sábado, 16 de fevereiro de 2008

A GRANDE TRIBULAÇÃO

Enviado pelo ambientalista Antídio Santos Pereira Teixeira.
Mudanças climáticas, desmatamentos, superpopulação e poluição ambiental: o mundo vive o seu fim.
(Transcrição do JB Ecológico – 02/07)
Para meditar e comentar

Segundo a ONU, a cada segundo que você demora lendo este texto, 8,6 bebês estarão nascendo em algum lugar do planeta. Serão 516 nascimento por minuto, 30.960 por hora, 743.040 por dia. Em um ano, mais de 260 milhões de pessoas estarão se somando aos atuais 6,5 bilhões, todas competindo por espaço, comida e água, produzindo lixo, respirando oxigênio e eliminando carbono (CO2), além do metano nas fezes.
Se você acha que isso já é motivo de preocupação, acertou! Até pouco tempo atrás, vários cientistas atestavam que o planeta Terra poderia suportar sem problemas o dobro da população existente, baseando-se apenas nas novas tecnologias que garantiriam um aumento na produção de alimentos. Mas ninguém havia chegado a uma conclusão de qual seria a capacidade do planeta em sustentar a progressão humana, devido à infinidade de fatores a serem analisados.
O que é fácil notar é que a Terra tem o seu limite. E quanto mais povoada, maior será a quantidade de recursos naturais utilizados.Quanto maior for o crescimento populacional desordenado, mais difícil será atingir o desenvolvimento sustentável. Conforme a população cresce, ela necessita de uma área maior para viver e para produzir seu sustento, e com isso, as florestas que cobriam aproximadamente 60% da área terrestre, hoje cobrem apenas, 22%.
As florestas regulam a quantidade de carbono na atmosfera e ajudam a estabilizar o clima. Com o passar dos tempos os impactos causados pelo homem no mundo ficaram evidentes. As florestas tropicais foram destruídas, as reservas de água estão sendo contaminadas, a camada de ozônio vem sendo constantemente danificada. A emissão excessiva de carbono está causando o aquecimento global, que por sua vez está provocando mudanças abruptas em todo mundo. As instabilidades que todos nós observamos no clima, como calor e frio extremos, secas e inundações, já estão afetando a produção mundial de alimentos, que apesar dos investimentos, já teve uma redução de 3,4% em 2.005, demonstrando que o planeta já ultrapassou o seu limite de sustentabilidade há algumas décadas sem que pudéssemos perceber. Concluem que o caos será iminente e inevitável, pois as soluções de maior impacto, que poderiam ter alguma eficiência para conter e reverter as catastróficas instabilidades climáticas são impraticáveis. Seriam elas:
O – A redução imediata da população do mundo em, pelo menos, 40% dos números atuais;
O – Reflorestamento de 60% das áreas devastadas;
O – Redução da produção industrial em 35%;
O – Substituição de todos os combustíveis fósseis;
O – Redução na mesma proporção da população de animais criados para sustentá-la, como gados,porcos, galinhas, etc., que contribuem na geração de carbono e metano, medidas impossíveis de serem realizadas em curto prazo que não acarretassem o nosso auto-extermínio.
OUTRA REALIDADE
A outra realidade é o aumento progressivo do desemprego e miséria em todo o mundo, estimulado pelas inovações tecnológicas que a cada instante substituem a mão de obra braçal, deixando-a cada vez mais ociosa e descartável, mostrando que futuramente não haverá mais espaço para não especializados.
Só os latino-americanos e caribenhos chegam a 211 milhões, vivendo abaixo da linha de pobreza, com um aumento de 11 milhões desde 1990 (até junho de 2.002). Um excedente populacional não produtivo que sobrevive às custas do assistencialismo regional e internacional. Infelizmente, não há mais solução para essa questão, ela tornou-se irreversível com o aquecimento global.
POBREZA E DESCONTROLE
Com o crescimento da população mundial e o declínio da produção de alimentos, fica matematicamente fácil concluir que a fome transformará, em curto prazo, milhões de habitantes de países pobres em refugiados ambientais. O resultado será o de migrações em massa e instabilidade política em todo mundo. As guerras e desastres causados pelo caos climático serão inevitáveis e matarão milhões de pessoas em todo o planeta.
Em pequena escala, os refugiados já começaram a invadir a Europa e outros países, situação a ser refreada apenas quando a população mundial regredir para níveis novamente sustentáveis. Cada país terá que defender seu território como puder. Será cada um por si. Os EUA já triplicaram o número de soldados nas suas fronteiras e planejam construir um muro para conter a imigração em massa!
Um bom observador verá que o mundo hoje está caminhando para o caos em diversos aspectos: a miséria está desenfreada, a criminalidade, o fanatismo, a insensatez e a “sujidade humana” estão aumentando de uma forma espantosa em todo mundo e já contaminaram instituições governamentais de diversos países, inclusive o Brasil. Estamos presenciando uma inversão de todos os valores éticos, morais e religiosos em todo mundo! As instabilidades climáticas serão o “estopim” para o caos que as profecias bíblicas já previam e agora possuem o aval da ciência.
Nas grandes cidades, a concentração de pessoas que trabalham apenas para seu sustento diário é imensa , ganham em média R$ 25,00/dia, para em seguida ir ao mercado comprar mantimentos. Estamos diante de uma bomba humana que poderá explodir a qualquer instante. O descontrole econômico abrupto, com o desemprego generalizado, provocará o caos social, com correrias desenfreadas em busca de alimentos, criminosos nas ruas, distúrbios generalizados, saques em supermercados, residências, mortes e daí por diante. O pavor causado pelo PCC em São Paulo foi uma pequena amostra do que poderá acontecer, mas de forma generalizada, nos grandes centros de todo mundo.

Lélis – Jornalista de Curitiba.

CONTRA OU A FAVOR, MANIFESTE-SE

10 Comentários:

Às 19 de fevereiro de 2008 10:40 , Blogger Valentim Camilo disse...

Grande reflexão,mas não podemos ser totalmente pessimistas, mesmo sabendo que os comentários neste artigo é pura verdade. Precisamos sim nos mobilizar em massa e fazer a nossa parte localmente. Precisamos nos policiar, precisamos consumir menos.

Valentim Camilo Casett
Estudante de Biologia e Ambietalista
Nova Trento S/C

 
Às 19 de fevereiro de 2008 19:00 , Blogger Maurício disse...

Car Valentim,

Agradeço sua presença nesta página. Suas opiniões interessam a todos os ambientalistas que se esforçam para aglutinar pensamentos em defesa do nosso habitat. Compareça sempre e não deixa de visitar o blog associado
debatadesvendeedivulgue.com
Apareça sempre que mundo é a nossa casa.

 
Às 20 de fevereiro de 2008 08:43 , Blogger Antídio disse...

Caríssimo Valentim:
Obrigado por ter lido e comentado o artigo de Lélis transcrito neste blog por mim.Há muitos anos, acompanho o desenrolar da questão ambiental e os reflexos de suas modificações sobre o comportamento sócio-econômicos dos povos. Tenho me ocupado mais com a investigação e divulgação das causas uma vez que os efeitos são fenômenos vistos ou divulgados pelos canais de comunicação em massa. O sistema "financeiro" que domina o mundo, e que só é "econômico" para quem usurpou e controla os bens naturais do planeta, evoluiu a partir da Revolução Industrial; e esta só se tornou possível graças a descoberta da transformação da hulha em coque (meados do século XVIII) e, com este, a fundição do ferro, metal, então, caríssimo dado o volume de mão-de-obra necessária para sua obtenção. Possibilitada a fundição em alta escala com o coque e a conseqüente redução nos custos de produção, sua utilização nas áreas de construção civil, na mecânica industrial, agrícola e de transportes nestes dois últimos séculos, construiu este progresso que, hoje, conhecemos. No entanto, dois graves problemas sócio-ambientais se desenvolveram de forma imperseptível para as autoridades da época. Primeiro o desemprego, uma vez que as tarefas produtivas passaram a ser realizadas por máquinas economizando elas para seus proprietários os salários, antes pagos aos operadores. Estes foram sendo marginalizados do consumo dos produtos industrializados por não mais terem empregos nem salários e seus trabalhos artesanais não terem preços para competir nos mercados. Segundo, porque nas planilhas de custo industrial não foram incluídas taxas de recompensa ao meio ambiente cuja pureza é indispensável à vida animada em todo mundo. Isso porque os resíduos poluentes emanados na queima de combustíveis fósseis (hulha, petróleo e gás natural) não têm com ser reciclados na Natureza e vêm se acumulando nas altas camadas atmosféricas desde que começaram a ser utilizados na industrialização. Hoje, a concentração de tais gases nas regiões intertropicais gera o aquecimento global, cujos efeitos se irradiam pelo resto do mundo. Considero corretíssimo os pontos de vista de Lélis; mas a contenção e reversão deste processo degradatório dependerá mais da formação de movimentos populares, especialmente dos jovens, através da conscientização da extenção do problema, do que das autoridades políticas e científicas comprometidas com o poder ecomômico do mundo que ficará desorganizado.
Faça de NOVA TRENTO um polo de irradiação desta consciência. Forte abraço.
Antídio

 
Às 27 de fevereiro de 2008 13:33 , Blogger Helena Rezende disse...

Também tenho procurado estudar a Escatologia, mas não podemos desanimar, afinal, Deus nos deu este planeta de presente e temos que ajudá-lo da melhor maneira possível, faça a sua parte, lute, não desanime!
Um abraço, Helena Rezende
http://vamossalvarnossoplaneta.blogspot.com

 
Às 27 de fevereiro de 2008 20:20 , Blogger Maurício disse...

Cara Helena Rezende,
Agradeço sua manifestação e o incentivo para que continue a lutar pelo nosso planeta. Ainda não me esmoreci, apesar da avançada idade. Minha esperança está em jovens como você que estarão sujeitas às consequências da iniquidade da ganância humana.
Tenho empregado meu tempo disponível na defesa de nosso habitat. O que pude fazer até aqui, eu fiz. Escrevi um livro mostrando o drama que nos espera, tenho feito palestras, dado entrevistas, mantenho meu blog e compareço em foruns de meio ambiente.
Compareça sempre.

 
Às 28 de fevereiro de 2008 08:35 , Blogger Valentim Camilo disse...

Caro Mauricio, não são somente os jovens que determinarão o destino do nosso planeta, pessoas como o Sr. fazem a diferença,pela sua experiência, posissão pessoal, sensibilidade e nobreza. Gostaria muito de me comunicar com o Sr. È destas pessoas que o mundo realmente precisa.
Grande abraço

 
Às 28 de fevereiro de 2008 19:51 , Blogger Maurício disse...

Jovem Valentim,
Agradeço suas referências à minha pessoa. Na verdade, eu sou apenas parte do Todo, parte da Natureza. Dessa forma, quem está batalhando é o próprio planeta. Os ambientalistas são nervos do Sistema Natural, os quais SENTEM a dor de quem está sendo sugado em suas disponibilidades vitais.
Ponho à sua disposição meu endereço eletrônico: "mgomide2@gmail.com" para quando você quizer conversar comigo.
Um abraço

 
Às 28 de fevereiro de 2008 21:17 , Anonymous Anônimo disse...

Apenas um complemento técnico em favor do jornalista. Os oceanos nos últimos 5 anos já perderam 50 % da sua capacidade de absorção de CO2 - segundo medições
feitas no atlântico norte. Um dado mais que alarmante para quem acha que existem soluções amenas para salvar a humanidade. O preço por todos os erros que comentemos será mais alto do que possamos imaginar. A informação é o pilar para se concluir corretamente.
Luis Killares
Eng ambiental.

 
Às 28 de fevereiro de 2008 21:41 , Anonymous Anônimo disse...

Infelizmente o jornalista aborda uma verdade inconveniente. Disse tudo, nada mais a comentar.
Analisse -
Bióloga.

 
Às 29 de fevereiro de 2008 10:17 , Blogger Maurício disse...

Caro Killares,
Grato por mais uma informação real. "A informação é o pilar para se construir corretamente", diz você, mostrando sua capacidade de raciocinar com lógica. E está certíssimo. Apenas para esclarecer melhor aos outros, face a essa enxurrada de "informações industriais" que abastecem minuto a minuto os cérebros ainda imaturos, acrescentamos que o receptor da informação deverá submetê-la a uma acurada análise e critica mental. Vide, por favor, meu artigo "Cartilha..." neste blog.
Outra coisa: você tem razão quando diz que a conta vem depois. Hoje o povão está só na festa, gastança, consumismo, alegria técnológica, realidade virtual. Já repararam que a conta vem sempre no final? Questão de lógica!
Aconselho-o a ler o meu livro "Agora ou Nunca Mais". Se não puder encontrá-lo em alguma livraria, avise-me que lhe mandarei um gratis. Não tenho interesse de ordem financeira. Meu interesse é divulgar o conteúdo, que considero um documento histórico. Minha satisfação se resume em saber que você o leu.
Prezada Analisse,
Grato pela sua manifestação.
Para força de expressão, afirmo que o jornalista não disse tudo. A situação real é pior. A cada dia, fica mais feia. A solução requer medidas drásticas e urgentes. Faço-lhe a mesma oferta que fiz acima ao Killares quanto ao meu livro. Repito: meu ardente desejo é que os ambientalistas de mente livre, como vocês, tomem conhecimento do que considero "documento histórico"
Um abraço a ambos. Não deixem de dar noícias.

 

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