sábado, 7 de junho de 2008

AGLUTINAÇÃO DE INTERESSES MUNDIAIS PELA AMAZÔNIA

Parece que a Amazônia está destinada a gerar a aglutinação dos interesses mundiais na sobrevivência. Quando um fator se torna essencial para vida humana, cria-se instintivamente a consciência de preservação dessa fonte vital. Há desdobramentos nas considerações a respeito, mas por ora limitamo-nos a destacar aquele aspecto, pois ele nos indica, no presente momento, que a atual nebulosa necessidade de formação de governo mundial está tomando o rumo que vimos apontando como único caminho possível na emergência por que passa a humanidade. Meus argumentos sobre essa tendência estão claramente expostos nos pronunciamentos de importantes figuras em tempos recentes, como se pode verificar nos quadros abaixo.

a – Al Gore, vice-presidente dos EUA, em 1989: “Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é deles, mas de todos nós.”

b) – François Mitterant, presidente da França, em 1989: “O Brasil precisa aceitar uma soberania relativa sobre a Amazônia.”

c) – John Major, primeiro ministro britânico, em 1992: “As nações desenvolvidas devem estender o domínio da lei ao que é comum de todos no mundo. As campanhas ecológicas internacionais sobre a região amazônica estão deixando a fase propagandista para dar início a uma fase operativa que pode, definitivamente, ensejar intervenções militares diretas sobre a região.”

d) – Mikhail Gorbachov, presidente da ex-URSS, em 1992: “O Brasil deve delegar parte de seus direitos sobre a Amazônia aos organismos internacionais competentes.”

e) – Henry Kissinger, secretário de estado dos EUA, em 1994: “Os paises industrializados não poderão viver da maneira como existiram até hoje se não tiverem à sua disposição os recursos naturais não-renováveis do planeta. Terão que montar um sistema de pressões e constrangimentos garantidores da consecução de seus intentos.”

f) – Madeleine Albright, secretária de estado dos EUA, em 1996: Atualmente avançamos em uma ampla gama de políticas..... e crescente participação da CIA em atividades de inteligência ambiental.”

g) – General Patrick Hugles, do exército dos EUA, em 1998: “Caso o Brasil resolva fazer um uso da Amazônia que ponha em risco o meio ambiente dos EUA, temos de estar prontos para interromper esse processo imediatamente.”

h) Pascal Lamy, presidente da OMC, em 2005: “A Amazônia e as outras florestas tropicais do planeta deveriam ser considerados bens públicos mundiais e submetidos à gestão coletiva, ou seja, gestão da comunidade internacional.”

Está ai o pensamento universal que, evoluído por pressão de fatos ecológicos, vai detonar os episódios históricos em que a humanidade vai ser, concomitantemente, agente e paciente. Quanto mais cedo vier a efetivação do governo mundial, menos trágico será esse capítulo histórico.

2 Comentários:

Às 8 de junho de 2008 17:05 , Anonymous Anônimo disse...

VISTO DE OUTRO PATAMAR.
Para focar o problema da soberania sobre a Amazônia, tem-se que, antes considerar como ficarão as condições ambientais sobre as diversas partes do planeta nos próximos anos. Os meios científicos, dependentes do poder econômico dominante do mundo, não oferece credibilidade, pois suas declarações são tendenciosas a serviço de seus mantenedores tendo a mídia como coadjuvante. Observem o seguinte detalhe: uma floresta já formada em nada contribui para absorção do carbono gasoso nem para oxigenação da atmosfera. Isso porque, o carbono absorvido pelos seres vegetais na elaboração de seus produtos, assim como o oxigênio liberado na fotossíntese do mesmo processo, são consumidos posteriormente na degradação da sua biomassa com a liberação de calor: seja por combustão lenta (digestão ou apodrecimento), ou ativada por inflamação. Portanto, a teoria de que o mundo depende das florestas tropicais para continuar respirando, não passa de “argumento de lobos famintos contra cordeiros inocentes” para se apossarem destas áreas, ainda não dilapidadas pela ganância consumista.
Não interessou ainda à Ciência explicar ao mundo porque os “buracos” na camada de ozônio sobre os pólos terrestres aparecem nos meados dos invernos e estão adentrando, cada vez mais, nos períodos de primavera. A verdade é que a camada protetora de ozônio sobre o nosso planeta, depois de convertida em oxigênio pelo frio das noites polares nas camadas mais elevadas, foi transformada em CO2 nas fornalhas que propiciaram a Revolução Industrial; e que, apesar dos sinais de alerta dados pela Natureza, continuam incrementando o consumo de energia em todas as suas formas, em nome do progresso. Por inexistência de processo regenerador economicamente viável, os gases provenientes das combustões vêm se acumulando sobre as regiões intertropicais por serem mais densos e, portanto, mais sujeitos à ação da força centrífuga da rotação terrestre; em detrimento as grandes reservas de ozônio que se elevavam sobre os pólos antes da queima dos combustíveis fósseis sofreram um rebaixamento e rarefação gerando os famigerados buracos na camada protetora. Assim, estes estão crescendo em direção aos trópicos na mesma velocidade com que se lança mais carbono na atmosfera. Portanto, os países que se situam acima de Câncer e abaixo de Capricórnio, já estão recebendo agressões ambientais nunca antes registradas: tufões e tornados cada vez mais violentos, incêndios florestais incontroláveis, chuvas torrenciais causando devastadoras enchentes alternando-se com secas prolongadas que já estão comprometendo o abastecimento de água de muitas grandes cidades da Europa que, como Barcelona, estão sendo abastecidas com a utilização de petroleiros.
Assim, entendemos que os povos de países ricos situados nas citadas regiões, pretendem formar colônias nas regiões equatoriais que, apesar de mais aquecida pela maior concentração de carbono atmosférico, estarão mais protegidos contra a ação dos raios ultravioletas que já vêm, há décadas, comprometendo a produtividade agrícola em seus países. Assim, entendo que o interesse de americanos, europeus e japoneses em preservar a Amazônia seja para garantir uma ocupação futura sem maior resistência nem desgastes das reservas naturais.
Com relação à criação de um poder central, esclareço que a constituição do mesmo será o caminho natural do mundo como foram, no passado, as aglutinações dos pequenos reinos e principados em países para que seus cidadãos pudessem auferir mais benefícios e segurança. Hoje, assistimos a unificação de países em blocos continentais com os mesmos objetivos. No entanto, a unificação total do mundo sob uma só regência é coisa para acontecer no decorrer de muitas décadas, talvez mais de um século, provavelmente após muitas guerras. Muitas arestas terão que ser quebradas para se ajustarem sob um governo único.
Antídio

 
Às 8 de junho de 2008 21:32 , Blogger Maurício disse...

Caríssimo Antídio,
Mais uma vez temos a oportunidade de apreciar uma esplendorosa e fundamentada aula, seguindo uma linha de idéias perfeitamente concatenada e clara. É perfeitamente possível que os paises do chamado primeiro mundo se vejam tentados, por necessidades deles, a estabelecerem colônias em terras virgens, pretextando a defesa do meio ambiente. Afinal a honestidade em política internacional não existe; todos só cuidam de seus próprios interesses. Isso é um fato que tem exemplos vários nos capítulos da história, só que em outros contextos. Você alude à possibilidade de guerras, no decorrer de longo tempo, para alcançar o consenso de governo mundial. O desenrolar de ações nesse sentido é perfeitamente lógico, no entanto devo opinar que o desequilíbrio ambiental do planeta deve ser acudido dentro dos próximos 20 anos. Depois, a situação se tornará irreversível, pois entendo deva-se considerar que as forças naturais impõem um interregno entre ação e reação. Ações danosas de hoje terão respostas da Natureza depois de decorridos alguns anos. Finalmente, uma consideração importante: há dois enfoques para a questão amazônica. Uma é das práticas usuais em políticas internacionais e que orientou seu raciocínio, perfeitamente compatível com a História. Outra é a idealística, mais consentânea com a visão que tenho defendido. Pode ser sonhadora, mas é a ditada pela lógica ante os fatos trágicos a que estamos prevendo. Duas visões, dois enfoques; perfeitamente lógicos.

 

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