus múltiplos aspectos. O importante no caso presente é identificar como ocorre a conscientização e as vantagens dessa transformação, tornando a vida mais plena de realidades e rica de conhecimentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já ouvimos por diversas vezes pessoas dizerem mais ou menos isso: “depois que meu filho morreu, a quem amava tanto, passei a enxergar as coisas de outra maneira. Já não sou tão apegado às coisas materiais”. Nesse caso, a mudança de percepção ocorreu por uma abertura para a conscientização das potencialidades íntimas, oferecendo-lhe condições para sair da escuridão em que viviam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa libertação do olhar consciente tem potencialidade para alcançar não só as pessoas próximas. Em mentes mais arejadas, essa situação pode evoluir para a percepção integral dos anseios vitais da humanidade, da biodiversidade e da ecologia, de tal forma que conseguirão perceber as realidades do nosso planeta dentro de uma visão cósmica. Então, enxergarão claramente os males que a atual civilização mercantil está causando à própria Vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conscientizar-se é ter a visão completa de um elefante e não apenas de suas partes, como descreviam erroneamente os cegos que o apalpavam em apenas uma parte. Temos que ter uma visão de conjunto. As partes constroem uma harmonia. Da mesma forma, não podemos apenas conhecer a parte material da Natureza viva. Num estado consciente, nossa sensibilidade se amplia e se integra a essas energias e passa a perceber esse Todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conscientizar-se não é somente visualizar o transcendente. É fixar essa visão no que já víamos antes e não era percebido. É um fenômeno que, sem ajuda mental, não surge espontaneamente. Alguém pode nos mostrar algo, explicar como funciona, apontar os aspectos particulares, significações, as implicações relacionadas. Podemos entender perfeitamente as explicações, decorá-las, mas não conseguiremos atingir a essência, a alma, a parte energizada daquele assunto se não estivermos dispostos a compartilhar. Lembramo-nos do escritor Rubem Alves quando pontua que “a principal função de um professor é ensinar o aluno e enxergar, a olhar, a perceber. Aí, então, ele será capaz de sentir quão maravilhoso é este mundo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há homens rudes, incultos, nascidos e viventes no meio rural, mas com índole de devoção à Natureza, respeitando-a e dela zelando. Os silvícolas reverenciam seus ambientes naturais, com eles se integrando e se harmonizando, pois sentem a gratidão filial à Mãe-Terra. Enquanto isso, alguns professores acadêmicos de ecologia sabem toda a teoria do ramo, mas são incapazes de perceber as diversas formas dos percalços que o progresso produz ao meio ambiente. Têm um conhecimento como se estivessem lidando com coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe a nós, ambientalistas, transmitir conhecimentos e experiências de vida; mostrar a interdependência dos sistemas habitacionais; formular argumentações; expor situações ocultas pelo sistema econômico e defender a lógica da natureza. Aos leitores, compete envidar esforços para oferecer à mente condições de empatia com todas as outras formas de vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim preparados, a conscientização das realidades ocultas, nas suas diversas gradações, aflorará à mente como um clarão súbito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem evolui nesse rumo vivencia a amplidão da Vida cósmica. Quem apenas conta os dias utiliza a estreita e frívola vida motora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-7038455281382042037?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/7038455281382042037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=7038455281382042037' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/7038455281382042037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/7038455281382042037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/05/como-se-conscientizar-das-realidades.html' title='COMO SE CONSCIENTIZAR DAS REALIDADES'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-7134507464990885731</id><published>2011-05-04T11:22:00.000-03:00</published><updated>2011-05-04T11:22:04.991-03:00</updated><title type='text'>TRADUÇÃO - OS SIGNIFICADOS DA NOTÍCIA</title><content type='html'>NOTÍCIA: Foi um dia de festa, ontem, no marco zero da rodovia pavimentada, de quatro pistas, iniciada na ponte sobre o rio Piranha, no Estado de Mato Grosso. Estende-se por 325 quilômetros até a nova cidade, ainda sem nome, recentemente construída pela Cia. Madeireira Santa Margarida, em plena selva inculta do norte do Estado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a inauguração, compareceram, além da Presidente da Nação, o Governador, Ministros, autoridades locais e diversos deputados e senadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discursando na ocasião, o Sr. Ministro dos Transportes apresentou dados alusivos à majestosa obra, indicando que foram gastos 800 milhões de reais, exigindo a mobilização de 8.000 operários e 600 funcionários de suporte. As máquinas modernas, em apenas dois anos, conseguiram limpar o leito da estrada retirando 800 mil toneladas de árvores seculares, de difícil eliminação, demonstrando que a engenharia nacional tem competência para concretizar e levar adiante o programa governamental de promover o progresso e desenvolvimento para o país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a cerimônia, foi oferecido um churrasco à população local, ocasião em que houve discursos, danças, muita alegria, fartura de bebidas e grandes esperanças no surto de progresso que a nova rodovia trará para a região. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRADUÇÃO: Foi um dia de angustia e desolação, ontem, no término da obra de destruição de grande área no Estado de Mato Grosso, uma estrada com 325 km de extensão, desde a ponte sobre o rio Piranha até o núcleo de invasão construído por uma madeireira pertencente, ao que parece, à piedosa Santa Margarida que, renunciando a seus poderes celestiais, recebe ordens de algum malfeitor terreno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para cultivar suas vaidades, compareceram diversas personalidades públicas, fugindo assim de suas obrigações funcionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando justificar-se, o Sr. Ministro dos Transportes confessou em discurso que, utilizando o trabalho inconsciente de 8.600 empregados, conseguiu assassinar aproximadamente 80 milhões de seres vivos do reino vegetal e quantidade incalculável de espécies do reino animal. E ainda se vangloriou da matança, salientando que sua ação representa progresso e desenvolvimento, demonstrando assim não ter consciência do alcance destrutivo de tais ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a cerimônia macabra, refestelaram-se com um churrasco de 4 bois que, na véspera, degustando excelente capim na placidez das pastagens, dialogavam entre si sobre até que ponto poderiam considerar sincera a amizade do pecuarista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTÍCIA: Segundo informe divulgado pela Associação dos Fabricantes de Automóveis no Brasil, foram produzidos 3.000.000 de veículos no ano de 2010, o que representa um incremento considerável em comparação com o ano de 1990, quando foram fabricadas apenas 160.000 unidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais dados evidenciam o grande progresso alcançado pelo país em apenas 20 anos, período em que foram criados 100.000 empregos diretos e mais de 280.000 indiretos, sem computar os seguramente 400.000 empregos conseqüentes, distribuídos nas atividades paralelas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses informes evidenciam uma grande melhoria no nível de vida de significativa parcela de nossa população. Isso propiciou aos trabalhadores em geral confortos adicionais, como aquisição de aparelhos eletrodomésticos e demais produtos tecnológicos que, pelo encadeamento com as demais atividades econômicas, colaborou para que o Brasil se colocasse numa boa posição econômica ante os outros países. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRADUÇÃO: Segundo informe divulgado pela Associação dos Fabricantes de Automóveis no Brasil, foram destruídos mananciais pelas mineradoras de ferro e poluída intensamente a atmosfera com gases impróprios à vida em valores correspondentes a 3.000.000 de veículos no ano de 2010, o que representa um aumento considerável na velocidade de destruição do planeta em comparação com o ano de 1990, quando a natureza teve um sofrimento alusivo a apenas 160.000 unidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais dados evidenciam a grande desgraça alcançada pelo país em apenas 20 anos, período em que foram criados 100.000 engajamentos inconscientes diretos e mais de 280.000 indiretos, sem computar os seguramente 400.000 alistamentos inconscientes, distribuídos nas demais atividades destrutoras paralelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas ações evidenciam uma piora no nível de vida de grande parcela de nossa desinformada população. Isso propiciou aos trabalhadores em geral confortos prejudiciais, como aquisição de aparelhos eletrodomésticos e tecnológicos que, pelo encadeamento das atividades econômicas, colaborou para que o Brasil se colocasse numa ilusória boa posição ante os outros países.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-7134507464990885731?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/7134507464990885731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=7134507464990885731' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/7134507464990885731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/7134507464990885731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/05/traducao-os-significados-da-noticia.html' title='TRADUÇÃO - OS SIGNIFICADOS DA NOTÍCIA'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-3927254751969853120</id><published>2011-04-27T18:37:00.000-03:00</published><updated>2011-04-27T18:37:56.726-03:00</updated><title type='text'>DEVASTAR TAMBÉM É ATIVIDADE ECONÔMICA</title><content type='html'>O que são madeireiros? Apaixonadamente, sentimentalmente, pelos seus atos ante a Natureza, são classificados de assassinos. Serenamente, sob o comando da razão, são adequadamente chamados de madeireiros mesmo. Pois bem. Fazendo o bem ou o mal, eles estão apenas agindo dentro do caldo cultural de que estão trabalhando, ganhando a vida, buscando recursos necessários à criação e educação de seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a mesma atividade de quem trabalha na ação de matar bois no matadouro, cujo produto final será alimento de humanos. A mesma do simples escriturário que faz a contabilidade na fábrica de caldo de galinha. Todos inseridos inconscientemente na cultura vigente. Essa mesma cultura estruturada a partir da atividade econômica, como se fosse uma ocupação normal a produção de males gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma como nós outros, pertencentes a esse arcabouço econômico como intermediários ou consumidores, também estamos inocentemente compactuando com aquelas atividades malditas. Falta aqui a conscientização do comportamento social que está firmemente harmonizado à batuta do maestro econômico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um americano está construindo sua casa com mogno, está usando seu excesso de dinheiro para atender à sua vaidade e gosto. Com isso, ele está assegurando o emprego de muita gente, o que é interpretado como parte necessária à sobrevivência da humanidade que dança ao compasso da música que o sistema executa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando claro: estamos tentando identificar fatores que se conjuram para, inconscientemente, destruir nossos recursos ambientais. Esforçamo-nos para fazer uma análise de pequena questão, mas que se acha inserida no sustentáculo do ecossistema, ocasionando um perverso desequilíbrio nos meios de sobrevivência da biodiversidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendemos que não importa a cor do dragão que está na porta da nossa caverna. Ele é o perigo. Está faltando uma conscientização geral quanto aos objetivos da vivência à lógica da preservação ambiental. É comum assistirmos discussões entre autoridades sobre quem é culpado pelo desmatamento. O culpado imediato, a quem chamam de madeireiro, não tem a menor importância. Seria o mesmo que bombeiros, ante um incêndio, ficarem discutindo a causa do fogo invés de combatê-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperamos das autoridades apenas ações emergenciais, que o tempo está se esgotando. Discursos não retêm avalanches.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-3927254751969853120?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/3927254751969853120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=3927254751969853120' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/3927254751969853120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/3927254751969853120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/04/devastar-tambem-e-atividade-economica.html' title='DEVASTAR TAMBÉM É ATIVIDADE ECONÔMICA'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-4131049756599701495</id><published>2011-04-17T09:41:00.000-03:00</published><updated>2011-04-17T09:41:19.334-03:00</updated><title type='text'>DANDO VOZ À BIODIVERSIDADE</title><content type='html'>Incrível! Medonho! Horrível! Está ocorrendo monstruosa tragédia, com milhões de mortes e extensas destruições. Nós denunciamos e ninguém toma conhecimento desses crimes. Os meios de divulgação de notícias não trazem ao público qualquer informação a respeito. Ficam inteiramente insensíveis às nossas dores que estão ocorrendo de forma assustadora. Apenas têm olhos e ouvidos para seus próprios interesses e não querem perder tempo com crimes cometidos contra indefesos viventes deste mundo sem justiça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por poderes mágicos de uma fada bondosa, foi-nos dada a oportunidade de alçar até ao instrumento da escrita e conseguir fazer esta denúncia ao mundo, a fim de que as forças e consciências da humanidade se sensibilizem e cessem as monstruosidades que estão sendo perpetradas contra seres pacíficos, honestos e trabalhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentimo-nos angustiados e impotentes para aglutinar todos os nossos esforços numa peleja tão desigual. Reconhecemos que de nada adiantará lutar contra esses seres superiores que investem contra nossa existência. Fazemos a única ação possível ante a tragédia: apontamos ao mundo os crimes perversos que vêm sendo praticados impunemente. Gravamos aqui os lamentos e gemidos de sofrimento e desespero de nossos irmãos, ao tempo em que pedimos socorro a quem puder se sensibilizar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo pessimistas quanto aos resultados, temos consciência de que, na pior das hipóteses, teremos cumprido o nosso dever de registrar para a História os crimes inauditos desta época. Tais horrores vêm sendo cometidos por entes de inteligência superior e munidos de instrumental eficientíssimo. Tal espécie vem se reproduzindo em escala absurda, de forma a dar presença em todas as partes do mundo, apoderando-se de todo o espaço alheio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis os fatos: desde certo tempo, surgiram na terra animais até então desconhecidos, mas em quantidade bastante pequena e que não nos causavam males porque se inseriam harmoniosamente na Natureza. Com o passar dos séculos, tais indivíduos foram-se reproduzindo em progressão gigantesca, enquanto desenvolviam suas capacidades intelectuais privilegiadas. Dessa forma, adquiriram domínio sobre o destino de todos nós, mais fracos por origem, e vêm intentando ações de domínio até da própria Natureza, como se fossem deuses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí começaram nossas desditas, com eles nos fazendo uma perseguição metódica, intensiva, arrasante, movidos pela ânsia incontrolável de a tudo se apoderarem. Nossos irmãos têm sido mortos aos milhões, nossas comunidades destruídas impiedosamente. Até velhos e criancinhas não são poupados à ação insana desses criminosos que agem numa irracionalidade total. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso vem ocorrendo em quantidade e intensidade crescentes e nenhuma autoridade com senso de justiça consegue sensibilizar-se ante tais crimes. Tão inteligentes são nossos algozes, contando com eficientes instrumentos, que nossa eliminação da terra vem sendo procedida sem que a humanidade consiga percebê-la. Usam de meios sutis ou brutais, venenos e outros recursos requintados, visando sempre nossa aniquilação como já fizeram com outras espécies e viventes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Executam seus crimes com máquinas poderosas que eliminam nossos recursos naturais de alimentação e plantam espécies vegetais inadequadas ao nosso sustento, obrigando-nos a alterar nosso regime alimentar para não morrermos de fome. Algumas vezes o produto cultivado é tão nocivo que comunidades inteiras são obrigadas a migrar ou perecer. Mas já não temos para onde fugir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela eficiência com que nos combatem, já sentimos como fato concreto a nossa eliminação total deste planeta. Nossa salvação, e a de toda a humanidade, está apenas na esperança de que algo aconteça na esfera divina, desviando essa criatura infame de sua ação destruidora, retornando-a ao complexo harmonioso da natureza. Seria a redenção de toda a biodiversidade e a preservação da vida planetária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente nessa hipótese poderá o homem voltar a se integrar ao todo – fonte de sua origem – numa vivência compatível com sua inteligência. E poderemos, como conseqüência, prosseguir em nossas ações de vida, segundo as determinações naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse o apelo desesperado que nós, as formigas, fazemos à consciência dos humanos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-4131049756599701495?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/4131049756599701495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=4131049756599701495' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/4131049756599701495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/4131049756599701495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/04/dando-voz-biodiversidade.html' title='DANDO VOZ À BIODIVERSIDADE'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-3206991758949343639</id><published>2011-04-14T11:10:00.000-03:00</published><updated>2011-04-14T11:10:33.794-03:00</updated><title type='text'>BRASILEIROS, SEMPRE ALERTAS!</title><content type='html'>Antídio S.P.Teixeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Protejamos, já, nossas riquezas naturais!... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou amanhã, as veremos partir lado a lado com a paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação sócio-econômica-ambiental dominante no mundo é cada vez mais grave, mais complexa e menos entendida, principalmente por pessoas que exercem maior influência sobre os poderes governamentais. No entanto, ela pode ser facilmente visualizada “no todo” por quem quer que esteja interessado em entender a evolução funcional do mecanismo, desde o erro fundamental cometido por governantes e empresários há mais de duzentos anos, ao utilizarem a matéria orgânica fossilizada como combustível. Esta foi a iniciativa que proporcionou todo o desenvolvimento científico e tecnológico mundial; porém, também foi ela que conduziu a humanidade à beira de um precipício que, se avançar mais sem observar a cautela devida, deverá determinar o seu fim, juntamente com o de todas as formas de vida que habitam o Planeta Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, para entender o hoje, é necessário que se contemple o ontem para projetar um amanhã menos conturbado e mais seguro.&lt;br /&gt;Vejamos: o colonialismo que dizimou a cultura de tantos povos e que saqueou as suas riquezas naturais em todo o mundo até o meado do século passado, continuou a sua obra devastadora e usurpadora até os dias atuais, na forma de escravagismo capitalista. Isto é: em nome da liberdade democrática, através de endividamentos capciosos e utilizando a mídia como instrumento estimulador do consumo supérfluo sobre indivíduos incautos, os neocolonizadores saquearam os bens naturais que ainda restavam aos ex-colonos, deixando em troca a ignorância e a fome, em especial, na África, em alguns países da Ásia e, porque não, na América Latina como exemplo o Haiti. Com os recursos explorados, implantaram nos seus povos, padrões de vida artificiais cujos custos são insustentáveis com seus próprios recursos naturais, como também, é insustentável o sistema financeiro, ou monetário, que impuseram ao mundo como sendo econômico: o capitalismo. Este é inviável economicamente, porque, ao invés de criar riquezas, como apregoam os arautos, apenas promove a transformação dos recursos naturais existentes em todas as partes do mundo em quinquilharias que criam dependências sociais e fazem alterar o caminho da evolução natural dos seres terrestres, em especial os humanos, tendo como objetivo gerar lucros espúrios para os detentores dos poderes globais, deixando para os povos explorados um saldo de pobreza, destruição e desespero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ganância capitalista pelo lucro é motivada pela necessidade que tem o sistema de aumento contínuo de consumo de bens industrializados e de produtos de agricultura mecanizada, produções que ficam, financeiramente, mais baratas porque, ao invés de utilizarem mão-de-obra humana na produção como forma distributiva das riquezas através de empregos, se utilizam de energias provenientes de fontes poluentes. Em consequência, tanto nos países ricos exportadores de produtos industrializados, assim como nos países pobres exportadores de matérias primas, as produções ficam estagnadas, uma vez que a maioria dos consumidores em potencial estão desempregados, tanto dos países ricos como nos pobres, comprometendo, assim, a própria economia de cada um deles. Estes últimos, devido o baixo consumo de produtos e serviços supérfluos, e o hábito de conviver com as necessidades, não representam grande perigo para estabilidade socioeconômica mundial; porém, as potências nucleares, armadas até nas altas camadas atmosféricas, comprometidas com os padrões de vida sofisticados de seus povos, sugarão até a última gota d’água e o último grão de cereal dos países que não disponham de uma boa estrutura militar defensiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É indispensável que se entenda o mecanismo dessa imensurável crise: “tudo que se usa, ou se consome, depende de grande quantidade de várias formas de energia para ser produzido, conservado, embalado, transportado e mais ainda, para continuar funcionando”; e como as fontes geradoras de energia limpa economicamente viável, estão mundialmente esgotadas têm-se lançado mão na queima de combustíveis fósseis e na desintegração atômica. As primeiras, reconhecidamente causadoras de grandes catástrofes mundiais imprevisíveis como hoje está sendo no Japão, ontem, na Região Serrana do Rio de Janeiro e, anteontem em Nova Orleans com o tufão katrina que tiveram, todas, custos de vidas humanas e de materiais, incalculáveis. Ainda outros fenômenos como secas, enchentes, acidentes aéreos e rodoviários, estes pela manutenção precária para satisfazer a interesses econômicos governamentais ou empresariais. Mas, tudo isso, por incrível que pareça, é visto como positivo para o sistema “econômico” porque ele se beneficia com o aumento do consumo de materiais e serviços nos reparos, reconstrução, assistência às vítimas, etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As potências econômicas que, também são militares, com objetivo de satisfazer aos seus interesses e apoiando-se em entidades internacionais, invadem países soberanos, matam civis, destroem seus bens patrimoniais e depois vão obter lucros nas reconstruções daquilo que destruíram, saqueando mais bens patrimoniais dos vencidos. Ao sistema, o que importa é o consumo crescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como, hoje, se fala abertamente que somos um povo “abestalhado” que glorifica as vitórias futebolísticas, os folguedos carnavalescos e as emocionantes eliminações no Big Brother na Globo sem se incomodar com o amanhã de seus filhos, torna-se necessário despertá-lo para esta realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que o Governo Federal vem anunciado prioridades na educação, saúde e segurança públicas, é importante que a população se manifeste para lembrar às autoridade a inclusão do fortalecimento da Defesa Nacional, para elevá-la ao nível de suas responsabilidades na proteção das pujantes riquezas do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEMOCRACIA INTERNA, SIM.&lt;br /&gt;CAPITALISMO? – VOCÊ DECIDE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POR FAVOR&lt;br /&gt;REPASSE AOS SEUS CORRESPONDENTES.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-3206991758949343639?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/3206991758949343639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=3206991758949343639' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/3206991758949343639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/3206991758949343639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/04/brasileiros-sempre-alertas.html' title='BRASILEIROS, SEMPRE ALERTAS!'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-6576291854979730905</id><published>2011-04-10T16:50:00.000-03:00</published><updated>2011-04-10T16:50:54.957-03:00</updated><title type='text'>CRIANÇA, ENTRE LIVROS E TV</title><content type='html'>“Autor: Frei Betto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Foi o psicanalista José Ângelo Gaiarsa, um dos mestres de meu irmão Léo, também terapeuta, que me despertou para as obras de Glenn e Janet Doman, do Instituto de Desenvolvimento Humano de Filadélfia. O casal é especialista no aprimoramento do cérebro humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bichos homem e mulher nascem com cérebros incompletos. Graças ao aleitamento, em três meses as proteínas dão acabamento a este órgão que controla os nossos mínimos movimentos e faz o nosso organismo secretar substâncias químicas que asseguram o nosso bem-estar. Ele é a base de nossa mente e dele emana a nossa consciência. Todo o nosso conhecimento, consciente e inconsciente, fica arquivado no cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao nascer, nossa malha cerebral é tecida por cerca de 100 bilhões de neurônios. Aos seis anos, metade desses neurônios desaparecem como folhas que, no outono, se desprendem dos galhos. Por isso, a fase entre zero e 6 anos é chamada de "idade do gênio”. Não há exagero na expressão, basta constatar que 90% de tudo que sabemos de importante à nossa condição humana foram aprendidos até os 6 anos: andar, falar, discernir relações de parentesco, distância e proporção; intuir situações de conforto ou risco, distinguir sabores etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém precisa insistir para que seu bebê se torne um novo Mozart que, aos 5 anos, já compunha. Mas é bom saber que a inteligência de uma pessoa pode ser ampliada desde a vida intrauterina. Alimentos que a mãe ingere ou rejeita na fase da gestação tendem a influir, mais tarde, na preferência nutricional do filho. O mais importante, contudo, é suscitar as sinapses cerebrais. E um excelente recurso chama-se leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler para o bebê acelera seu desenvolvimento cognitivo, ainda que se tenha a sensação de perda de tempo. Mas é importante fazê-lo interagindo com a criança: deixar que manipule o livro, desenhe e colora as figuras, complete a história e responda a indagações. Uma criança familiarizada desde cedo com livros terá, sem dúvida, linguagem mais enriquecida, mais facilidade de alfabetização e melhor desempenho escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vantagem da leitura sobre a TV é que, frente ao monitor, a criança permanece inteiramente receptiva, sem condições de interagir com o filme ou o desenho animado. De certa forma, a TV "rouba” a capacidade onírica dela, como se sonhasse por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura suscita a participação da criança, obedece ao ritmo dela e, sobretudo, fortalece os vínculos afetivos entre o leitor adulto e a criança ouvinte. Quem de nós não guarda afetuosa recordação de avós, pais e babás que nos contavam fantásticas histórias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a família e a escola querem fazer da criança uma cidadã, a TV tende a domesticá-la como consumista. O Instituto Alana, de São Paulo, do qual sou conselheiro, constatou que num período de 10 horas, das 8h às 18h de 1º de outubro de 2010, foram exibidos 1.077 comerciais voltados ao público infantil; média de 60 por hora ou 1 por minuto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram anunciados 390 produtos, dos quais 295 brinquedos, 30 de vestuário, 25 de alimentos e 40 de mercadorias diversas. Média de preço: R$ 160! Ora, a criança é visada pelo mercado como consumista prioritária, seja por não possuir discernimento de valor e qualidade do produto, como também por ser capaz de envolver afetivamente o adulto na aquisição do objeto cobiçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há no Congresso mais de 200 projetos de lei propondo restrições e até proibições de propaganda ao público infantil. Nada avança, pois o lobby do Lobo Mau insiste em não poupar Chapeuzinho Vermelho. E quando se fala em restrição ao uso da criança em anúncios (observe como se multiplica!) logo os atingidos em seus lucros fazem coro: "Censura!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo com Gabriel Priolli: só há um caminho razoável e democrático a seguir, o da regulação legal, aprovada pelo Legislativo, fiscalizada pelo Executivo e arbitrada pelo Judiciário. E isso nada tem a ver com censura, trata-se de proteger a saúde psíquica de nossas crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais importante, contudo, é que pais e responsáveis iniciem a regulação dentro da própria casa. De que adianta reduzir publicidade se as crianças ficam expostas a programas de adultos nocivos à sua formação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erotização precoce, ambição consumista, obesidade excessiva e mais tempo frente à TV e ao computador que na escola, nos estudos e em brincadeiras com amigos, são sintomas de que seu ou sua querido(a) filho(a) pode se tornar, amanhã, um amargo problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Fábio Oliveira – fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Fabioxoliveira.blog.uol.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-6576291854979730905?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/6576291854979730905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=6576291854979730905' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/6576291854979730905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/6576291854979730905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/04/crianca-entre-livros-e-tv.html' title='CRIANÇA, ENTRE LIVROS E TV'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-8082088884707150357</id><published>2011-04-08T16:01:00.000-03:00</published><updated>2011-04-08T16:01:26.974-03:00</updated><title type='text'>HEMÁCIAS EM HD</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transcrevemos a seguir correta e justa manifestação do autor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Paulo Roberto Cândido de Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;prcandido@oi.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mídia mais uma vez aproveita fatos violentos para prender a atenção dos telespectadores. Desta vez, o primeiro massacre ocorrido em uma escola brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O foco da imprensa de todos os matizes, televisionada, escrita, falada ou conectada, aponta para fora da própria mídia onde, segundo ela, não existem culpados pelo armamento de mentes que andam por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, comissões de deputados, Ministros, Governadores, Prefeitos, Presidentes e demais representantes da classe política de uma sociedade, resolvem se chocar com a violência, sentir comiseração por famílias e vítimas do arsenal que vomita suas cápsulas em corpos desamparados pela Segurança Pública, vão para a frente das câmeras e dos flashes, sabe-se lá com que tipo de sentimento, o moral ou o eleitoral, todos eles, excelências e autoridades, com imunidade às culpas, assim como a liberdade de imprensa, que é livre para explorar a comoção de um povo, diante de bárbaros assassinatos de adolescentes estudantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os psicopatas precisam ser alimentados pelas mentes insanas que controlam a máquina social e eles encontram com facilidade e abundância, tudo o que necessitam para nutrir o nefasto manancial das sombras produzido por cérebros marginalizados ou extremamente excitados pela fábrica das ilusões. É só tocar no controle remoto para viajar entre cenas e manchetes, que são verdadeiras bulas para adoecer sociedades que não poderão remediar depois. As superproduções que os telejornais montaram para noticiar o massacre da escola carioca, provavelmente, começou a escrever novos roteiros de violência, nos pensamentos alucinados de telespectadores submetidos às overdoses de hemácias que saem em alta definição, dos ferimentos e das telas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jovens estudantes mortos enquanto as lições queriam ser aprendidas, mas quem não apreende o significado das palavras PAZ e JUSTIÇA, jamais manterá longe das escolas, dos templos, dos lares ou de qualquer outro ambiente social, palavras como VIOLÊNCIA e IMPUNIDADE. Foi assim, por falta de aprendizado de quem governa, de quem informa, de quem doutrina, de quem ensina, de quem legisla, de quem ainda não despertou a consciência, que o sangue jorrou em salas de aula e em corredores de uma escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crimes em escolas repercutem mais do que crimes em favelas, que mortes nas estradas, que sangue derramado em macas abandonadas nos corredores dos hospitais Públicos. Este do Rio de Janeiro chocou. De todas as maneiras semânticas e sensoriais. Chocou a chocadeira de ovos da violência, chocou a chocadeira de ovos da indiferença, chocou a chocadeira de ovos da audiência, mas acima de tudo, chocou os homens de Bem, que escrevem, que gritam, que rezam, que sonham com o chocar da chocadeira de ovos de amor Ágape.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desarmar é preciso, desarmar o egoísmo também é preciso. Vamos lá povo pacífico, pedir mídia sem violência, pedir políticos com decência, desligar os botões que conectam desgraças aos lucros das praças, procurar canais que ofereçam uma programação sintonizada com as elevadas essencialidades humanas. Basta de tiros lúdicos nos videogames, de vilões galãs nas telenovelas, de parlamentares criminosos que recebem destaque na mídia, de eleitores violentos consigo mesmos, que votam com violência contra a economia, contra a ecologia, contra a sabedoria, contra a anestesia, é só olhar para os bolsos, para o meio-ambiente, para a educação, para a saúde pública,etc. Eleitores tinham uma boa arma nas mãos, mas o tiro saiu pela culatra( Obs: Frase aqui colocada sem violência e sim com muita filosofia eleitoral). Vamos lá, por uma cultura de Paz !”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&amp;nbsp; Fábio Oliveira – fabioxoliveira2007@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Fabioxoliveira.blog.uol.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-8082088884707150357?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/8082088884707150357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=8082088884707150357' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/8082088884707150357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/8082088884707150357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/04/hemacias-em-hd.html' title='HEMÁCIAS EM HD'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-8949500934923603801</id><published>2011-04-06T09:15:00.000-03:00</published><updated>2011-04-06T09:15:56.345-03:00</updated><title type='text'>O POTENCIAL BÁSICO PARA A VIDA</title><content type='html'>Com referência ao expressivo trecho de carta da sino-americana, Anne Fumi Johns Stewart, residente em Sendai no Japão e dirigida aos seus familiares – “eu amo este ‘jogar fora’ de coisas não essenciais, vivendo apenas no nível básico do instinto da sobrevivência” –, procuramos aprofundar seu pensamento, analisando e caldeando o assunto sob a óptica do seu verdadeiro sentido e amplidão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo está dividido em 203 ditos países “soberanos” e isso dificulta enormemente os entendimentos para aceitação unânime de ações necessárias à preservação do maior bem que o planeta tem e que nos outorgou para usufruto: o potencial básico para a Vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A divisão, separação, autonomia e os governos nacionais existentes em todos os países trabalham em benefício de seus próprios interesses, de uma forma compartimentada, mas em prejuízo do todo a que pertencem. Essa diversidade tem raízes, mas superficiais. Está na língua falada, na cor da pele, nas crenças, na cultura, nos recursos, na geografia e mais os instrumentos que reforçam cada singularidade, como a bandeira, o hino e os estímulos ao patriotismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente, nada os une aos demais; apenas são cavadas maiores divergências, provocadas em geral pelos interesses comerciais e ações bélicas de países mais gananciosos. E ainda são alimentadas e estimuladas tais animosidades com ações ditas esportivas. Nada contra o esporte em si, mas cabe crítica ao exaspero nacionalista com que competem, chegando mesmo à guerra, como ocorreu entre Honduras e El Salvador em 1969. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há um potencial que os une num só mundo. Todos têm suas necessidades humanas básicas iguais. Um chinês, um africano ou um japonês nascem da mesma forma; o bebê emite a primeira palavra, num balbuciar de som sempre igual – mã...mã... –; as mães amam seus filhos; todos respiram o mesmo ar; bebem da mesma água distribuída pela chuva; alimentam-se de recursos dados pela mesma Terra; almejam pela segurança e paz; todos dormem e têm o mesmo sol para lhes clarear o caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas são as necessidades essenciais e universais sem as quais nenhum ser humano sobrevive. Por isso, devem ser atendidas em primeiro lugar e diariamente, porque as outras são adventícias, secundárias, supérfluas, renunciáveis e só passam a existir por desrespeito aos limites dos recursos terrestres ou por interesses materialistas não oriundos da Natureza, como está friamente demonstrado no cenário nipônico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão ambiental diz respeito justamente a tais elementos, comuns para toda a biodiversidade. Esses bens essenciais para a vida estão, nos anos vigentes, sendo envenenados num crescendo ilógico pela atividade moderna. Quando uma fábrica de papel funciona na Suécia, envenena o ar que o mundo todo respira. Quando o agricultor brasileiro lança sobre a terra o produto químico, que o beneficia de forma aparente e temporária, envenena a terra e os mares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ante o número sumamente elevado da população mundial, os desejos supérfluos devem ser contidos com urgência. Mesmo os reclamos espirituais não essenciais devem ser colocados numa ordem prioritária, visando à sobrevivência da Vida. A inteligência humana deve se rebelar contra os chocalhos atraentes, sonoros e coloridos da modernidade, instrumentos enganosos que nos trazem a ilusão do conforto, mas desviam nossa atenção para objetivos estranhos à vida natural. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concentra-se nosso sentido na questão já generalizada de que devemos melhorar a qualidade de vida da humanidade. Por quê? Já temos vida boa em demasia (com exceção da dos miseráveis), considerada a anemia que produzimos no planeta, desfalcado em sua capacidade de regeneração em mais de 30%. Entendemos que temos benefícios demais, escravos mecânicos em excesso, ócio individual em demasia, exagero de bens e completa inabilidade mental pelo seu não uso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os discursos das autoridades gravitam sempre em função da melhoria humana, mostrando que a exclusividade antropocêntrica habita permanentemente o cérebro deles. Indivíduos hábeis, a serviço dos interesses tecnológicos, têm dirigido suas pesquisas para tornar o mundo humano materialmente melhor e mais lucrativo. Em geral, a melhoria para os humanos traz fatalmente a pioria para os demais viventes, principalmente pela tomada de seus espaços no planeta. Diversas espécies e biomas já foram extintos, exceto os que proporcionam ou possam objetivar o danado do lucro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse processo de exclusivismo humano trará, como conseqüência, o enfraquecimento progressivo da dinâmica da Natureza. Já é situação real a misteriosa e considerável diminuição de abelhas – esse tão importante agente polinizador – tanto nos EE.UU. como no Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais os indivíduos estão deixando de usar os recursos próprios e adequados do corpo – os músculos – e se deixando levar pelas delícias do conforto e ócio, aprendendo apenas a apertar botões tecnológicos escravizantes. Em contrapartida, estão adquirindo e cultivando o desequilíbrio orgânico que traz a preguiça física e mental. Esse posicionamento provoca a indolência da mente e a obesidade física, com os conseqüentes distúrbios para a saúde em geral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dirão que os conceitos aqui expostos levariam a um retorno à vida primitiva, na qual o homem se ocuparia apenas de plantar e colher, o que seria uma utopia. Concluem pela utopia, no seu aspecto negativo, porque o pensamento está imerso e condicionado ao plasma cultural em que vivemos. Na sua essência positiva, entretanto, outra civilização é possível. Se já tivemos em épocas diversas as anteriores, por que não uma fundamentada na razão e expressão da necessidade de sobrevivência? Não esqueçamos que toda revolução começa pela simples idealização de uma utopia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem renúncia às conquistas não poluentes do saber, adquirido na modernidade, poderíamos construir uma sociedade honesta, justa e harmônica com a ecologia. Teríamos tempo para o cultivo das maravilhas espirituais, ocupação adequada à completitude do ser. Teríamos ocasião para acompanhar o sagrado ritual do plantio das sementes, do amor em seus diversos matizes, das virtudes, das belezas naturais e de nosso conjunto vivencial. Isso seria uma utopia positiva, transformável em nova civilização pela força da inteligência, atributo impar do ser humano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a revolução que não passou pela fase inicial de ideação de uma utopia? Precisamos das utopias para servir de suporte às reflexões que nos levam a transformações. Podemos e devemos idealizar diversos tipos de utopia. Não há necessidade de existir uma única, desde que em harmonia com a Natureza. Sua ideação é função da mente ante um desastre que se aproxima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos mergulhados numa cultura egoística e antropocêntrica, extremamente prejudicial à ecologia terrestre, o que nos deturpa a consciência. Precisamos perceber a dura realidade – exposta a olhos vistos –, produto dessa esdrúxula situação que sustenta a cultura materialista, individualista e injusta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-8949500934923603801?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/8949500934923603801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=8949500934923603801' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/8949500934923603801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/8949500934923603801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/04/o-potencial-basico-para-vida.html' title='O POTENCIAL BÁSICO PARA A VIDA'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-2095742405490687569</id><published>2011-03-30T08:04:00.000-03:00</published><updated>2011-03-30T08:04:00.925-03:00</updated><title type='text'>A LIÇÃO DOS ACONTECIMENTOS NO JAPÃO</title><content type='html'>Defendemos a tese de que os trágicos acontecimentos naquele país, na sua expressão maior, não são de natureza natural. Reafirmamos que tais ocorrências em que se perderam muitas vidas e bens materiais são conseqüência da aplicação extensa dos objetivos equivocados na atual civilização. Excesso de conforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse meio cultural, em que estamos todos imersos, comprometidos e seduzidos pelos chocalhos reluzentes dos confortos materialistas, mostra que amamos mais as atitudes tecnológicas lucrativos, que o bem maior, a Vida. Escolhemos a aparência, a casca, o deslumbrante, e desprezamos a essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na hora da verdade, para a qual os ambientalistas vêm alertando insistentemente, ocorre o oposto. Vimos na TV cenas impressionantes e instrutivas dentro de supermercados: prateleiras de alimentos completamente vazias, enquanto as que continham cosméticos e demais supérfluos continuavam intocadas. Transcrevemos, a propósito, trecho de uma carta enviada por uma nipo-americana (Anne Fumi Johns Stewart) aos seus familiares: “eu amo este ‘jogar fora’ de coisas não essenciais, vivendo apenas no nível básico do instinto da sobrevivência”. A missivista é sobrevivente de Sendai, onde tem residência em ponto elevado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maremoto, fenômeno natural e previsível pela ciência, foi apenas o estopim que causou toda essa destruição, cujo valor total está estimado pelas autoridades nipônicas em 284 bilhões de dólares, fora os prováveis danos radioativos que não têm consistência para uma avaliação, mas têm alcance planetário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duras e claras lições podem ser tiradas de tais ocorrências. Ação humana nenhuma é capaz de evitar ou anular os ajustes cósmicos do planeta. Isso é taxativo, definitivo. Assim, num simples exercício de raciocínio lógico, cabe submeter-nos a esses movimentos planetários e agir de forma conseqüente e humilde, reconhecendo nossa inferioridade ante a grandeza e mistério do Criador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais essas atitudes conseqüentes? Como é óbvio, coragem para romper com tabus e reduzir com critério racional a população mundial (controle da natalidade,) porque a Natureza nessas horas o faz sem qualquer critério. Ou o faz de forma abrupta como vimos, ou de modo lento e insidioso pela ação da radiação nuclear liberada das usinas nucleares, essa loucura humana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diminuindo-se esse “formigueiro” humano que habita o planeta, diminui-se a produção de bens inúteis, dispensáveis, supérfluos e renunciáveis que, em última instância, são lixos prejudiciais à saúde planetária. Além disso, corta-se o cordão umbilical da relação consumo-crescimento que alimenta a atual civilização baseada na ganância individualista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coragem para renunciar a uma vida rodeada de instrumentos de conforto e opção para um viver tão natural quanto possível, com harmonia e respeito à Natureza. Note-se que um terremoto em terras habitadas por silvícolas, que não conhecem o progresso contagioso do modernismo, não causa danos significativos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os males e desgraças originários da atual civilização progressista e tecnológica – movimentada pelos interesses gananciosos dessa teia econômica em que estamos embaraçados – estão acumulando numa bomba-relógio o combustível necessário e suficiente para uma tragédia de caráter mundial. O exemplo nipônico está aí para nos abrir os olhos e a mente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De modo geral, a humanidade não enxerga esse caminho da destruição e não aprende a lição nipônica por estar extasiada pelas ilusões das miçangas multicoloridas que lhe são oferecidas, tal como fizeram aos índios inocentes os gananciosos e perniciosos invasores portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A humanidade se encontra atualmente refém do destino ignóbil que a espera logo adiante. Manifestações geológicas e seus ramos em estudo ocorrem em todas as partes do mundo. São sismos, furacões, deslizamentos, inundações, vulcões, deslocamentos rápidos de ar, tempestades climáticas, impactos de meteoros e – o mais importante – o fator traiçoeiro da imponderabilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das 441 usinas nucleares existentes, apenas umas poucas desgovernadas têm potencial suficiente para causar a extinção da vida terrena. O envenenamento radioativo é extremamente severo e de ação prolongada. Não teríamos como escapar dessa situação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as principais vítimas de uma civilização que não sabe se comportar serão os inocentes seres da fauna e flora. Os humanos não serão vítimas, serão os autores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-2095742405490687569?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/2095742405490687569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=2095742405490687569' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/2095742405490687569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/2095742405490687569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/03/licao-dos-acontecimentos-no-japao.html' title='A LIÇÃO DOS ACONTECIMENTOS NO JAPÃO'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-1332963825575829892</id><published>2011-03-23T08:39:00.000-03:00</published><updated>2011-03-23T08:39:09.451-03:00</updated><title type='text'>TRAGÉDIAS NÃO NATURAIS NO JAPÃO</title><content type='html'>É assunto atualíssimo a ampla tragédia ocorrida no Japão. Ali houve três desastres seguidos que causaram muita destruição e diversos tipos de aflição na população. Mas os acontecimentos não foram exatamente assim. Vamos ampliar um pouco o ângulo de visão para podermos clarear as condições essenciais dos fatos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebemos que houve uma acomodação geológica da placa tectônica do Pacífico a 130 km da costa nipônica, com força classificada de 8,9 pontos na Escala Richter. Previsível pela ciência. Só isso. No âmbito natural, foi apenas isso, sem danos significativos à situação geológica. O mais foi apenas resultado da atuação irresponsável da atual civilização materialista, tecnológica e agressiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela acomodação tectônica se manifesta, aleatoriamente, no correr de borda de todas as placas geodinâmicas em que o planeta é dividido. É uma conformação natural, própria e adequada de um planeta vivo. A terra pode ser comparada, para melhor entendimento, a um ovo rachado em diversas partes, no qual as inferiores são cobertas por água e as superiores são secas e chamadas de continentes. A crosta terrestre, constituída de rochas, é proporcionalmente tão fina quanto à do ovo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos a analisar as conseqüências do maremoto. Houve, por extensão e concomitantemente, um terremoto em áreas densamente habitadas que teria causado alguns poucos danos se ali não fosse ocupado por tanta gente com seus queridos bens materiais. Esse ajustamento geológico provocou em seguida uma elevação das águas, numa altura de apenas 10 metros, que invadiu o território indevidamente ocupado pelos humanos e suas incontáveis quinquilharias. Produziu um entulho de roupas, móveis, coleções de figurinhas, taças esportivas, aparelhos tecnológicos, carros, casas, arbustos, aviões, barcos e demais invenções e artigos supérfluos, a cujo conjunto damos o nome de lixo civilizatório. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, os pássaros voavam tranquilamente em seus espaços naturais sem qualquer dano. Se fossem realmente inteligentes e em quantidade muito menor – compatível com os recursos naturais – os homens deveriam alojar-se em nível superior a 100 metros, reconhecendo sua submissão e respeito às manifestações naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há lamentações por perdas humanas, como é natural nessas ocasiões. Há compaixão e solidariedade com os irmãos de mesma espécie porque tal sentimento é herdado na corrente existencial. Contudo, todos esses danos são, ou consertáveis, ou recuperáveis, ou recompostos, ou conformáveis. Não são eternos. Têm um fim em curto prazo e deixam uma lição muito grande, de ordem socio-administrativa que não cabe aqui desenvolver, mas sobre a qual cada um pode fazer suas próprias ilações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nosso objetivo central aqui é analisar um aspecto que não está na programação natural e suas conseqüências civilizacionais. O maremoto causou, sem culpa, um mal imenso, com possível extensão à própria humanidade, cuja inserção na tragédia é de responsabilidade exclusiva da ação humana que segue o compasso da atual linguagem econômica na busca insana de progresso e crescimento ilimitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referimo-nos à construção de usinas nucleares para produção de energia elétrica, fator alimentador dos confortos do corpo, objetivo inglório do sistema econômico que desnatura o próprio homem – sem qualquer proveito para as ânsias espirituais. Se pensarmos racionalmente, ante a atual encruzilhada ambiental por que passamos, a energia elétrica é inteiramente dispensável para a normal movimentação dos seres viventes. A Natureza nos proveu das condições próprias de locomoção pelo sistema muscular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Natureza nos deu o dia para as atividades normais e simples da vida. E nos deu a noite para o descanso e recomposição das energias despendidas no dia. Viver é incorporar-se ao ciclo próprio que ela nos oferece sabiamente. Os músculos são o repositório das energias vitais necessárias para a movimentação de busca de alimentos. A vida é muito simples para ser vivida. A atual civilização é que a complicou pela corrida aos ganhos materiais e eleição de castas econômicas, valorizando culturalmente o individualismo em detrimento do conjunto de seres vivos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A construção de uma usina nuclear fica em aproximadamente 10 bilhões de reais. Um desastre nuclear acarreta dispêndios em vidas e bens equivalentes a valor tão grande que se torna incalculável, além de destruir as condições mínimas para existência da ecologia. O desastre da espécie libera na atmosfera elementos radioativos enriquecidos como os isótopos de estrôncio, xenônio, césio, iodo, plutônio, que duram tempo imenso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conteúdo da usina de Chernobyl continua vivo, ativo. Só que contido num sarcófago de cimento e ferro. Mas até quando? Ninguém sabe. Não deixa de ser uma bomba com relógio incerto. Nas usinas de Fukushima, ainda não temos uma definição da radioatividade a ser liberada para o envenenamento da vida. Oxalá consigam os nipônicos estancar as fontes incontroladas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós, quando criança, aprendemos na pele que “com o fogo não se brinca”. Devíamos saber também que “com a fissão do átomo, não se brinca”. O mundo já tem “na pele” e nos genes suas conseqüências. Qualquer das 441 usinas em atividade está sujeita a provocar a libertação de seu núcleo mortífero e incontrolável. É só entrar em ação o fator da imponderabilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o lixo proveniente das operações dessas usinas, que é todo radioativo, está sendo lacrado em tambores especiais para uma destinação a que os cientistas ainda não sabem. O lixo atômico americano, depois de encarcerado em tambores de chumbo, está (oh, quanta irresponsabilidade!) sendo lançado no Oceano Pacífico, longe da costa continental. “Longe dos olhos, longe do coração político”. Está sendo jogado dentro da “casa” (hábitat) dos nossos irmãos viventes na água. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, a força forte contida no íntimo do átomo, que aglomera forças de carga positiva e negativa, constitui um dos segredos da Natureza. A civilização famélica por lucro violou esse sacrário, acorrentando-o em seu proveito, sem o menor respeito e submissão aos mistérios da sábia Natureza. O sistema econômico vigente age e pensa exclusivamente em função do lucro imediato dos tempos presentes. O futuro, eles não conseguem enxergar. Estamos deixando para as gerações vindouras apenas lágrimas para chorar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ocorrências naturais do planeta são do conhecimento geral. As tragédias conseqüentes montadas pela ganância do sistema econômico também são previsíveis. A tragédia global proveniente do envenenamento do meio ambiente pelo progresso materialista deveria ser perceptível por toda a humanidade; não somente pelos ambientalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste exemplo que estamos vendo no Japão, as pessoas estão fugindo do país. Muito bem. Quando os brinquedos nucleares do mundo – usinas, foguetes militares, submarinos – e as outras atividades irracionais que destroem nosso ar, água e solo entrarem em colapso, ocasionado por causas não previstas pelos “técnicos”, nós vamos fugir para onde? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só há um lugar: a tumba.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-1332963825575829892?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/1332963825575829892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=1332963825575829892' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/1332963825575829892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/1332963825575829892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/03/tragedias-nao-naturais-no-japao.html' title='TRAGÉDIAS NÃO NATURAIS NO JAPÃO'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-3834411208565301307</id><published>2011-03-17T05:53:00.002-03:00</published><updated>2011-03-17T05:53:37.190-03:00</updated><title type='text'>A CRISE AMBIENTAL E A CNBB</title><content type='html'>Foi publicada em 9.3.11, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a súmula da Campanha da Fraternidade de 2011, na qual a atenção episcopal dá relevo à fraternidade para o momento histórico grave do momento, proveniente do desequilíbrio climático por que atravessa a Terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema ambiental será comentado nas prédicas públicas dos sacerdotes. Recomenda que seus seguidores colaborem para a execução de ações preservativas da Natureza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconhece aquele órgão dirigente a necessidade de união de todos para tal situação, subvertendo a clássica distinção ilusória de países, e apelando para uma ação decisória de conjunto (que traduziríamos por governo mundial ambiental). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz textualmente o documento “..., ora o fator econômico não está relacionado à situação de nosso planeta hoje? Somos todos moradores de uma mesma casa, gostando disso ou não estamos interligados. Não há como simplesmente virar as costas e não se importar, afinal se ocorresse uma catástrofe a nível global para onde iríamos? Aquecimento global, mudanças geológicas nada mais é do que reações às nossas ações.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais adiante, reconhece implicitamente a gravidade do momento, mas a exprime com angelical expressão de esperança ao dizer “Ainda estamos em tempo hábil para reverter esta situação.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo e expandido um pouco seu ânimo, confessa aquela Entidade que “Esta campanha não é uma utopia e sim um alerta de que atitudes devem ser tomadas, não por uma minoria, mas por um todo, este planeta é nossa casa, precisamos ser fraternos, gerar ações que nos levem ao bem comum.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se trata de um manifesto sem a profundidade que os ambientalistas apreciariam, ele cita a palavra utopia na sua conotação pejorativa, desconhecendo que o mundo precisa dela, no seu melhor sentido de ideação espiritual, impulsionadora de transformações sociais e inspiradora de todos os movimentos revolucionários que a História registra. O mundo está carente de utopias. São elas que irrigam a esperança de justiça das almas inquietas e inspiradoras, além de representarem o suporte de ações mais efetivas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ao qualificar o objetivo como “alerta”, pelo menos dá o verdadeiro tom do problema, chamando a devida atenção dos seus seguidores para a gravidade histórica que se encontra neste momento em sua encruzilhada mortal. Reconhecida como tão grave e decisiva, que aquela Entidade chega a conclamar à ação essa “montanha” de acomodados, geralmente surdos à razão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, pequena mostra de um futuro abusivo foi evidenciada no recente maremoto ocorrido no Japão. Essa tragédia não foi causada por motivos climáticos, e sim por causas geológicas naturais. Mas a lição que devemos tiver dessa tragédia é a das conseqüências de um viver materialista e desrespeitoso para com a Natureza. Em poucos minutos, a fúria do forte tsunami destruiu e varreu como lixo – porque lixo é – o significativo parque de construções humanas, tais como aviões, navios, automóveis, instalações industriais e unidades nucleares que trazem um risco sério para todo o globo. De que valeram os saques aos recursos do planeta para construção dessa materialista e insana civilização baseada no progresso? Nessas horas, a Natureza desconhece inteiramente os interesses humanos como a ética, a compaixão, a justiça, a religião. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manifestação do alto clero brasileiro, nessa boa oportunidade, condiz com o pensamento do papa e não deixa de trazer aos defensores da Natureza uma pontuação auspiciosa. Lamentamos que seus termos sejam bastante suaves e genéricos, não chegando a incomodar a sanha do sistema econômico. De qualquer modo, ventila as mentes ocupadas com crenças e propicia condições favoráveis a que, em alguns casos, ocorra o milagre da conscientização. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em julho de 2007 o papa Bento XVI disse que a “humanidade precisa ouvir a voz da Terra, se quiser salvá-la da destruição. Salvem o planeta antes que seja tarde demais”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamentável que a mídia tradicional não dê maior cobertura às palavras do papa e a esse manifesto tão importante e fora dos parâmetros conservadores da Igreja. A divulgação apenas no âmbito religioso não alcança a repercussão e efetivação que sua expressão pede. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja é extremamente poderosa. Se quisesse mesmo ostentar a bandeira da sobrevivência – assunto acima de quaisquer outros interesses – teria condições de lavrar um manifesto mais positivo, incisivo, profundo, consentâneo com a realidade ambiental. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, não está a oportunidade perdida. O movimento ambientalista pode dizer que, com a publicação desse documento, avançou mais um gigantesco passo. Que esse documento produza os frutos esperados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811893326869219889-3834411208565301307?l=planetafala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://planetafala.blogspot.com/feeds/3834411208565301307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1811893326869219889&amp;postID=3834411208565301307' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/3834411208565301307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811893326869219889/posts/default/3834411208565301307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://planetafala.blogspot.com/2011/03/crise-ambiental-e-cnbb.html' title='A CRISE AMBIENTAL E A CNBB'/><author><name>Maurício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14749982610375745649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_nXRmkXO_Sfs/R5xuc8lVIVI/AAAAAAAAAAY/YchmHyPEN94/S220/Foto+Maur%C3%ADcio.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811893326869219889.post-3661430306319349807</id><published>2011-03-12T19:15:00.002-03:00</published><updated>2011-03-12T19:15:56.261-03:00</updated><title type='text'>TERREMOTOS E VULCÕES</title><content type='html'>TERREMOTOS &amp;amp; VULCÕES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antídio S.P.Teixeira – 10/03/11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na febre no noticiário de hoje sobre o grande terremoto ocorrido no Japão, assistimos entrevistas com eminentes professores de geologia oferecendo explicações sobre o mecanismo do fenômeno; porém, não vi, nem ouvi, nenhum deles apontar a causa fundamental do aumento da incidência e da intensidade desses fenômenos naturais. Um deles em entrevista transmitida pela Rede Globo nesta data, declarou que terremotos dessas magnitudes, normalmente, ocorriam um a cada 10 anos, aproximadamente; no entanto, na última década, ocorreram 4. Portanto, um aumento considerável. Outro professor, em outra entrevista na mesma emissora, declarou que não há nenhuma relação entre estes fenômenos e o aquecimento global. Do meu obscuro ponto de vista, vejo todos os fenômenos naturais do momento, incluindo os sociais, interligados por uma mesma raiz, a qual, o mundo capitalista se esforça em negar para proteger o consumismo que alimenta seus lucros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para qualquer cidadão, seja qual for a sua formação profissional, desde que seja familiarizado com a identificação da ação das forças centrípeta e centrífuga, seja na formação da matéria, assim como em todos os fenômenos da vida “como um todo”, facilmente entenderá como que a utilização da matéria orgânica fossilizada, como combustível, e que proporcionou a formação e o desenvolvimento da Revolução Industrial; e como esta adulterou todas as condições de formas de vida na Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carbono que predominava na composição atmosférica anterior à vida terr
