terça-feira, 4 de dezembro de 2007

JÁ É UM COMECINHO

JÁ É UM COMECINHO

Participando em novembro de uma reunião ambiental em Nova Iguaçu(RJ), o cientista brasileiro Luiz Cláudio Costa, da Universidade Federal de Viçosa (MG) e ativo participante do movimento ecológico, proferiu as seguintes palavras:
“O prêmio Nobel da Paz conferido ao Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) e a Al Gore precisa nos levar a uma inquietação dinâmica e se transformar em ação esperança em que é encontrar um novo modelo de vida, de desenvolvimento e construir estratégias para associar a necessidade e a vocação natural do homem ao desenvolvimento com a responsabilidade ecológica. Será que é possível mudar e encontrar novas maneiras de produção, de distribuição, de relacionamento com o próximo e com o ambiente? Se considerarmos somente a perspectiva de mercado, estaremos, como enfatiza Leonardo Boff, construindo apenas uma Arca de Noé salvadora do sistema imperante, que escamoteia o cerne da questão, o próprio sistema, mas que não nos salvará do dilúvio.”
Observe-se que o mencionado cientista enxergou algo muito importante, mas julgou melhor não se expor à crítica e se atreveu apenas sob a forma interrogativa. Essa forma protege seu autor. É uma forma de dizer, sem dizer.
Contudo, note-se que os cientistas e pensadores mais capazes já estão começando a abordar o problema ambiental com uma visão mais próxima da realidade. Aos poucos, eles vão perdendo o receio de serem considerados loucos e expõem a questão planetária de modo mais corajoso. Entendo que ainda é muito pouco, pois o tempo de que dispomos para a solução exige tomadas de posição mais concretas.
Mas, de qualquer forma, notamos com satisfação que tais vozes se mostram mais conscientes da necessidade de expor o problema ambiental com mais realismo. O realismo necessário, nu e cru, deveria partir do IPCC, mas eles tiveram um poderoso freio no queixo, representado pelos interesses econômicos de diversos paises. Aí reside a parte fraca da questão. Quem poderia oferecer ao mundo a verdadeira dimensão do perigo, não o fez por motivos compreensivos. Mas compreensivos até certo ponto. Ante a eminência de um vital colapso, já não é compreensivo. Falaremos disso brevemente.

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