quarta-feira, 8 de maio de 2013

AGORA OU NUNCA MAIS



Para melhor conhecimento do livro acima, fazemos uma apresentação da obra, transcrevendo seu início:


1) APRESENTAÇÃO -- Sempre tive muita atração e sintonia com a Natureza. Quando me aposentei, comprei um imóvel rural e por 20 anos ali morei e laborei naquele ambiente que me proporcionava saúde corporal e espiritual, com a prática de exercícios físicos e meditações. Se aprendi coisas na escola, na profissão, na vivência comum, aprendi algo mais rico na convivência com a Natureza.

         As pessoas que vivem no meio urbano em geral somente têm contato com outros humanos, seres da mesma espécie biológica, ou com suas obras materiais e desenvolvem o vício do consumismo. Dessa forma, elas ficam isoladas do convívio com outros seres vivos e não aprendem ou não sentem que todos nós somos filhos de uma mesma origem, o Todo, que alguns designam como Deus.

         A Natureza, riquíssima em sua diversidade, está constantemente se manifestando; ela tem sua linguagem e sua lógica. Esforcei-me em aprender tal linguagem, traduzindo-a para a usual dos humanos, e percebi que a Natureza, angustiada, clamava por socorro, pois estava sendo espoliada e enfraquecida pelos seus próprios filhos humanos. Foi daí, por perceber as agruras, tristezas e apelo dessa nossa magna mãe é que me senti tocado em minhas emoções para acudir em sua ajuda, ocasião em que comecei a idear o esboço do livro, único recurso ao meu alcance. 

         No princípio, considerei fazê-lo sob a forma de ensaio. Posteriormente, levando em conta que o tema deveria ser acessível a todos, optei por um gênero mais leve. O assunto seria abordado de uma forma mais atrativa, com uso de linguagem simples e didática, motivo por que o argumento foi romanceado. Criei uma trama em cima de fatos reais, concretos, que lhe dão o suporte da seriedade e verossimilhança. Para não ficarem dúvidas sobre isso, redigi um posfácio, onde fica claro o seu caráter documental.

        Levei cinco anos na elaboração do livro. Depois de pronto, algumas pessoas da área editorial opinavam que o livro era uma ficção científica. Entretanto, depois que o Painel Intergovernamental da ONU, composto por mais de 2.500 cientistas, publicou em fevereiro/2007 o 1° relatório climático, com grande repercussão na mídia e no povo, o livro se tornou realista, verdadeira fotografia do destino da humanidade. Desde então, apareceram vários interessados na sua publicação, considerando-o documentário de uma época e útil no esclarecimento do destino ambiental da humanidade. Na 1ª. parte, descrevemos uma situação evidente, real, que faz parte da vida, na qual estamos apenas estampando uma fotografia da questão. É uma foto simplesmente de uma situação dos dias que correm.   

2) – EXPLICAÇÃO - Agora uma explicação sobre a tônica usada na divulgação deste livro. Por que este é o livro mais importante do momento? Porque, no meu entender, trata-se de um documento histórico que lança um aviso de alerta à humanidade e que servirá de referência nos acontecimentos mundiais dos próximos anos. Entendemos que a humanidade vive atualmente uma civilização equivocada. É preciso que alguém desperte para a realidade dos fatos, principalmente os governantes, e saiam dessa ilusão modernista e tecnológica que levou a chamada civilização industrial e tecnológica para a escuridão.

        Um fato é claro para todos. A geração humana deste tempo está vivendo exclusivamente para si, num paroxismo de ambição e egoísmo, sem levar em conta a segurança e futuro das gerações vindouras. Que planeta vamos entregar aos nossos filhos? Já não basta o assassinato e extinção das demais espécies vivas, também criadas pelo mesmo Deus? Os homens responsáveis de hoje estão trabalhando para o assassínio também da humanidade? Não enxergam que é hora de parar com a ganância e se voltar para a razão? Na 2ª. parte do livro introduzimos um forte conteúdo emocional, procurando trazer o leitor para as realidades – repito, para as realidades – do caos que já se anuncia. 

3) MINHA VIVÊNCIA.  Minha vivência deve servir para alguma referência. Com 85 anos e lúcido, já sou bastante vivido. Sou testemunha de tempos que muitos não conheceram. Acompanhei, dia após dia, ano após ano, as quase imperceptíveis mudanças das condições de vivência e presenciei os acontecimentos marcantes de nossa história; pelo menos no correr do século XX.

           Poderão confirmar o que vou dizer os companheiros de mesma idade. Eles também são testemunhas vivas do passar dos tempos, e que hoje os mais jovens consideram apenas registros históricos, sem muita importância. Posso dizer: nós, os mais vividos, sabemos e enxergamos o que vocês não veem. Adiante, na senilidade, os jovens de hoje dirão: hoje sabemos o que nem suspeitávamos.

          Bem, nessa condição posso revelar que lá pelos anos de 1940, as condições de vida eram bem diferentes das de hoje. Em apenas 70 anos decorridos percebi, como fato concreto, que a degradação do nosso ambiente foi enorme. E o que será nos próximos 70 anos?

          Comparando as duas épocas, testemunho que, nos aspectos materiais de tecnologia, saúde corporal, conforto, comunicação e poder de decisão, com referência ao indivíduo, houve um enorme avanço para melhor. Repito: com referência ao INDIVÍDUO. Mas à custa de quem? Alguém paga todos esses confortos e excessos que são retirados do nosso meio ambiente. O planeta Terra, cheio de chagas cada vez mais profundas, geme de sofrimento em suas feridas. Até quando?

        Já com as condições do coletivo e aos recursos naturais houve um retrocesso imenso. Antigamente, os rios e ribeirões eram fartos. As águas eram limpas e havia peixes. Hoje, eles se acham minguados, enfraquecidos, insalubres e quase sem fauna, caminhando para a exaustão. Hoje, os rios se transformaram em riachos; os riachos, em regatos; os regatos, em filetes; os filetes, em nascentes; as nascentes, em tumbas. Isso acontece hoje em todos os elementos do nosso ambiente: no ar, nos mares, no solo.

       Na 3ª. parte, voltamos à apresentação baseada simplesmente na razão. A razão, a lógica, é que presidirá essa terceira e última parte. Isso se a irresponsabilidade humana não deixar que o caos descrito na 2ª. parte prevaleça. 


4) - LIVRO SÉRIO.   Este não é um livro água-com-açúcar. É um livro sério. Posso adiantar que aqui não exploro emoções vulgares, de fácil apelo comercial com passagens eróticas. É romanceado para melhor assimilação da mensagem. Tecnicamente, em Literatura, é classificado em subgênero como “romance de tese”. Mas não fala de amor? Fala, sim. Mas de um amor muito maior do que o de dois amantes. Maior que o amor de mãe. Maior que o “ama a teu próximo”. Maior que o amor de toda a humanidade. Tão grande que abarca todos os seres vivos. Mais ainda. É um grito de socorro pelo amor ao planeta que habitamos. Enfim, é o amor à própria Vida.


5) FIDELIDADE -  Na elaboração da história, não fiz concessões de espécie alguma que me tirassem da fidelidade às teses oferecidas ao juízo do leitor. As descrições mais fortes não cederam aos cânones morais ou éticos. Porque o assunto é importante e deve ser tratado com realismo.  E realismo se descreve com realidades.

          O livro é um documento do século XXI. Nele mostro a insensibilidade dos governantes. Faço uma denúncia e um alerta. Jovens, principalmente aos jovens, conclamo a se conscientizarem, mobilizando-se na defesa do ambiente em que vão viver. Defendam o único planeta que os pode abrigar e alimentar e que será o lar de seus descendentes.

        Para esclarecer melhor a razoabilidade da mensagem romanceada, informo os pontos reais destes últimos tempos em que me baseie para formular a obra, redigida antes da publicação do 1º relatório do Painel da ONU.

a) denúncias esparsas de degradação ambiental feitas por diversos cientistas desde meados do século XX.

b) medidas governamentais restritivas à procriação na China e na Índia;

c) movimentos políticos com a criação de Partidos Verdes;

d) campanhas e ações efetivas de entidades ecológicas;

e) mobilização mundial na Eco Rio 92;

f) posicionamentos de países relativos ao Protocolo de Kyoto;

g) criação na França da Associação contra o Progresso;

h) uso cotidiano nas grandes cidades da China e Japão de máscara filtrante;

i) relatório ambiental da ONU em 1986.

j) relatório científico do Clube de Roma, estudo-projeção ambiental feito em 1971 (www.unicamp.br/nipe/fkurtz1htm);

k) início de um programa computacional de projeção ambiental pela universidade de Tóquio, ainda não concluído;

l) relatório secreto do Pentágono norte americano, prevendo catástrofes climáticas para 2020 (revista Carta Capital, ano 2004, citando como fonte as publicações inglesas revista Fortune e o jornal The Observer, além da edição especial na internet da Scientific American, que apresentaram farta documentação;

        Posteriormente, os fatos veem confirmando a visão revolucionária do livro, principalmente no que diz respeito à necessidade de o mundo ser gerido por um órgão global.


6) LIMITAÇÕES  Não posso contar a história do livro. Mas posso abordar alguns aspectos relevantes. O verdadeiro protagonista nessa história é o tempo. No correr da leitura, o leitor vai notar que ele se encontra oculto. Não é um personagem fantasma, uma criação imaginária ou um ente fantástico com aparência deformada, mas está presente em todo o desenrolar da narração. Comparece no livro tal como o ponteiro das horas de um relógio tradicional. Vejam que o ponteiro dos segundos faz um movimento cíclico e todos notam. O ponteiro dos minutos, para quem tem vista muito boa, se move com muita lentidão, mas dá pra ver.  Mas – e aí é que está o perigo – no ponteiro das horas, ninguém percebe o seu movimento e, como diria o celebre cientista Galileu Galilei, “no entanto, ele se move”. Ninguém vê, mas ele dá uma volta completa em 12 horas, fechando um ciclo do tempo e pontuando o ciclo maior chamado dia, que também registra o enigmático tempo. Quem pode negar isso? Pois bem: é esse personagem traiçoeiro, agindo às ocultas, que pauta todo o desenrolar da trama e a realidade do nosso destino. E o tempo é terrível, inexorável, cruel e não volta atrás. 


7) ESTILO - Este livro quase não tem metáforas. Geralmente, elas são figuras de estilo que servem para embelezar os textos e torná-los poéticos para embalar em sonhos as almas dos leitores. Neste livro não cabem tais artifícios literários, pois aqui tratamos de fatos, assuntos muito sérios, concretos, graves, que destroem prejudiciais ilusões. No entanto, está recheado de reflexões filosóficas pertinentes ao tema. O leitor poderá meditar sobre diversas questões propostas no correr dos diálogos. 
 

8) COERÊNCIA - O escritor deve ser coerente e honesto consigo mesmo ao registrar seu pensamento. Ele não finge; escreve o que sente sob pena de ser acusado pela própria consciência. É diferente do escriba, que produz texto com o objetivo de atender a interesses. Aquele não se preocupa em agradar ou desagradar. Este sempre agrada aos seus patrões, aos interesses de época, às ideologias, a interesses econômicos. Estou dando esses esclarecimentos para justificar por que, em alguns momentos, a abordagem se mostra politicamente incorreta e antiética. Vejam que a Natureza desconhece inteiramente tais conceitos socioculturais quando se manifesta sob a forma de tsunamis, vulcões, terremotos, inundações e epidemias, ceifando indistintamente milhares de pessoas. A verdade deve ser apresentada como é: nua, sem maquiagem. 

       Foi coragem e honestidade, mesmo. Entendo que não poderia ser de outra forma ao fazer uma descrição com a fidelidade que se espera de um documento histórico. Neste livro eu pus o dedo na ferida. Ferida, no caso, é simplesmente a realidade, tal como ela é. Pôr o dedo na ferida dói. E como dói!

      Temos visto, ultimamente, pessoas bem intencionadas se apresentarem na televisão, sugerindo medidas suaves, superficiais, inócuas. Falam também em “desenvolvimento sustentado”. É puro jogo de palavras. Isso não existe. Isso devia ter sido observado no início da revolução industrial, no século 18.  Agora é tarde. Temos é que recuperar o estrago feito. Temos é que iniciar o desenvolvimento ao contrário, isto é, o desdesenvolvimento. Ainda há tempo, mas há de ser com urgência. Falam também em crédito-carbono. É outra enganação. Na verdade é até um acinte à nossa inteligência, se não for uma pilhéria. Uma indústria na Holanda pode poluir desde que uma empresa brasileira deixe de poluir. É o vício da cultura comercial. Até com a desgraça do caos eles pretendem extrair lucros sonantes. Evidente que não veem, não enxergam, não sentem, não percebem a claridade solar. Até quando, ó autoridades?

         Como reflexo dessa onda ecológica, foi aprovada uma lei num Estado americano que torna obrigatório o uso de sacolas de papel no lugar dessas de plástico. Não deixa de ser um retorno civilizacional. Contudo, tal medida é inócua – se não for pior – pois a fabricação de sacolas da espécie implica aumento da atividade da indústria do papel, altamente poluidora e devoradora de cadáveres de árvores.

         Tais medidas saneadoras, tão insignificantes e ingênuas, nada representam ante a gigantesca dilapidação que a civilização moderna está produzindo no planeta. A situação exige a exata conscientização do problema ambiental. E este livro mostra tudo, sem meias-palavras, sem hipocrisia. Este registro põe em evidência a gravidade do assunto, que requer medidas radicais e urgentes. A solução básica está num tripé. Um é a urgência de se tomar decisões, exigidas pelo senhor tempo. Os outros dois estão expostos no livro.
 

9) DESTINAÇÃO - Os editores geralmente perguntam ao autor a que faixa de leitores se destina o livro a ser apreciado. Porque, segundo o assunto, esse ou aquele livro se destina aos interesses de ou de jovens, ou de professores, ou de mulheres, ou de empresários, ou distintas classes sociais ou profissionais. O livro ora apresentado se destina a todas as pessoas capazes de ler e que ainda estejam vivas. Não só as vivas. Imaginem que até os mortos, em seus túmulos, devem estar se inquietando de ansiedade pelo destino trágico que vislumbram para seus entes queridos ainda vivos. 
 

10) ARTIFÍCIOS - Após a leitura, os leitores terão condições de entender as verdadeiras dimensões dos alertas contidos nos relatórios do Painel Intergovernamental da ONU, de 2.500 cientistas.  

      Vê-se que o relatório sofreu pressão política por parte dos países interessados em preservar a dilapidação do planeta, com medo das consequências econômicas. Isso se chama irresponsabilidade. Se as artimanhas políticas conseguiram suavizar as palavras, não significa suavizar a realidade. Este livro não suaviza os fatos.  

        

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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