quinta-feira, 17 de abril de 2008

ROUBO DE CORAIS

Os jornais de 17.4.08 publicaram uma notícia de grande significado. Examinada com olhar analítico, tal informe revela sua verdadeira dimensão. Diz o ditado que “pelo dedinho se conhece o gigante”. E toda informação deve ser examinada ante um critério crítico e racional.
Em resumo, os jornais informam que, em cumprimento a mandados judiciais, os órgãos federais de polícia, juntamente com a procuradoria pública e sob a coordenação da Interpol, efetuaram em 11 Estados brasileiros busca e apreensão de corais nas lojas especializadas em comercialização de aquários e produtos marinhos. Acrescentam que essas ações policiais foram realizadas também em diversos países, como Alemanha, EE.UU., França, Canadá, Argentina, Reino Unido, Holanda, Dinamarca.
A apropriação e destruição de corais, para atender à fome inextinguível da ganância comercial, é um crime contra o meio ambiente que vem sendo denunciado pelos ambientalistas há muitos anos, sem produzir qualquer efeito.
Na análise da notícia, tiramos a conclusão de que, ante a prontidão com que se mobilizaram o judiciário, a promotoria pública e a polícia federal no Brasil, e nos demais países, houve não um ato isolado de ação ambiental, mas o cumprimento de uma ordem da Interpol. Essa entidade internacional, para tomar uma decisão desse porte e na área ambiental, deve ter sido fortemente pressionada por algum órgão de vulto. Imaginamos que tal iniciativa talvez tenha partido da ONU; não sabemos, mas não temos dúvida de que o núcleo decisório está investido de alguma autoridade.
O exame desse fato nos leva a destacar sua importância, desde que indica uma ação mundial pioneira em assuntos ambientais. Pelo menos, evidencia que se está formando uma consciência para a necessidade de tomadas de decisão global quando o objetivo é o de preservar o planeta. Tais fatos indicam a formação, a nosso ver, de um protoplasma do governo mundial. Já seria o primeiro passo no caminho certo.

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