sábado, 9 de março de 2013

CORÉIA, COMO COMEÇA UMA GUERRA

Autor: Mauro Velado Neto 
   Temos visto, ultimamente, certos acontecimentos ocorridos na infeliz Coréia, pouco divulgados na mídia, mas com significados relevantes para toda a humanidade.
   Antes que se efetive uma disputa bélica naquela região, vamos tentar fazer uma análise isenta sobre as indicações que nos fornece o raciocínio. Aceitaremos de bom grado qualquer retoque ou contestação aos nossos argumentos, desde que não se baseiem em “achismos”.
   Todos conhecem os antecedentes de ambas as partes. O Norte e Sul têm regimes de governo diferentes. Não vemos santos em qualquer dos lados.  Sempre haverá um fato antecedente em favor de um ou de outro, mas para melhor enxergar a questão, devemos estabelecer um principio no tempo. Não existe efeito sem uma causa. E o tempo começa agora.
   Vemos os últimos acontecimentos da seguinte forma: um morador de Rio Grande do Sul viajou até uma cidade na divisa do Rio Grande do Norte. Ali, postou-se frente à casa de seu irmão gêmeo, a quem detestava, e  estourou diversas bombinhas no passeio, exatamente 5 cm do limite da casa, tomando todo cuidado para que nenhuma bombinha ultrapassasse o limite da casa, critério esse atentamente observado pelos dois irmãos; um de cada lado. Depois voltou para sua casa, lá no Rio Grande do Sul.
   Isso tem um nome indiscutível: provocação. A Coréia do Sul tem terras e mares suficientes para que, em segurança, fizesse seus exercícios militares. Mas não. Tem que ser exatamente nos limites do paralelo 38, linha imaginária que divide as duas partes.
   Quem provoca está demonstrando um desejo. O Sul quer guerra. O Norte já demonstrou que aceita uma situação efetiva de guerra. A receita está pronta e já na panela. Só falta alguém acender o fogo.
   Até aqui falamos de dois cãezinhos Chihuahuas, que nem sabem o que fazem. Ao lado deles, nas sombras e mexendo as amarras como se fossem os cordéis de fantoches, estão dois cachorrões enormes: EEUU e China, os verdadeiros beligerantes.
   Não nos esqueçamos de que os EEUU estão saindo de duas guerras: a do Iraque e do Afeganistão. Precisam de mais duas guerras, com a Coreia do Norte e com o Irã. Senão, como é que a monstruosa indústria bélica americana vai sobreviver? O gasto do governo com armamento é gigantesco. Além disso, é essa indústria que sustenta politicamente o titular e seu complexo dito "democrático".  

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